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Brasileiros apresentam resultados positivos em estudar na Coreia do Sul

por Portal Brasil publicado: 05/11/2012 16h22 última modificação: 28/07/2014 16h38
O objetivo do governo brasileiro é levar cerca de mil estudantes para estudar na Coreia nos próximos quatro anos

O objetivo do governo brasileiro é levar cerca de mil estudantes para estudar na Coreia nos próximos quatro anos

Das 103 bolsas concedidas na primeira chamada, 62 foram para engenharias e demais áreas tecnológicas, 17 para indústria criativa e nove para computação e tecnologias da informação

A Coreia do Sul é um dos destinos do programa Ciência sem Fronteiras (CsF) e, segundo o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Glaucius Oliva, 102 estudantes de graduação e um de pós-doutorado já começaram os seus estudos no país.

Das 103 bolsas concedidas na primeira chamada, 62 foram para engenharias e demais áreas tecnológicas, 17 para indústria criativa e nove para computação e tecnologias da informação. O restante do grupo está distribuído nos campos de ciências da saúde, nanotecnologia e novos materiais, fármacos, ciências exatas e da terra: química e geociências, biotecnologia, entre outros.

“Tivemos quase 300 inscrições e selecionamos outros 100 alunos que vão iniciar os seus estudos em janeiro”, adiantou Oliva.”Esperamos que essa segunda leva tenha o mesmo sucesso que a primeira está tendo”, acrescentou. No encontro, o presidente do CNPq destacou o caso de uma aluna estagiária da empresa Hyundai, que ganhou um prêmio naquele país ao desenvolver um “mini carro conceito” com características brasileiras. “É um exemplo concreto do sucesso do programa”, comentou.

Parcerias

O CNPq é a agência de fomento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) que, juntamente com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC), executa o programa CsF. A instituição do MCTI assinou acordo com 12 universidades e instituições de pesquisa coreanas, no segundo semestre de 2011.

As duas instituições também assinaram, em maio deste ano, um memorando de entendimento com a Hyundai Motor Group para cooperação dentro do CsF. A empresa oferecerá estágio em suas instalações na Coreia aos bolsistas brasileiros, além de doar US$ 1,5 milhão ao programa. Em agosto, outro acordo para estágios foi firmado com a Pohang Iron and Steel Company (Posco), terceira maior empresa produtora de aço do mundo.

Atualmente, o CNPq conduz a segunda chamada nacional de graduação para início em 2012, por meio de uma parceria com a Korean Foudantion for the Promotion of Private School (KFPP), instituição governamental ligada ao Ministério da Educação, Ciência e Tecnologia da Coreia do Sul, visando a mobilidade de estudantes para as melhores universidades e instituições coreanas.

Excelência

O presidente do CNPq ressaltou, ainda, a característica de excelência do programa, que procura selecionar alunos talentosos, com ótimo desempenho acadêmico e um pouco de proficiência no idioma necessário para o país de interesse (no caso, o inglês). “E, por isso, nem sempre a seleção atende todos os inscritos. Fazemos uma seleção muito estrita, para aqueles que são muito bem qualificados”, explicou.

O objetivo do governo brasileiro é levar cerca de mil estudantes para estudar na Coreia nos próximos quatro anos. No encontro entre o ministro Raupp e o embaixador da Coreia, em Brasília, foram discutidas possibilidades de expansão do programa de estágios para outras empresas e para a própria Hyundai e também de que as empresas coreanas instaladas no Brasil possam engajar os estudantes na sua força de trabalho, pesquisa e desenvolvimento ao retornarem do intercâmbio pelo CsF.

Tratou-se, ainda, da possibilidade de cooperação entre o CNPq e a sua agência congênere coreana para o lançamento de editais conjuntos voltados a projetos envolvendo pesquisadores dos dois países. “Para que essa cooperação não fique apenas no nível do treinamento dos jovens estudantes e pesquisadores, e possa se aprofundar em cooperações científicas, tecnológicas e de inovação”, completou Oliva.

Ciência Sem Fronteiras

O Ciência sem Fronteiras busca promover a consolidação, a expansão e a internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. O programa prevê a utilização de 101 mil bolsas, até 2015, sendo 26 mil patrocinadas pela iniciativa privada.

Até o começo de outubro, o CsF tinha concedido 18 mil bolsas para diferentes países. Outros sete editais, lançados em julho, serão anunciados neste mês de novembro, com o acréscimo de 4 mil bolsistas. “Então teremos mais de 22 mil estudantes, acima da nossa meta para 2012, que era de 20 mil”, calculou o presidente do CNPq.

 

Fonte:

Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação

 

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