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Irlanda vai oferecer 2 mil bolsas de estudo para estudantes brasileiros de graduação

por Portal Brasil publicado: 10/10/2012 16h55 última modificação: 28/07/2014 16h39
Programa incentiva o intercâmbio de estudantes e a troca de conhecimentos sobre inovação e tecnologia

Programa incentiva o intercâmbio de estudantes e a troca de conhecimentos sobre inovação e tecnologia

 

Universidades do país europeu são referência em biotecnologia, biomedicina, indústria farmacêutica e tecnologias da informação e comunicação

 

O Brasil e a Irlanda firmaram acordo na última terça-feira (9) para o oferecimento de 2 mil vagas de bolsa de estudo para estudantes brasileiros de graduação, nos próximos três anos, dentro do Programa Ciência Sem Fronteiras. Até 2015, o programa pretende enviar 100 mil estudantes e pesquisadores para diversos países

Instituições irlandesas também firmaram convênios de cooperação acadêmica com a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), a Universidade de Brasília (UnB) e o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif).

Segundo o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Glaucius Oliva, as universidades irlandesas são referência em biotecnologia, biomedicina, indústria farmacêutica e tecnologias da informação e comunicação.

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, valorizou a experiência da Irlanda. “O Brasil tem todo o interesse de se aproximar de um país que é um exemplo na qualidade da educação que oferece ao seu povo, um país que construiu uma base sólida de ciência, tecnologia e inovação”, ressaltou.

O presidente da Irlanda, Michael D. Higgins, congratulou o governo federal pela criação do Ciência sem Fronteiras e afirmou que nunca viu programas dessa escala. “Essa iniciativa é um plano incrível para aumentar a capacidade científica do Brasil. É uma oportunidade para dividirmos experiências educacionais”, destacou Higgins.

“Nenhuma outra iniciativa no mundo teve essa magnitude”, disse o irlandês. “O Brasil é uma das maiores economias do mundo hoje. Ao fechar seus capítulos de problemas econômicos, nações como essa devem se concentrar naquilo que é real e melhor: o talento de seus povos.”

 

Outras frentes

O presidente da Irlanda também se propôs a buscar mais campos na cooperação bilateral: “Queremos estabelecer uma parceria mais ampla no compartilhamento de pesquisa para o desenvolvimento dos nossos povos”.

“Temos certeza de que esses acordos vão abrir oportunidades de cooperação muito forte entre os dois países, entre as nossas instituições de pesquisa”, concordou o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Jorge Almeida Guimarães.

Michael D. Higgins fica no Brasil até a quinta-feira (11). Também integram a delegação o ministro irlandês para Comércio e Desenvolvimento, Joe Costello, e representantes de outras áreas do governo, dos setores empresarial e universitário.

 

Ciência Sem Fronteiras

Criado em 26 de julho de 2011, o programa Ciência sem Fronteira (CsF) pretende enviar, em quatro anos, 100 mil estudantes e pesquisadores para diversos países. O projeto já mantém 6,7 mil bolsistas em caráter permanente no exterior e pretende enviar 12 mil até o mês de setembro, totalizando 20 mil ainda este ano.

O programa tem como objetivo promover a ciência, tecnologia, inovação e competitividade industrial no Brasil, enviando pesquisadores e universitários brasileiros para estudarem em instituições de excelência no exterior, para que voltem e apliquem o conhecimento adquirido no País. Além disso, o programa quer atrair pesquisadores do exterior ao Brasil ou estabelecer parcerias com órgãos de pesquisa brasileiros.

A meta do governo federal é custear 75 mil bolsas de graduação e pós-graduação até 2015, sendo 24.600 de doutorado sanduíche, quando o estudante faz parte no Brasil e parte no exterior; 9.790 de doutorado pleno; 11.560 de pós-doutorado; 27.100 de graduação sanduíche; 700 de treinamento de especialista de empresas no exterior; 860 para jovens cientistas estrangeiros de reconhecida especialidade virem ao Brasil; e 290 para pesquisadores estrangeiros visitarem o País.

Mais 26 mil bolsas serão concedidas com recursos da iniciativa privada. As áreas prioritárias de investimento são: engenharias e demais áreas tecnológicas; Física, Química e Geociências; Biologia, Ciências Biomédicas e da Saúde; computação e tecnologias da informação; tecnologia aeroespacial; fármacos; produção agrícola sustentável; petróleo, gás e carvão mineral; energias renováveis; biodiversidade e bioprospecção; ciências do mar; e indústria criativa.

Os bolsistas receberão auxílio-instalação, passagens aéreas e seguro saúde. A bolsa vai durar de 3 a 48 meses, a depender da categoria. Estudantes de graduação ou tecnólogos poderão fazer curso de idioma ou estágio em empresa. Doutorandos não terão as despesas de dependentes pagas.

Além do Reio Unido, já foram firmadas parcerias com Alemanha, Austrália, Bélgica, Canadá, Coreia do Sul, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Itália e Portugal. As inscrições são feitas separadamente, para cada instituição, à medida que são abertos os processos de seleção. Alunos de graduação também podem se inscrever com o coordenador do Ciência sem Fronteira em sua instituição de ensino.

No caso da graduação, podem participar alunos com no mínimo 20% e no máximo 90% do curso concluído, com no mínimo 600 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e com bom aproveitamento acadêmico. Terão prioridade alunos participantes dos programas de iniciação científica ou premiados. A exigência de saber a língua do país para o qual tem interesse em estudar se dará conforme acordo entre o governo a instituição estrangeira.

 

 

Leia mais:

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Fonte:
Ministério da Educação
Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação
Agência Brasil
Capes
Portal Planalto

 

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