Você está aqui: Página Inicial > Educação > 2013 > 01 > Brasil e Japão terão cooperação em desastres naturais e modernização de empresas

Educação

Brasil e Japão terão cooperação em desastres naturais e modernização de empresas

por Portal Brasil publicado: 08/01/2013 14h45 última modificação: 30/07/2014 00h19
Divulgação/Governo do Estado do Rio de Janeiro Cooperação quer melhorar a capacidade brasileira de avaliar e reduzir riscos de desastres naturais

Cooperação quer melhorar a capacidade brasileira de avaliar e reduzir riscos de desastres naturais

Objetivo da cooperação é avaliar e reduzir riscos de desastres naturais no País


Com o objetivo de fortalecer a Estratégia Nacional em Gestão Integrada de Riscos em Desastres Naturais, está sendo alinhavado, pelo Brasil e pela Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), um projeto que visa melhorar a capacidade brasileira de avaliar e reduzir riscos, aperfeiçoar o monitoramento e conduzir pesquisa e desenvolvimento (P&D) sobre desastres naturais. As possíveis cooperações na área foram discutidas nessa segunda-feira (7) pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, e pelo presidente da Jica, Akihiko Tanaka.

Questões como a possibilidade de criação de um sistema de observação da terra voltado para os desastres naturais, além do intercâmbio entre estudantes e pesquisadores por meio do programa Ciência sem Fronteiras (CsF), e de oportunidade de estágio em empresas para bolsistas fizeram parte das discussões. “Esse programa vai até 2015 e é um instrumento que podemos utilizar na nossa cooperação, tanto para enviar esses estudantes como para realizar intercâmbio entre especialistas de alto nível”, frisou Raupp.

O presidente da agência japonesa, Akihiko, informou que a área de desastres naturais e a cooperação com o Brasil são consideradas prioridades para o governo japonês e reforçou a intenção em ampliar a relação com o Brasil nesse campo. 

Participaram do encontro o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do ministério, Carlos Nobre; a chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais da pasta, embaixadora Carmem Moura; o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Coelho; o diretor do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Agostinho Ogura; o chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério de Relações Exteriores, Ademar Seabra; e o embaixador do Japão no Brasil, Akira Miwa, entre outros.

 

Modelo

A histórica relação do País com a Jica na área de mudanças do clima, estudos em florestas tropicais e, recentemente, em desastres naturais foi destacada pelo secretário Carlos Nobre. A própria criação do Cemaden segue modelo implantado pelo Japão ao adotar uma estrutura técnico-científica à parte e de suporte ao sistema de defesa civil.

“Atualmente, o Cemaden conta com 100 funcionários e 30 doutores e cientistas”, informou Nobre ao destacar o esforço do governo brasileiro, que desenvolveu programas e ações específicas para a área, e a nova percepção da sociedade sobre a vulnerabilidade do País, diante da seca e das chuvas - especialmente, após a maior tragédia natural, ocorrida há dois anos, na região serrana do Rio de Janeiro, que resultou na morte de mais de 900 pessoas.

A trajetória do Cemaden, que foi criado por decreto presidencial em julho de 2011 e passou a operar 24 horas por dia, monitorando 56 municípios em áreas de risco, em dezembro, foi lembrada por Agostinho Ogura. “Foi um recorde técnico-científico”, avaliou Ogura, que também ressaltou o interesse em firmar parcerias com instituições de outros países.

O Japão é um país de referência na gestão de risco de desastres naturais, onde está montada uma estrutura de obras de proteção, prevenção, redução de riscos, monitoramento e alertas em função da ocorrência em seu território dos principais desastres naturais - tanto de natureza geológica (como terremotos, tsunamis e erupções vulcânicas) quanto de natureza meteorológica (chuvas torrenciais, deslizamentos e enxurradas).

“Essa cultura japonesa é milenar. É um país consolidado sob o ponto de vista de como lidar com os desastres, tanto na área técnico-científica e no entendimento dos cenários de risco, quanto na possibilidade de uso de tecnologias e de organização do sistema público para atuar na questão do desastre”, ressaltou Ogura. 

