Educação
Relatório de Desenvolvimento Humano destaca modelo de crescimento brasileiro
Índice de Desenvolvimento Humano do Brasil passou de 0,728 para 0,730. Variação manteve o País na condição de alto desenvolvimento humano, na 85ª posição entre todos os membros da ONU
Dados apresentados nesta quinta-feira (14) pelo Programa das Nações Unidades para o Desenvolvimento (Pnud), durante o lançamento do Relatório de Desenvolvimento Humano 2013, destaca o crescimento do Brasil no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que passou de 0,728 para 0,730, devido ações nas áreas de educação e saúde. A variação manteve o País na condição de alto desenvolvimento humano, na 85ª posição entre todos os membros da Organização das Nações Unidas (ONU).
Segundo a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, o estudo do Pnud traz referências muito elogiosas ao Brasil. "Somos citados como modelo para um novo paradigma de desenvolvimento, o desenvolvimento inclusivo, atuando na promoção social e na redução das desigualdades”, informou Campello.
Assim como o Brasil, os resultados alcançados pela Índia e China, bem como Bangladesh, Ilhas Maurício e Turquia, estão remodelando as ideias sobre como promover o desenvolvimento humano, o que inclui, conforme consta no relatório, o “aprofundamento do papel do Estado, dedicação ao bem-estar social e incentivo ao mercado e inovação empresarial”.
A redução da pobreza no Brasil também é ressaltada no relatório do Pnud, por meio de ações de transferência de renda, geração de renda na área rural e acesso ao mercado de trabalho. “Esses programas revolucionaram a esfera administrativa e o empoderamento feminino, desenvolvendo canais de distribuição inovadores, como a bancarização com cartões magnéticos. O resultado tem sido a queda substancial da pobreza e extrema pobreza e a redução da desigualdade”, diz o estudo.
O País também ganha destaque no reforço da cooperação Sul-Sul, tanto realizando cooperações técnicas para levar programas sociais a outros países, como no apoio à internacionalização das empresas brasileiras, que ampliam seus investimentos nas nações em desenvolvimento.
IDH
Apesar de a educação ser citada no relatório como um dos aspectos importantes do sucesso brasileiro, avaliação feita pelos ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e da Educação (MEC) mostra que o crescimento do IDH brasileiro poderia ser maior caso o Pnud utilizasse dados mais recentes e considerasse o impacto de ações de curto prazo realizadas nos últimos anos.
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Segundo estudo dos dois ministérios, o indicador Anos de Escolaridade Esperados do relatório utiliza para sua composição dados referentes a 2005, embora o governo brasileiro disponibilize informações mais recentes. Além disso, o Pnud não leva em conta a legislação brasileira, que coloca como obrigatório o ensino para crianças a partir de 5 anos.
“Só esta questão tira da composição do índice 4,6 milhões de crianças que hoje estão na pré-escola. O Pnud também não considera que o ciclo do ensino fundamental no Brasil é de nove anos e ainda trabalha como se fosse de oito anos”, explica o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. A atualização desse indicador permitiria que o País subisse 20 posições no ranking do IDH.
Para Tereza Campello, a avaliação do IDH é injusta com o Brasil. “As ações que realizamos nestes últimos anos foram impactantes, mudaram a realidade do País. Por isso, queremos debater essa revisão com o Pnud. Queremos que no próximo ano eles utilizem dados mais atuais e confiáveis, para que o relatório realmente possa representar todo o trabalho que o país faz para promover o desenvolvimento humano.”
Fonte:
Plano Brasil sem Miséria
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