Você está aqui: Página Inicial > Educação > 2012 > 05 > Economistas dizem que alta do dólar deverá pressionar preços de energia e aluguel

Educação

Economistas dizem que alta do dólar deverá pressionar preços de energia e aluguel

por Portal Brasil publicado: 16/05/2012 15h39 última modificação: 28/07/2014 16h41

A valorização do dólar, que fechou acima de R$ 2 pela primeira vez em quase três anos, terá efeito sobre a inflação, principalmente sobre os preços do aluguel e da energia, preveem economistas. Em contrapartida, os preços de alimentos e de minérios não deverão sofrer grandes variações por causa da retração na economia externa, que empurra para baixo os preços das commodities – bens primários com cotação internacional.

A avaliação feita por especialistas afirma que mesmo com o encarecimento de alguns tipos de produtos e serviços, os impactos sobre os preços serão diluídos e o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, tende a fechar o ano abaixo dos 6,5% registrados em 2011.

O economista-chefe da consultoria Austin Ratings, Alex Agostini, acredita que a inflação oficial vá encerrar 2012 em 5,6%. O percentual indica aceleração em relação à variação de 5,1%, acumulada em 12 meses até abril. Mesmo assim, o repique não deverá ameaçar o cumprimento da meta, cujo teto é 6,5%.

Agostini, no entanto, admite que a valorização do câmbio interferirá nos índices gerais de preços (IGP), calculados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Isso porque esses índices têm 60% do cálculo baseado na variação dos preços no atacado, que refletem as variações no dólar com mais rapidez. O IGP-M, por exemplo, é o índice usado para corrigir a energia e o aluguel.

Em relação aos preços dos alimentos, a subida do dólar não deverá ter impacto no bolso dos consumidores. “As turbulências na Europa e a desaceleração na China têm diminuído os preços das commodities. Essa queda é o que compensa a alta do dólar”, explica Agostini.

A contaminação generalizada dos preços pelo câmbio pode ocorrer, mas os próprios especialistas consideram esse cenário improvável. O professor Fábio Kanczuk, da Universidade de São Paulo (USP), acredita que o impacto do câmbio sobre a inflação só será duradouro se o dólar ficar em torno de R$ 2 por muito tempo. “Se o dólar for persistente, aí, sim, haverá algum efeito sobre a inflação”, prevê.

Uma eventual alta da inflação poderá fazer o Banco Central (BC) interromper o ciclo de queda dos juros básicos. Para Agostini, o Comitê de Política Monetária (Copom) diminuirá a taxa Selic para 8% ao ano na próxima reunião, que ocorre no final do mês, mas ele acredita que essa será a última redução. “O câmbio pode azedar anseios por queda de juros para abaixo de 8%”, avalia.

Professor de economia internacional da FGV, André Nassif diz que haverá algum repasse da alta do dólar para os preços. Ele, no entanto, considera que o BC lançará mão de outras medidas além dos juros básicos para conter a inflação. “O BC pode usar o compulsório [recursos que os bancos são obrigados a recolher à autoridade monetária] e as medidas de controle do crédito para lidar com a inflação sem mexer na taxa Selic”.

 

Fonte:
Agência Brasil

 

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Começam as inscrições para o ProUni neste ano
Edição 2016 do ProUni vai oferecer mais de 100 mil vagas. As inscrições começam na terça-feira (7) e podem ser feitas até dia 10 de junho
Universidades federais recebem mais de R$ 210 milhões em recursos
Governo autoriza liberação para 63 Universidades Federais e 41 Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia
Tema da redação do Enem é excelente, diz Mercadante
Segundo dia de prova do Enem 2015 exigiu que candidatos escrevessem sobre situação da violência contra a mulher no País
Edição 2016 do ProUni vai oferecer mais de 100 mil vagas. As inscrições começam na terça-feira (7) e podem ser feitas até dia 10 de junho
Começam as inscrições para o ProUni neste ano
Governo autoriza liberação para 63 Universidades Federais e 41 Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia
Universidades federais recebem mais de R$ 210 milhões em recursos
Segundo dia de prova do Enem 2015 exigiu que candidatos escrevessem sobre situação da violência contra a mulher no País
Tema da redação do Enem é excelente, diz Mercadante

Últimas imagens

O presidente em exercício, Michel Temer, e o ministro da Educação, Mendonça Filho, durante ato de assinatura de autorização para criar mais de 75 mil bolsas do Fundo de Financiamento Estudantil
O presidente em exercício, Michel Temer, e o ministro da Educação, Mendonça Filho, durante ato de assinatura de autorização para criar mais de 75 mil bolsas do Fundo de Financiamento Estudantil
Foto: Marcos Corrêa/PR
Os benefícios previstos aos programas são mensalidade, seguro-saúde, auxílio deslocamento, auxílio instalação e adicional localidade, quando for o caso
Os benefícios previstos aos programas são mensalidade, seguro-saúde, auxílio deslocamento, auxílio instalação e adicional localidade, quando for o caso
Foto: UnB Agência
Repasse é uma das principais fontes de recursos para a manutenção e o desenvolvimento do ensino
Repasse é uma das principais fontes de recursos para a manutenção e o desenvolvimento do ensino
Foto: Geyson Magno/MEC
Fugir do tema, desrespeitar direitos humanos e escrever em uma tipologia diferente da solicitada estão entre os motivos para anulação da nota
Fugir do tema, desrespeitar direitos humanos e escrever em uma tipologia diferente da solicitada estão entre os motivos para anulação da nota
Wilson Dias/Agência Brasil
O prazo para as matrículas vai de 10 a 14 de junho.
O prazo para as matrículas vai de 10 a 14 de junho.
Arquivo/MEC

Governo digital