Educação
Investimento em nanotecnologia pode chegar à R$ 110 milhões
Com o estudo e a pesquisa em nanotecnologia haverá novos materiais, produtos e processos por meio da manipulação de átomos e moléculas
A área de nanotecnologia cresce em larga escala no Brasil. Com o
objetivo de apoiar empresas e laboratórios que atuam no setor, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) deverá investir, nos próximos três anos, R$ 110 milhões na área. O anuncio foi feito durante o Seminário Regulação, Inovação e Desenvolvimento da Nanotecnologia, promovido pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), em Brasília.
Cerca de R$ 80 milhões serão direcionados à áreas específicas de interesse do Plano Brasil Maior, do governo federal, e da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (Encti 2012-2015), em especial, no apoio a laboratórios das unidades de pesquisa do MCTI e a departamentos de pesquisa de universidades que integram o Sistema Nacional de Laboratórios em Nanotecnologias (SisNANO). Os R$ 30 milhões restantes se destinarão à subvenção econômica para inovação nas empresas, por meio da Agência Brasileira da Inovação (Finep/MCTI).
“Esse investimento representa um aumento substancial em relação aos anos anteriores”, comentou o representante do MCTI, Adalberto Frazzio. Segundo ele, a área de nanotecnologia ganhou novo impulso após a criação, este ano, do Comitê Interministerial de Nanotecnologia (CIN), formado por oito ministérios.
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A nanotecnologia está sendo utilizada para criar novos materiais, produtos e processos por meio da manipulação de átomos e moléculas. O mercado total de produtos que incorporam nanotecnologias (incluindo semicondutores e eletrônicos) atingiu U$ 135 bilhões em 2007, devendo alcançar US$ 693 bilhões até o final de 2012 e cerca de US$ 2,95 trilhões em 2015.
Sobre a necessidade de regulação da nanotecnologia, Fazzio afirmou que "obviamente, qualquer mudança tecnológica traz muitos benefícios à sociedade, mas precisamos saber onde estão os riscos”, sustentou.
Incentivo a tecnologia
De acordo com Frazzio, o ministério já possui seis redes de nanotoxicologia que atuam com aproximadamente 180 pesquisadores, além de projetos desenvolvidos por institutos nacionais de ciência e tecnologia (INCTs). “O conhecimento científico é essencial para a regulação desse setor tecnológico, que vem sendo debatida na Europa, nos Estados Unidos e no Japão. Agora é a vez do Brasil trabalhar com o tema”, reforçou, ao destacar a importância da articulação entre os vários setores envolvidos na iniciativa.
O Brasil tem avançado no que se refere a publicações científicas, avaliou o representante. Ele também destacou as novas perspectivas de desenvolvimento científico e tecnológico do País, a partir da criação, no ano passado, do programa federal Ciência sem Fronteiras, que concede bolsas a estudantes e pesquisadores brasileiros nas melhores instituições de ensino do mundo.
Para Fazzio, aproximar a academia do setor produtivo é um dos grandes desafios da inovação. “Do ponto de vista acadêmico, estamos muito bem, e esse conhecimento começa a ser incorporado pelas empresas. No Brasil, cerca de 130 delas atuam em pesquisa e desenvolvimento”, afirmou.
Seminário
O seminário da ABDI reuniu mais de 50 especialistas e representantes de órgãos públicos e de empresas, entre eles, o secretário de Inovação do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Nelson Fujimoto. Além de integrarem grupos de trabalho, os participantes puderam acompanhar a apresentação de relatórios sobre o atual cenário da nanotecnologia no Brasil e no mundo, bem como participaram do debate sobre segurança e regulação.
Os participantes foram apresentados pela diretora geral da Associação das Indústrias de Nanotecnologia do Reino Unido, Steffi Friedrichs, por videoconferência, e pelas pesquisadoras Sílvia Guterres e Adriana Pohlann, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Fonte:
Ministério da Ciência e Tecnologia
Portal Brasil
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