 

Cooperação Brasil-Japão

Em 2008, o governo japonês instituiu o programa Parceria em Pesquisa Científica e Tecnológica para o Desenvolvimento Sustentável, iniciativa de apoio a pesquisas conjuntas de ponta com instituições congêneres de países em desenvolvimento. O Programa de Cooperação Técnica do Japão no Brasil é conduzido pela Jica e tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento socioeconômico do País, por meio da transferência de conhecimento e tecnologia japoneses a instituições brasileiras.

Entre as parcerias estão atividades nas áreas de biocombustíveis, produção de soja, estudo sobre a dinâmica do carbono na região amazônica, para o desenvolvimento de tecnologia na área agrícola e para diagnóstico de infecções por fungos em pacientes com Aids e para o estudo de cenários futuros de mudança do clima. O projeto para Fortalecimento da Estratégica Nacional em Gestão Integrada de Riscos em Desastres Naturais prevê a parceria, além do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, com o Ministério das Cidades e com o Ministério da Interação Nacional.

 

Modernização de empresas

O presidente da Jica também se reuniu com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, para discutir o aprofundamento da parceria empresarial entre os dois países. Segundo o ministro Pimentel, o Japão é o principal aliado brasileiro no processo de modernização pelo qual devem passar as empresas nacionais. “A relação dos dois, inclusive na área tecnológica, faz do Japão o principal parceiro para nos ajudar a dar esse salto”, disse.

No próximo mês, uma missão de empresários japoneses virá ao Brasil para discutir possíveis investimentos no País. “As grandes empresas japonesas já estão no Brasil, mas as pequenas e médias, que dão suporte às grandes, no Brasil, têm muito interesse em vir para cá”, disse Tanaka. 

Além disso, está sob avaliação da agência japonesa uma proposta brasileira de treinamento e capacitação de pessoal na área de construção naval.

 

Fonte:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Começam as inscrições para o ProUni neste ano
Edição 2016 do ProUni vai oferecer mais de 100 mil vagas. As inscrições começam na terça-feira (7) e podem ser feitas até dia 10 de junho
Universidades federais recebem mais de R$ 210 milhões em recursos
Governo autoriza liberação para 63 Universidades Federais e 41 Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia
Tema da redação do Enem é excelente, diz Mercadante
Segundo dia de prova do Enem 2015 exigiu que candidatos escrevessem sobre situação da violência contra a mulher no País
Edição 2016 do ProUni vai oferecer mais de 100 mil vagas. As inscrições começam na terça-feira (7) e podem ser feitas até dia 10 de junho
Começam as inscrições para o ProUni neste ano
Governo autoriza liberação para 63 Universidades Federais e 41 Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia
Universidades federais recebem mais de R$ 210 milhões em recursos
Segundo dia de prova do Enem 2015 exigiu que candidatos escrevessem sobre situação da violência contra a mulher no País
Tema da redação do Enem é excelente, diz Mercadante

Últimas imagens

O presidente em exercício, Michel Temer, e o ministro da Educação, Mendonça Filho, durante ato de assinatura de autorização para criar mais de 75 mil bolsas do Fundo de Financiamento Estudantil
O presidente em exercício, Michel Temer, e o ministro da Educação, Mendonça Filho, durante ato de assinatura de autorização para criar mais de 75 mil bolsas do Fundo de Financiamento Estudantil
Foto: Marcos Corrêa/PR
Os benefícios previstos aos programas são mensalidade, seguro-saúde, auxílio deslocamento, auxílio instalação e adicional localidade, quando for o caso
Os benefícios previstos aos programas são mensalidade, seguro-saúde, auxílio deslocamento, auxílio instalação e adicional localidade, quando for o caso
Foto: UnB Agência
Repasse é uma das principais fontes de recursos para a manutenção e o desenvolvimento do ensino
Repasse é uma das principais fontes de recursos para a manutenção e o desenvolvimento do ensino
Foto: Geyson Magno/MEC
Fugir do tema, desrespeitar direitos humanos e escrever em uma tipologia diferente da solicitada estão entre os motivos para anulação da nota
Fugir do tema, desrespeitar direitos humanos e escrever em uma tipologia diferente da solicitada estão entre os motivos para anulação da nota
Wilson Dias/Agência Brasil
O prazo para as matrículas vai de 10 a 14 de junho.
O prazo para as matrículas vai de 10 a 14 de junho.
Arquivo/MEC

Governo digital