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Economia e Emprego

Empresas finlandesas querem investir no Brasil, diz Itamaraty

Relações Bilaterais

Disposição em aportes se concentram em áreas como petróleo, máquinas e equipamentos
por Portal Brasil publicado: 26/10/2015 00h00 última modificação: 10/11/2015 09h23

A missão diplomática liderada pela presidenta Dilma Rousseff à Finlândia no fim de outubro deve resultar em novos investimentos de empresas do país europeu no Brasil, aponta mapeamento realizado pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Há sinalização nesse sentido das companhias: Almaco (soluções para alojamento em plataforma de petróleo), Cargotec (máquinas para movimentação de carga), Neste Oil (petróleo), Nokia (telecomunicação), Metso (equipamentos para mineração) e Valmet (tratores).

“São todas empresas que já possuem investimentos no Brasil, que, com a ida da presidenta [Dilma] a Helsinque, manifestaram desejo de incrementar esses investimentos no País”, afirma a chefe da Divisão de Operações de Promoção Comercial (DOC) do Itamaraty, Andrea Watson. 

Segundo Andrea, a visita de um chefe de Estado a outro País acelera a disposição dos investidores estrangeiros, que muitas vezes aguardam um sinal institucional para decidir por novos aportes longe das suas fronteiras. A visita de Dilma à Finlândia e à Suécia, ambas no mês passado, tiveram esse objetivo.

“Para o Brasil há interesse vendedor de incrementar as exportações para a Suécia ou a Finlândia, mas há um interesse muito maior de trazer investimentos suecos e finlandeses para o Brasil”, observa. 

A chefe da divisão do Itamaraty que promove as empresas brasileiras no exterior afirma que a atuação de um presidente como “caixeiro-viajante” é essencial para as relações comerciais. Ela destaca o papel executado, por exemplo, pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que viaja sempre acompanhado por empresários.

“Os norte-americanos, quando fazem uma visita presidencial, frequentemente levam uma delegação empresarial de peso. Eles sabem que a vinda de um presidente abre portas”, diz. 

No caso a ida de Dilma à Colômbia, que ocorreu dias antes da viagem à Europa, o foco foi levar a pauta de exportações de produtos brasileiros para o vizinho sul-americano.

A visita da presidenta à Bogotá resultou na assinatura de um acordo automotivo, que irá facilitar a remessa de carros brasileiros para o mercado do país, que tem o segundo maior Produto Interno Bruto (PIB) da América do Sul. "A pauta comercial é tremendamente incentivada quando a presidenta viaja”, avalia. 

Valor agregado

De acordo com Andrea, o Itamaraty atua há 50 anos na promoção do comércio exterior pelo Brasil. A iniciativa começou com o Departamento de Promoção Comercial e Investimentos (DPR), que concentra 104 escritórios em 83 países nos quais o Brasil tem embaixada ou consulado.

“A gente dizia que a gente não vende, a gente é comprado”, conta, ressaltando o papel do ex-chefe do DPR, o embaixador Paulo Tarso. “O departamento teve uma atuação muito forte no sentido de dizer ‘vamos aos nossos compradores, vamos ver onde eles estão e oferecer os nossos produtos’”, recorda. 

O departamento tem trabalhado agora para agregar valor à pauta exportadora, concentrada em primários como soja, minério de ferro e petróleo. “O trabalho do Itamaraty é tentar vender cada vez mais produtos com conteúdo tecnológico maior, com maior valor agregado e ajudar as pequenas empresas e médias empresas a descobrirem mercado exterior”, afirma. 

Fonte: Portal Brasil, com informações do Itamaraty

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