Economia e Emprego
PIB do 1º trimestre cai 0,3% e soma R$ 1,47 trilhão
Atividade econômica
O Produto Interno Bruto (PIB, soma de todas as riquezas produzidas no País) encolheu 0,3% na comparação entre o primeiro trimestre de 2016 e o último do ano passado. Com esse desempenho, toda a riqueza produzida pelo País no período somou R$ 1,47 trilhão.
Para o novo presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Ernesto Lozardo – empossado nesta quarta-feira (1º) – a queda no PIB já é um sinal de recuperação econômica. Para ele, apesar de não haver reversão, há sinais de estabilização neste momento de recessão. No trimestre anterior, a economia registrou retração de 1,3%. “É uma possibilidade de abertura para uma recuperação lenta do crescimento em 2017. Mas isso já em função de um novo ambiente macroeconômico que está se criando no País, tanto de reação cambial quanto em relação à questão inflacionária, e o PIB está dando seus primeiros passos de reversão.”
Queda no consumo das famílias
O resultado do PIB do primeiro trimestre justifica, em parte, as propostas feitas pelo novo governo na semana passada. O consumo das famílias, por exemplo, que já foi um pilar para o crescimento no Brasil, sobretudo no pós-crise de 2008, caiu 1,7% frente ao trimestre anterior e 6,3% na comparação com igual período de 2015.
Caso a nova equipe econômica obtenha sucesso no controle do gastos e consequentemente da inflação, investimentos devem sair do papel no setor privado, gerando emprego e renda, o que deve voltar a impulsionar o consumo de maneira sustentável.
O IBGE explicou que o resultado do consumo das famílias foi influenciado pela deterioração dos indicadores de emprego e renda, queda real das operações de crédito, elevação da taxa de juros e da inflação. Tudo isso, segundo o instituto, tirou poder de compra do consumidor e não à toa são alvo direto das medidas da nova equipe econômica.
Resistência
O resultado do PIB do primeiro trimestre foi a quinta queda consecutiva nessa base de comparação. Segundo o IIBGE, alguns setores ainda mostram resistência e deram contribuições positivas, evitando uma queda mais acentuada da atividade econômica, a exemplo de consumo do governo, que apresentou alta de 1,1%, e de exportações de bens e serviços, com elevação de 6,5%.
Entre os subsetores, os que apresentaram o melhor desempenho foram Produção e distribuição de eletricidade, gás, água e esgoto (+1,9%); outros serviços (+0,1%); administração, saúde e educação públicas (+0,1%); e atividades imobiliárias (+0,0%).
Recuperação
Na tentativa de recolocar a economia nos trilhos, o governo interino de Michel Temer anunciou uma série de medidas no último dia 24. Outras ações ainda estão em estudo.
A nova equipe econômica, entre outras medidas, enviará ao Congresso uma Proposta de Emenda à Constituição que cria limite para os gastos públicos. As despesas, se a proposta for aprovada, poderão crescer apenas o equivalente a inflação do ano anterior.
Para o governo, organizar as finanças públicas é passo fundamental para retomar a confiança dos investidores e das famílias e, com isso, recuperar a atividade econômica. Além disso, as contas em ordem colaboram para a redução do custo de vida e para que o Banco Central não precise manter os juros em nível elevado.
Fonte: Portal Brasil, com informações da Agência Brasil.
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons
CC BY ND 3.0 Brasil

















