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Educação

Disciplinas do ensino médio podem ser unificadas para facilitar aprendizagem

por Portal Brasil publicado: 17/08/2012 12h17 última modificação: 28/07/2014 16h39

Matérias poderão ser unificadas em quatro blocos, como já acontece com o Enem

 

O currículo do ensino médio pode passar por alterações, com o objetivo de facilitar a aprendizagem. O Ministério da Educação (MEC) vai propor uma unificação das 13 disciplinas em quatro blocos: ciências humanas, ciências da natureza, linguagem e matemática. O modelo é inspirado no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que cobra as matérias a partir dos mesmos grupos.

Com a mudança, alunos de escolas públicas e privadas passam a ter, em vez de aulas de biologia, física e química, atividades que integrem os conteúdos de ciências da natureza. As matérias de história, geografia, filosofia e sociologia serão agrupadas em ciências humanas; inglês, espanhol, português, artes e educação física em linguagens e códigos; e matemática será uma área isolada.

A avaliação do MEC é de que o currículo do ensino médio é muito inchado e prejudica a aprendizagem. Receber os conteúdos de forma integrada poderão fazer com que os alunos compreendam melhor o que é ensinado. “O que tem que ficar claro é que não estamos propondo a eliminação de disciplinas, mas a integração articulada dos componentes curriculares do ensino médio nas quatro áreas do conhecimento em vez do fracionamento que ocorre hoje”, diz o secretário de Educação Básica, César Callegari.

A mudança curricular é uma resposta à avaliação do ensino médio no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), cuja edição 2011 foi divulgada nesta semana. Realizado a cada dois anos, o índice se manteve em 3,4 no ensino médio público, o mesmo indicador de 2009, dentro da meta de 2011. Nas escolas particulares, a nota média foi de 5,7. O índice, que vai de zero a dez, considera o desempenho em português e matemática e também a taxa de aprovação dos estudantes.

Na próxima semana, o ministro Aloizio Mercadante se reúne com os secretários estaduais de Educação, com o objetivo de discutir os caminhos para articular a mudança. A proposta deve ser fechada ainda neste ano e encaminhada para discussão no Conselho Nacional de Educação (CNE).

Os livros didáticos que serão distribuídos para todas as escolas em 2015 já deverão vir no formato do novo currículo, informa Callegari. O MEC elabora o edital para compras de material pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), e dará prioridade a obras no novo modelo. Os livros do programa são renovados a cada três anos.

 

Tempo integral

Outra mudança estudada pelo governo é ampliação de horas que o estudante fica na escola, de forma a caminhar para o ensino de tempo integral. “Temos consciência de que os conteúdos e as habilidades que os estudantes precisam desenvolver não cabem mais em um formato estreito de três ou quatro horas de aula por dia. É assim [com ensino em tempo integral] que os países com um bom nível de qualidade do ensino fazem”, diz. 

 

 

Leia mais:

Cidades pequenas têm melhor resultado em avaliação da educação básica

Educação básica brasileira atinge nota 5 e supera meta

Mais de 30 mil escolas podem ter aula em tempo integral este ano

 

Fonte:
Agência Brasil
Ministério da Educação

 

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