Educação
Pesquisadores brasileiros farão intercâmbio nas principais instituições da União Europeia
Países escolhidos promovem estudos avançados em áreas de interesse do governo brasileiro, como prevenção a desastres naturais, mudanças climáticas e gestão sustentável de recursos naturais, energia e nanotecnologia
Cem doutores e pós-doutores brasileiros serão enviados aos principais centros de pesquisa da União Europeia, por meio do Programa Ciência Sem Fronteiras, conforme anúncio feito pelo secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério de Ciência e Tecnologia e Inovação (MCTI), Carlos Nobre.
O acordo foi assinado nesta quinta-feira (24) e prevê o intercâmbio entre profissionais brasileiros e europeus, além de realização de seminários. A presidenta Dilma Rousseff e o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, se reuniram nesta manhã, durante a 6ª Cúpula Brasil-União Europeia (UE), no Palácio do Planalto.
De acordo com Nobre, os centros ficam em países como Bélgica, Alemanha, Holanda, Espanha, Itália, entre outros, e promovem estudos avançados em áreas de interesse do governo brasileiro, como prevenção a desastres naturais e crises, mudanças climáticas e gestão sustentável de recursos naturais, energia e nanotecnologia.
Ciência, Tecnologia e Inovação
Também estão sendo discutidos temas como a crise financeira internacional, o G20 (grupo das 20 maiores economias no mundo) e questões de segurança internacional no Oriente Médio e na África - que enfrentam crises específicas, como no Mali (África) e na Síria (África).
Na quarta-feira (23), o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp e o diretor-geral do Joint Research Centre (JRC), Dominique Ristori, encontraram-se para discutir sobre o tema ciência, tecnologia e inovação. O aprofundamento da cooperação entre o País e o bloco europeu também foi abordado na reunião.
O acordo, denominado arranjo de implementação, tem como objetivo aprofundar e ampliar a cooperação do ministério com o JRC. Trata-se de instrumento que assinala a vontade política de fortalecer e expandir a cooperação, propondo explorar e identificar atividades em áreas de interesse mútuo.
Inicialmente, a intenção é identificar a melhor estrutura de gestão para as ações a implementar, incluindo os recursos financeiros necessários para execução das metas. Um grupo de coordenação irá conduzir as ações propostas e elaborar um roteiro (road map) sobre as atividades prioritárias de cooperação e meios a serem utilizados, incluindo intercâmbio de equipes, compartilhamento mútuo de instalações de pesquisa e transferência de tecnologias, são outros pontos inclusos no acordo.
Entre as áreas de interesse mencionadas, estão: prevenção de desastres e gestão de crises; mudanças climáticas e gestão sustentável de recursos naturais; energia, incluindo bioenergia, smart grids, energias renováveis e segurança nuclear; segurança alimentar; bioeconomia, incluindo biotecnologia; tecnologias de informação e comunicação (TICs), incluindo geoinformação e aplicações espaciais; e nanotecnologia.
JRC
O JRC é um departamento da Comissão Europeia que tem por finalidade implantar e gerenciar políticas e programas com viés do desenvolvimento científico, tecnológico e da inovação, nas áreas de ciências exatas, das engenharias, da terra e da vida, em especial biotecnologia e saúde, e nas áreas de interesse estratégico para o levantamento e aproveitamento sustentável do patrimônio nacional, em especial em biodiversidade, ecossistemas, meteorologia, climatologia e hidrologia, ciências do mar, antártica e mudanças climáticas globais.
O centro possui também excelência em outras áreas relevantes para o MCTI - competitividade e inovação; prospecção tecnológica; metrologia; sociedade da informação; qualidade e segurança alimentar; segurança nuclear - e de interesse para suas unidades de pesquisa.
Cooperação
A parceria em CT&I entre Brasil e UE se baseia no acordo de cooperação que entrou em vigor em 2007. Desde então, foram criados grupos temáticos para discutir a cooperação nas áreas de energia, tics, nanotecnologia, saúde, alimentos, agricultura e biotecnologia, meio ambiente, transportes, infraestrutura de pesquisa, inovação e tecnologias sociais.
Ciência sem Fronteiras
O programa promove a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileiras por meio do intercâmbio e da mobilidade internacionais de estudantes, professores e pesquisadores. A oferta de bolsas prevê as modalidades graduação-sanduíche, educação profissional e tecnológica e pós-graduação — doutorado-sanduíche, doutorado pleno e pós-doutorado.
Pelo programa, estudantes de graduação e de pós-graduação podem fazer estágio no exterior para manter contato com sistemas educacionais competitivos em relação à tecnologia e inovação. Além disso, o Ciência sem Fronteiras tenta atrair pesquisadores do exterior que queiram se fixar, por tempo determinado, no Brasil.
Fonte:
Agência Brasil
Portal Brasil
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
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