Educação
Brasil ocupa 14º lugar em ranking de países com mais alunos em universidades dos EUA
Cerca de 9 mil brasileiros estão matriculados em universidades nos Estados Unidos.
O relatório Open Doors, divulgado nesta segunda-feira (12), mostra que o número de estudantes estrangeiros em faculdades e universidades norte-americanas aumentou 6%, atingindo um recorde de 764.495 alunos, no período de 2011 e 2012.
O embaixador dos EUA no Brasil, Thomas Shannon, disse que há um esforço conjunto entre norte-americanos e brasileiros para aumentar o número de estudantes do Brasil em instituições de ensino superior do País, por intermédio, do Programa Ciência sem Fronteiras.
“Nosso desejo é receber quantos alunos pudermos: vamos trabalhar para receber 60 mil, 100 mil. Quanto ao Programa Ciência sem Fronteiras, já temos mais de 2 mil alunos brasileiros estudando em mais de 200 universidades nos Estados Unidos. Nós somos um dos poucos países que têm uma estrutura universitária de excelente qualidade pronta para receber os brasileiros”, disse Shannon.
Em abril, a presidenta Dilma Rousseff foi aos Estados Unidos e a discussão sobre o Programa Ciência sem Fronteiras ocupou parte das reuniões. A proposta do governo é enviar 100 mil pesquisadores, em quatro anos, para diversos países, sendo 20 mil só para os Estados Unidos.
O governo promete custear 75 mil bolsas e que a iniciativa privada viabilize mais 25 mil. O programa inclui desde bolsas do tipo sanduíche (em que parte do curso é feita no Brasil e outra parte no exterior) de graduação até pós-doutorado em 18 áreas de tecnologia, engenharia, biomedicina e biodiversidade.
O relatório Open Doors é publicado anualmente pelo Instituto de Educação Internacional (IEI) em parceria com o Escritório de Assuntos Educacionais e Culturais do Departamento de Estado dos Estados Unidos.
Ciência Sem Fronteiras
Criado em 26 de julho de 2011, o programa Ciência sem Fronteira (CsF) pretende enviar, em quatro anos, 100 mil estudantes e pesquisadores para diversos países. O projeto já mantém 6,7 mil bolsistas em caráter permanente no exterior e pretende enviar 12 mil até o mês de setembro de 2013, totalizando 20 mil ainda este ano.
O programa tem como objetivo promover a ciência, tecnologia, inovação e competitividade industrial no Brasil, enviando pesquisadores e universitários brasileiros para estudarem em instituições de excelência no exterior, para que voltem e apliquem o conhecimento adquirido no País. Além disso, o programa quer atrair pesquisadores do exterior ao Brasil ou estabelecer parcerias com órgãos de pesquisa brasileiros.
A meta do governo federal é custear 75 mil bolsas de graduação e pós-graduação até 2015, sendo 24.600 de doutorado sanduíche, quando o estudante faz parte no Brasil e parte no exterior; 9.790 de doutorado pleno; 11.560 de pós-doutorado; 27.100 de graduação sanduíche; 700 de treinamento de especialista de empresas no exterior; 860 para jovens cientistas estrangeiros de reconhecida especialidade virem ao Brasil; e 290 para pesquisadores estrangeiros visitarem o País.
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