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Economia e Emprego

Governo quer que Brasil ocupe 10% do comércio agrícola mundial em 2018

Perspectivas

A ministra Kátia Abreu disse que continuará investindo em negociações comerciais e sanitárias com os 22 principais mercados internacionais
por Portal Brasil publicado: 24/02/2016 09h30 última modificação: 25/02/2016 13h20
Noaldo Santos/Mapa A reunião sobre as metas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para 2016 ocorreu na sede da Frente Parlamentar da Agricultura, em Brasília

A reunião sobre as metas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para 2016 ocorreu na sede da Frente Parlamentar da Agricultura, em Brasília

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, reuniu-se com deputados e senadores da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) para apresentar as metas da pasta para este ano. Entre as prioridades expostas pela ministra, na terça-feira (23), estão a abertura de novos mercados e a conclusão da Lei Plurianual Agrícola (LPA).

A meta do Brasil, explicou Kátia Abreu, é ampliar a participação do agronegócio brasileiro no comércio mundial de 7% para 10% até 2018. "Para isso, o Mapa continuará investindo em negociações comerciais e sanitárias com os 22 principais mercados internacionais que, juntos, representam 75% da atividade comercial mundial", disse, durante a reunião, na sede da FPA, em Brasília.

A secretária de Relações Internacionais do Agronegócio, Tatiana Palermo, informou aos parlamentares que o Mapa negocia com outros países acordos que visam a harmonizar regras e facilitar procedimentos sanitários e fitossanitários. As transações concluídas em 2015 representaram potencial anual de US$ 1,9 bilhão em exportações. Para 2016, a expectativa é ainda maior: US$ 2,5 bilhões.

Tatiana Palermo destacou, ainda, que o crescimento da classe média no mundo, especialmente no sul e sudeste asiáticos, vai pressionar a demanda por alimentos nos próximos anos. "Esse cenário representa grande oportunidade para países produtores como o Brasil. Temos que ficar de olho no que acontece ali."

Além de Palermo, os secretários André Nassar (Política Agrícola), Luís Eduardo Rangel (Defesa Agropecuária) e Maria Emília Jaber (Secretaria Executiva) também apresentaram aos parlamentares as metas de suas áreas. Os parlamentares parabenizaram a equipe do Mapa pela condução do setor. O deputado Valdir Colatto disse que a atual gestão tem "profissionalismo" e "competência". 

Lei Plurianual Agrícola

Entre as principais metas do Mapa para 2016, consta a elaboração da Lei Plurianual Agrícola (LPA), com duração de cinco anos. Ela vai consolidar leis que regem importantes mecanismos e políticas da pasta, como o seguro rural, o Programa de Garantia de Preço Mínimo (PGPM), o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), o Fundo de Catástrofe e a lei agrícola.

A ministra pretende enviar o texto da nova lei ao Congresso Nacional em meados de agosto de 2016. Ela pediu apoio a deputados e senadores da bancada agropecuária e ajuda para discutir a proposta no parlamento.

"A LPA vai dar previsibilidade e capacidade de planejamento aos nossos produtores. Vai modelar a política agrícola brasileira de modo que, progressivamente, cada produtor saiba o que fazer nos cinco anos seguintes. Vamos ouvir os parlamentares, queremos contribuições e trabalharemos pelo maior consenso possível dentro do Congresso", disse.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

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