Economia e Emprego
Acordo EUA-Pacífico põe “pressão positiva” sobre Mercosul e União Europeia
Balança Comercial
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, avaliou que a Parceria Transpacífico (TPP, na sigla em inglês), firmada nesta segunda-feira (5) por Estados Unidos, Japão, Canadá e mais nove países, joga pressão na União Europeia para acelerar as negociações do acordo comercial com o Mercosul. “Isso coloca mais uma boa pressão sob a perspectiva do Mercosul em relação à União Europeia. Não só em nós, mas nos europeus”, sugeriu.
Monteiro considerou que o bloco europeu “precisa também fortalecer esse eixo (sul-americano) à medida em que os Estados Unidos se fortalecem numa área da América do Sul. Considero que isso vai permitir que se fortaleça essa posição de interesse da União Europeia no fechamento do acordo com o Mercosul”, disse.
O TPP será formalizado por 12 países – entre eles Chile, México e Peru. Essa dúzia de mercados responde por cerca de 40% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial e por aproximadamente 23% da corrente internacional registrada pela Organização Mundial do Comércio (OMC). Trata-se do maior acordo de livre comércio já realizado no globo.
Foco
Segundo o ministro, o Brasil vinha desenhando uma aproximação aos vizinhos sul-americanos que negociavam o Pacífico para se beneficiar do TPP – um acordo costurado ao longo de quase uma década. Isto porque o Brasil, como membro do Mercosul, só pode negociar acordos de maior abrangência como o TPP no âmbito do bloco regional, após convergência de interesses com Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela.
A estratégia do Brasil de buscar uma aproximação comercial com países como Chile, México e Peru, por meio de acordos comerciais sem fugir do espectro do Mercosul, será importante agora para o País se beneficiar da Parceria Transpacífico.
“Isso (o TPP) significa que o nosso foco estava correto, porque à medida em que você se integra mais a esses países que estão no acordo Transpacífico, abre-se uma perspectiva para as empresas brasileiras que atuam nesse ambiente. Se abre um mercado ampliado”, considerou Monteiro.
Ele disse que a “nova geração de acordos” tem colocado em pauta temas como propriedade intelectual e convergência de normas técnicas. “Acho que nossa agenda é que está focando em serviços, compras governamentais e convergência de normas técnicas. Esse acordo aponta que o Brasil está na direção correta, que entende os acordos de nova geração, o que faz o País andar mais rápido”, afirmou.
Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC)
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