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Educação

Estudo traça perfil de desenvolvimento de 46 mil crianças de creches do Rio de Janeiro

por Portal Brasil publicado: 16/08/2011 17h52 última modificação: 28/07/2014 14h06

A Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE) e a prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria Municipal de Educação, realizaram um estudo inédito para avaliar o desenvolvimento das crianças matriculadas nas creches da rede municipal. Segundo o levantamento, apresentado na segunda-feira (15), 74% das 46 mil crianças avaliadas alcançaram o nível de desenvolvimento desejável para a idade delas.

A partir desse primeiro estudo, realizado em 2010, além do acompanhamento do desenvolvimento das crianças, a qualidade e a eficácia dos serviços oferecidos no atendimento à primeira infância nas creches municipais também passam a ser monitorados e avaliados a cada ano, inclusive com a produção de uma série histórica. As crianças atendidas na pré-escola também passarão a ser acompanhadas a partir deste ano.

Segundo Ricardo Paes de Barros, secretário de ações estratégicas da SAE, o levantamento demonstra que dos três aos cinco anos de idade, as crianças avaliadas apresentaram um nível de desenvolvimento muito semelhante à média verificada nos Estados Unidos, enquanto que entre as crianças com idade inferior os brasileiros ficaram em desvantagem.

Em um ano letivo estima-se um aumento de sete pontos percentuais na quantidade de crianças com desenvolvimento dentro do esperado. “Isso mostra que estamos somando valor ao desenvolvimento infantil por meio do serviço das creches”, pontua Paes de Barros.

O estudo avaliou o desenvolvimento das crianças em cinco aspectos: Motora Fina, Motora Ampla, Comunicação, Resolução de Problemas e Pessoal e Social. Entre esses aspectos, foi verificada uma maior deficiência das crianças na coordenação motora fina – capacidade de usar de forma eficiente e precisa os músculos, produzindo movimentos delicados, como recortar, lançar em um alvo, costurar, escrever, tocar bateria, etc. – e na solução de problemas. Entre os avaliados, 68% apresentaram uma coordenação motora fina satisfatória, enquanto 69% corresponderam as expectativas quanto à solução de problemas, ambos abaixo da média municipal.

Para a secretária municipal de educação, Cláudia Costin, o objetivo do trabalho é subsidiar o aprimoramento dos serviços das creches e das políticas para a infância. “Queremos trabalhar com dados concretos e boas práticas. E esse estudo nos deu embasamento para agir de maneira melhor com os nossos bebês para que eles tenham, de fato, um desenvolvimento pleno na pré-escola e no ensino fundamental”, afirmou.


Política nacional

A experiência do Rio de Janeiro no desenvolvimento de uma política integrada voltada para as crianças de zero a seis anos servirá de subsídio para a formulação de uma proposta nacional para a primeira infância, que será lançada pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) em outubro. “Vamos formular um programa aplicável no Brasil inteiro, que funcione não apenas nos limites das creches, mas que envolva diversos programas sociais relacionados à saúde e educação, além de incluir o acompanhamento das mães que são o canal de comunicação da criança com o mundo”, afirmou o ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Moreira Franco.

O ministro assinou, na segunda-feira (15), termos de cooperação com a prefeitura do Rio de Janeiro para a formulação de uma política integrada direcionada às crianças com até seis anos. “Vamos aproveitar essa experiência para juntos formularmos o programa nacional”, reforçou o ministro, que convidou as diretoras de creches do Rio de Janeiro e coordenadoras regionais de educação a participar do seminário que será promovido pela SAE, em outubro, para debater políticas para as crianças.

Moreira Franco destacou que é preciso criar no Brasil uma segunda geração de políticas públicas, preocupada não apenas com os resultados numéricos, mas sim com o tipo de cidadão que se pretende contribuir para o futuro do País. “Precisamos da democratização e diversidade de oportunidades, de políticas baseadas na meritocracia”, completou. Segundo ele, é desta forma que será possível construir uma sociedade mais justa, democrática e com igualdade de oportunidades.


Fonte:
Secretaria de Assuntos Estratégicos

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