Economia e Emprego
Saldo comercial é recorde em maio e no ano
Exportações
A diferença entre as exportações e as importações deixou um resultado positivo em US$ 6,4 bilhões para a balança comercial de maio, um recorde para o mês.
O número reforça a avaliação de analistas de que o setor externo é um dos últimos a ainda contribuir positivamente para a economia e evitar que o Produto Interno Bruto (PIB, somadas riquezas do País) encolha ainda mais.
Os dados foram apresentados pelo c e mostram ainda que, no acumulado de 2016, esse saldo da balança atingiu US$ 19,7 bilhões – maior valor já registrado para os cinco primeiros meses do ano.
Expectativa
A previsão da pasta é de que o ano termine com uma balança comercial positiva entre US$ 45 bilhões e US$ 50 bilhões, mesma expectativa do mercado financeiro conforme informações do Boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central. Caso esse valor se confirme, será maior superávit da história. Até então, o recorde havia sido em 2006, quando foi registrado US$ 46 bilhões.
O resultado de maio foi puxado, segundo o ministério, principalmente por soja em grãos, minério de ferro, carne bovina in natura, farelo de soja, açúcar em bruto, celulose, semimanufaturados de ferro e aço, aviões, automóveis e óxidos e hidróxidos de alumínio.
Daniel Godinho, secretário de comércio exterior, afirmou que no caso da soja houve uma antecipação de embarques e que, a partir de agora, há pouco para vender para o exterior.
A maior parte dessas exportações se concentrou nos primeiros quatro meses do ano. Até maio, as vendas do grão somam 31,1 milhões de toneladas, crescimento de 34,6% frente a 2015.
Automóveis
Sobre automóveis de passageiros, Godinho classificou as vendas como sustentáveis e crescentes. “Os números são impactantes, cresceu 60% em volume e 40% em valor”, relatou. No grupo de industrializados como um todo, houve crescimento de 0,6% no ano.
“Nossa previsão de recuperação das exportações, principalmente em manufaturados, confirma-se. Ainda trabalhamos com perspectiva de aumento das exportações”, afirmou.
O saldo comercial de maio foi formado pela diferença entre US$ 17,6 bilhões de exportações e US$ 11,1 bilhões de importações. Nos acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as vendas externas somaram US$ 73,5 bilhões e as compras de produtos de fora do Brasil ficaram em US$ 53,8 bilhões.
Para Godinho, o movimento de queda das importações que tem sido observado até agora, tende a arrefecer. “Nós já vivemos o auge das importações e a queda dessas compras deve ser menor a partir de agora”, observou.
Fonte: Portal Brasil
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons
CC BY ND 3.0 Brasil

















