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Adidos impulsionam negócios da agropecuária brasileira no mercado internacional

Agronegócio

Adidos agrícolas estão presentes em oito missões diplomáticas; profissionais têm como principais atribuições promover produtos agropecuários brasileiros
por Portal Brasil publicado: 15/10/2015 18h16 última modificação: 15/10/2015 18h16
Divulgação/Mapa Adidos agrícolas estão em  oito missões diplomáticas 1) União Europeia (Bélgica) – 2) Argentina – 3) OMC (Suíça) – 4) Rússia – 5) China – 6) África do Sul – 7) Japão – 8) Estados Unidos

Adidos agrícolas estão em oito missões diplomáticas 1) União Europeia (Bélgica) – 2) Argentina – 3) OMC (Suíça) – 4) Rússia – 5) China – 6) África do Sul – 7) Japão – 8) Estados Unidos

O Brasil tem uma estratégia arrojada para abertura de mercados no mercado mundial do agronegócio. Uma das peças-chave dessa engenharia comercial são os adidos agrícolas, que têm como uma das suas principais atribuições promover os produtos agropecuários brasileiros e remover obstáculos às suas importações pelos países consumidores.

Esses profissionais atuam nos destinos mais importantes para as exportações nacionais e nos centros de negociações de acordos e normas internacionais que têm reflexos no comércio agrícola global. Os adidos agrícolas têm dedicado esforços principalmente à manutenção, ampliação e abertura de novos mercados para os produtos do agronegócio brasileiro.

Segundo a secretária de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tatiana Palermo, negociações importantes para o agronegócio brasileiro foram concluídas, nos últimos anos, com o auxílio direto dos adidos agrícolas. Entre elas, a abertura do mercado japonês à carne suína de Santa Catarina e a reabertura da China à carne bovina in natura.  

A publicação da norma americana (“final rule”) para permitir a importação de carne bovina in natura de 13 estados e do DF também é fruto da ação desses profissionais do Mapa. A assinatura de acordo de prelisting para exportação de produtos de origem animal e abertura do mercado de produtos lácteos para a Rússia teve igualmente a participação decisiva dos adidos agrícolas, destaca a secretária do Mapa. A abertura do mercado da África do Sul para carne bovina e suína foi outra conquista com a firme atuação deles.

Os adidos agrícolas trabalham ainda na identificação de tendências de mercados, barreiras e oportunidades para os produtos do agronegócio brasileiro. “Tais ações, realizadas in loco, aceleram as negociações entre os governos e ampliam o comércio de produtos agrícolas entre os países”, assinala Tatiana Palermo.  

Exportações

Os adidos antecipam e alertam o Ministério da Agricultura sobre eventuais ameaças que possam causar impacto às exportações do agronegócio brasileiro. Eles são técnicos experientes e treinados, com status diplomático, que atuam no exterior em temas relacionados à agricultura, ao agronegócio e a alimentos, entre outras áreas.  

Desde 2010, o Brasil conta com adidos agrícolas em oito missões diplomáticas no exterior: Missão do Brasil junto à União Europeia, em Bruxelas/Bélgica (Márcio Rezende Evaristo Carlos); Buenos Aires, na Argentina (Eliana Valéria Covolan Figueiredo); Delegação do Brasil junto à Organização Mundial do Comércio, em Genebra/Suíça (Luís Henrique Barbosa); Moscou, na Rússia (Antonio Alberto Rocha Oliveira); Pequim, na China (Andrea Bertolini); Pretória, na África do Sul (Juliano Vieira); Tóquio, no Japão (Marcelo de Andrade Mota), e em Washington nos Estados Unidos (Luiz Cláudio de Santana e Caruso).  

Os atuais adidos agrícolas brasileiros, servidores de carreira do Mapa ou de suas empresas vinculadas (Embrapa e Conab), cumprem mandato desde maio deste ano e seguem contratados até junho de 2017, com possibilidade de renovação por mais dois anos.  

Esses oito postos foram definidos com base em estudos de mercados prioritários para o agronegócio brasileiro. “Considerando a dinâmica dos mercados, a definição de postos pode ser modificada de acordo com a importância estratégica e dimensão do mercado-alvo”, observa Tatiana.

Fonte: Ministério da Agricultura

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