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Economia e Emprego

Restrição a gastos não prejudica Saúde e Educação

Estabilização da economia

Depois de reunião com líderes da base aliada no Congresso, ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, detalhou proposta que cria um limite para despesas
por Portal Brasil publicado: 15/06/2016 17h30 última modificação: 15/06/2016 17h40
Beto Barata/PR Presidente Michel Temer e ministros debateram qualidade do gasto público durante reunião sobre PEC

Presidente Michel Temer e ministros debateram qualidade do gasto público durante reunião sobre PEC

As despesas de Saúde e Educação estarão vinculadas ao novo teto para expansão da despesa pública. Os valores mínimos que devem ser gastos por ano com esses setores, segundo a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) enviada ao Congresso, serão corrigidos pela inflação.

O Legislativo, no entanto, terá a opção de colocar mais recursos nessas áreas se achar necessário, desde que corte em outras para manter o Orçamento equilibrado e dentro dos limites definidos pela PEC.

Atualmente, a regra em vigor determina que os gastos com saúde e educação têm de crescer junto às receitas líquidas do governo. Se aprovada pelo Congresso, essa proposta pode ainda tornar esses gastos mais eficientes.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, avaliou que a qualidade do gasto público ainda é um desafio, mas que o governo em exercício deve tomar medidas para tornar essas despesas mais efetivas.

Qualidade

“Foi muito discutido com parlamentares a questão da qualidade do gasto público. Os problemas que temos na saúde e educação mostram que alocação de recurso não é problema”, ponderou.

“Faremos uma alocação com crescimento de acordo com inflação, mas com foco na melhora da gestão”, explicou o ministro. “Temos levantamentos importantes de distorções que, se corrigidos, podem gerar ganhos consideráveis. A medida mais importante é uma boa gestão do gasto público”, afirmou.

Meirelles exemplificou. De acordo com ele, o total de gatos com educação em 2016 tem um limite mínio fixado pela Constituição. Esse limite mínimo será corrigido, como as demais despesas, pela inflação.

Caso o Congresso julgue necessário, ele pode alocar mais recursos para essas áreas. “Um aspecto muito importante é que as despesas de saúde e de educação, que hoje estão vinculados ao crescimento da arrecadação, serão preservadas”, explicou.

Medidas

“Passam a obedecer o mesmo critério dos outros gastos, corrigidos pela inflação”, disse. Segundo Meirelles, existe uma série de outras discussões no governo e medidas devem ser tomadas como parte do processo de controle da evolução de despesas públicas no Brasil.

Essas ações, de acordo com ele, vão fazer com que o País obedeça uma norma básica respeitadas pelos países que criaram um bom padrão de emprego e renda: gastar apenas o que pode e gastar bem.

Mudança

“O presidente Temer concorda totalmente, e, desde o início, com a saúde e educação mantendo seus valores reais”, relatou Meirelles.

O ministro ainda classificou a proposta de um teto para a expansão dos gastos públicos como a primeira grande mudança estrutural nas contas públicas desde a Constituição de 1988.

“Quanto mais rápida essa proposta for aprovada, mais rápida será a recuperação da confiança e do emprego”, ponderou. 

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Fazenda

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