Educação
Brasil e França firmam parceria para concessão de duas mil bolsas de pós-graduação
Memorando de entendimento propõe que a França receba dois mil bolsistas brasileiros, de doutorado e pós-doutorado nos próximos três anos
Os brasileiros interessados em estudar na França agora terão mais oportunidades. Os governos do Brasil e da França vão ampliar a parceria para a concessão de bolsas de estudo para gradução e pós-graduação, por meio do programa Ciência sem Fronteiras, do Ministério da Educação (MEC). A ampliação será consolidada, nesta terça-feira (11) em Paris, com a assinatura de um memorando de entendimento pelos presidentes dos dois países, Dilma Rousseff e François Hollande.
O documento propõe que, nos próximos três anos, a França receba dois mil bolsistas brasileiros, de doutorado e pós-doutorado, nas modalidades doutorado-sanduíche, doutorado pleno e estágio pós-doutoral. As condições de envio e recepção dos bolsistas serão formuladas pelas agências de cooperação dos respectivos países.
O objetivo desse novo acordo é fortalecer as relações bilaterais no contexto de pesquisa científica, considerada a reconhecida excelência das universidades francesas, particularmente nas áreas de ciências básicas e engenharias.
Parceria
Segundo o ministério, os governos brasileiro e francês vêm tecendo um trabalho de cooperação forte e positivo ao longo das últimas décadas. A parceria mais antiga da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do MEC, com a França data da década de 70. Atualmente, a Capes mantém oito programas de cooperação internacional com a França.
No ano passado, os ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil já tinham firmado com o Ministério das Relações Exteriores da França acordo relativo à recepção de bolsistas brasileiros naquele país, na área de graduação. Ao lado dos Estados Unidos, a França é o país com maior número de bolsistas brasileiros.
O novo acordo será firmado durante a viagem oficial da presidenta da República, Dilma Rousseff, acompanhada, entre outros, do ministro da Educação, Aloizio Mercante.
Ciência sem Fronteiras
Lançado em dezembro de 2011, o programa Ciência sem Fronteiras já concedeu mais de 17 mil bolsas. A meta do programa é oferecer 101 mil bolsas até 2015. Serão 75 mil por parte do governo federal e o restante com ajuda da iniciativa privada. A expectativa até o fim deste ano é chegar a 20 mil bolsas, com investimento aproximado de R$ 1,12 bilhão. Os editais lançados até o momento selecionaram bolsistas para intercâmbio nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Bélgica, Holanda, Espanha, Portugal, Austrália e Coréia do Sul.
O programa promove a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileiras por meio do intercâmbio e da mobilidade internacionais de estudantes, professores e pesquisadores. A oferta de bolsas prevê as modalidades graduação-sanduíche, educação profissional e tecnológica e pós-graduação — doutorado-sanduíche, doutorado pleno e pós-doutorado.
Por meio do programa, estudantes de graduação e de pós-graduação podem fazer estágio no exterior para manter contato com sistemas educacionais competitivos em relação à tecnologia e inovação. Além disso, o Ciência sem Fronteiras tenta atrair pesquisadores do exterior que queiram se fixar, por tempo determinado, no Brasil.
Fonte:
Ministério da Educação
Portal Planalto
Agência Brasil
Portal Brasil
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