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Economia e Emprego

Banco Central mantém taxa Selic em 14,25% ao ano

Custo de Vida

Apesar de reconhecer avanços na política de combate à inflação, o BC ponderou que os preços ainda não estão dentro do esperado
por Portal Brasil publicado: 09/06/2016 16h39 última modificação: 16/06/2016 12h45

O Banco Central decidiu, na noite de quarta-feira (8), manter a taxa básica de juros (Selic) em 14,25% ao ano. Essa taxa tem influência direta sobre o custo de vida do brasileiro. Ao manter ela estável, o BC tenta segurar os preços ao consumidor.

Ontem, depois de tomar a decisão, o BC divulgou um comunicado informando que vê avanços na política de combate à inflação, mas considerou que o custo de vida ainda não está dentro dos objetivos perseguidos e, por isso, decidiu manter a taxa no mesmo nível.

Os juros básicos são importantes para a economia por ser uma referência para investimentos. São considerados a menor taxa de retorno, ou seja, quando um empresário decide tirar um projeto do papel, ele avalia se o lucro do projeto é maior ou menor que essa taxa básica.

Se o retorno for menor, ele não tira o projeto do papel e aplica o dinheiro em papéis do Tesouro Nacional, que pagam juros próximos desse valor definido pelo BC ou em outras aplicações financeiras.

Empréstimos

Esses juros básicos também têm influência direta sobre o quanto um consumidor paga por empréstimos e financiamentos. Quando o BC altera o valor dessa taxa, também altera o custo dos bancos para captar recursos, dinheiro que será emprestado.

Se o custo do banco sobe, o empréstimo também fica mais caro para o consumidor. Se a taxa baixa, esse custo também baixa. Os juros básicos ainda tem uma importância grande porque ajudam a controlar a inflação. Quando o BC sobe a Selic, significa que ele está atuando para levar os preços para baixo.

Expectativas

Ilan Goldfajn, que toma posse hoje como presidente da instituição, não participou do encontro que tomou a última decisão sobre a taxa de juros. A primeira reunião da qual ele participará será em 19 e 20 de julho.

No mercado financeiro, segundo o Boletim Focus, a expectativa é de que o Banco Central mantenha essa taxa inalterada, pelo menos até setembro, quando ela seria levada para baixo, para 13,75% ao ano.

Essas projeções, no entanto, podem ser alteradas a partir da posse do novo presidente e do que ele entender como a melhor estratégia para o País, o que só ficará claro depois que ele fizer seus primeiros discursos.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Banco Central

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