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Economia e Emprego

Safra de grãos 2015/2016 atingirá 209 milhões de toneladas

Conab

Número é 0,6% maior do que obtido na safra 2014/2015, o que representa aumento de 1,3 milhão de toneladas
por Portal Brasil publicado: 07/04/2016 14h00 última modificação: 15/04/2016 18h35
Divulgação/Governo do MA Previsões da Conab e do IBGE  indicam aumento da safra de grãos no biênio 2015/2016

Previsões da Conab e do IBGE indicam aumento da safra de grãos no biênio 2015/2016

A produção brasileira de grãos da safra 2015/16 será de 209 milhões de toneladas. O número representa um aumento de 0,6%, ou seja, de 1,3 milhão de toneladas em relação à safra 2014/15, que foi de 207,7 milhões de toneladas. A estimativa foi divulgada, nesta quinta-feira (7), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O destaque é a produção de soja, que deverá atingir 99 milhões de toneladas, 2,9 milhões a mais do que na safra anterior, graças aos ganhos de área de 3,2%. O milho total está estimado em 84,7 milhões de toneladas, semelhante à produção de 2014/15.

A estimativa geral do 7º boletim de safra é 0,6% menor do que a edição divulgada no mês passado, devido a adversidades climáticas nas fases finais das culturas agrícolas.

Crescimento do plantio

A área total de plantio cresceu 0,8% em relação à última safra e deve alcançar 58,5 milhões de hectares. O aumento será de 464,4 mil hectares sobre as 57,9 milhões anteriores. A soja garante mais de 56% da área cultivada do País, com previsão de crescer 3,2%, ou 1 milhão de hectares a mais do que antes.

A pesquisa do 7º levantamento foi realizada entre os dias 13 e 19 de março. As informações de área plantada, produção, produtividade, evolução do desenvolvimento das culturas, pacote tecnológico utilizado pelos produtores e outros fatores foram colhidas nas áreas de produção e junto a órgãos específicos nos Estados.

Outras estimativas

Embora mais moderada, a previsão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta quinta-feira (7), também é positiva. A terceira estimativa de 2016 do órgão para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas (algodão herbáceo, amendoim, arroz, feijão, mamona, milho, soja, aveia, centeio, cevada, girassol, sorgo, trigo e triticale) totalizou 210,0 milhões de toneladas, 0,2% superior à obtida em 2015 (209,5 milhões de toneladas).

A estimativa da área a ser colhida (58,4 milhões de hectares) apresentou acréscimo de 1,1% frente à área colhida em 2015 (57,7 milhões de hectares). Em comparação à estimativa de fevereiro, a produção variou negativamente 0,6% e a área decresceu 18.742 hectares.

O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que, somados, representaram 93,0% da estimativa da produção e responderam por 86,9% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, houve acréscimo de 3,1% na área da soja e de 0,4% na área do milho; na área de arroz houve redução de 7,9%. No que se refere à produção, houve aumento de 3,2% para a soja e reduções de 7,8% para o arroz e de 2,2% para o milho.

Exportações

O agronegócio foi responsável por 52,2% de todas as exportações brasileiras no mês de março. O país vendeu ao mercado externo US$ 8,35 bilhões, o que representa uma alta de 5,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Esse valor é recorde para março, desde que começou a série histórica, em 1997.

“Isso mostra a competitividade do nosso setor e a qualidade dos nossos produtos”, disse Tatiana Palermo, secretária de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Os cinco principais setores exportadores foram o complexo soja (US$ 3,47 bilhões), complexo sucroalcooleiro (US$ 737,29 milhões), produtos florestais (US$ 823,59 milhões), café (US$ 454,82 milhões) e carnes (US$ 1,24 bilhão).

A carne de frango continua no topo da lista do segmento carnes, respondendo por US$ 576,68 milhões das exportações em março. Em seguida, vem a carne bovina com US$ 503,67 milhões, e a carne suína, com US$ 108,30 milhões.

 

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