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Educação

Empresa estrangeira quer operar telefonia e internet na área rural

por Portal Brasil publicado: 07/06/2011 17h40 última modificação: 28/07/2014 14h05

Uma empresa americana que atua em vários países do mundo poderá operar a faixa de espectro de 450 MHz para levar serviços de internet e telefonia às áreas rurais brasileiras. A informação é do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que conversou com jornalistas após participar da abertura do 26º Encontro TeleSintese, realizado nesta terça-feira (7), em Brasília (DF).

Bernardo disse que durante uma reunião realizada na semana passada, no MiniCom, a empresa Access Industries mostrou interesse em operar internet e telefone no Brasil usando a faixa de 450 MHz. A empresa já presta serviço semelhante na Suécia, por meio da tecnologia CDMA. Dependendo das características do relevo, o sinal enviado por meio da tecnologia pode alcançar até 90 km de distância. Na água, o alcance pode chegar a 200 km.

“E eles fazem isso não apenas na Suécia. Fazem em outros países, como na região escandinava. Nós pedimos para eles também apresentarem a proposta à Anatel. O nosso pessoal, do MiniCom, está conversando e talvez até mandemos alguém lá na Suécia para ver como é que funciona isso”, disse o ministro.

A utilização da faixa de 450 MHz depende da finalização das negociações do Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU 3), que já foi aprovado pela Anatel e agora será analisado no Ministério das Comunicações. Há duas alternativas: o espectro poderá ser licitado ou então entregue às concessionárias como parte das metas de universalização. O prazo para que o PGMU seja aprovado termina no final deste mês.

Durante sua palestra no Painel TeleSintese, com o tema “Modernização das Telecomunicações no Brasil”, o ministro Paulo Bernardo defendeu investimentos em tecnologias móveis, que levem a internet a localidades onde não vai ser possível chegar por meio de fibra óptica. “Nós não vamos conseguir atingir o Brasil inteiro com fibra óptica, porque além de haver questões geográficas, acaba sendo inviável financeiramente. Por isso precisamos investir nos satélites e no sinal 3G”, afirmou o ministro.

Ele defendeu ainda que as empresas de telecomunicações façam compartilhamento de suas redes. Com essa medida, mais operadoras vão poder atuar em determinada localidade, mesmo que a infraestrutura pertence a uma única empresa, o que pode aumentar a oferta de serviços.


Atuação do setor privado

Bernardo voltou a destacar a importância de o setor privado realizar investimentos no setor de telecomunicações. Na visão do ministro, o governo deve dar o pontapé inicial para alavancar o desenvolvimento, mas é papel das empresas ampliar sua capacidade de prestar serviços, com preços mais acessíveis e maior qualidade. “No Brasil, nós temos um grande número de consumidores. Mas o faturamento é muito modesto. Ainda temos muito espaço para crescer”, afirmou.

Paulo Bernardo citou como exemplo as obras de infraestrutura nas cidades que serão sedes da Copa do Mundo do Brasil, em 2014. “O legado que vai ser deixado para essas cidades depois da Copa do Mundo, inclusive na área de telecomunicações, vai ser muito grande. Nessas cidades já teremos resolvido boa parte dos problemas de universalização. Depois, vamos ter que trabalhar para resolver no restante do País”.

Outro ponto comentado pelo ministro foi a possibilidade de integração das redes de fibra óptica dos países da América do Sul. Já existe uma linha de fibra óptica que sai da Venezuela e chega ao Brasil, passando por Roraima e Manaus. Com a interligação da rede, o preço da internet da capital amazonense caiu de R$ 400 para R$ 39,90, segundo Bernardo.

Brasil, Chile, Argentina, Uruguai, Colômbia e Venezuela já estão trabalhando em conjunto para interligar suas redes de fibra óptica.

“Estamos discutindo a possibilidade de fazer novos cabos submarinos para os Estados Unidos e para a Europa. Também tem uma discussão para fazer um para a África e mal começamos a conversar sobre isso e nossos vizinhos já disseram que também querem participar. Podemos fazer investimentos compartilhados”.


Uso de TI na educação

Bernardo disse que os ministérios das Comunicações, da Educação, da Ciência e da Tecnologia e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior vão se reunir para traçar um plano de utilização das tecnologias da informação na área da educação. A ideia é utilizar as novas mídias e ferramentas de comunicação para criar conteúdos educacionais e ampliar o acesso à educação.

“Em 2014, a Coreia vai parar de imprimir livros didáticos. Nas escolas, os alunos e os professores vão receber livros em versão digital, para abrir no computador, notebook ou no tablet”, informou o ministro. Segundo ele, algumas instituições no Brasil já trabalham com projetos semelhantes.


Fonte:
Ministério das Comunicações

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