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Programa Ciência sem Fronteiras levará bolsistas para Itália

por Portal Brasil publicado: 24/06/2013 15h48 última modificação: 30/07/2014 00h18
Divulgação/Portal Ciência sem Fronteiras Encontro com bolsistas do Programa Ciência sem Fronteiras (CsF) em Milão e em Pádua, em Maio deste ano.

Encontro com bolsistas do Programa Ciência sem Fronteiras (CsF) em Milão e em Pádua, em Maio deste ano.

Estudantes de graduação sanduíche estudarão na Europa por meio do Programa que busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia


Os bolsistas de graduação do programa Ciência sem Fronteiras (CsF) estudarão na Itália no segundo semestre deste ano. O programa tem o objetivo de propiciar uma formação qualificada nas melhores universidades e instituições de pesquisa estrangeiras e estimula estudos e pesquisas de brasileiros no exterior. 

As bolsas são financiadas com recursos vindos do orçamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Dados de um levantamento feito pelo Setor de Cooperação Educacional italiano, no âmbito do Programa de Apoio a Estudantes Brasileiros (Paeb), mostra que cerca de 277 estudantes de graduação do Programa que estão no País já foram beneficiados com experiência de estágio ou de participação em projetos. 

O estudante do curso de engenharia de controle e automoção da Universidade do Estado do Amazonas (Ueam), Dilermando da Costa Ferreiro Neto é um exemplo de destaque. Ele fez parte do grupo vencedor de competição realizada pela Nasa na Itália com o projeto Green on the Red Planet, que tem o objetivo de desenvolver estufa automática com capacidade para alimentar quatro astronautas em Marte. A equipe venceu outras 20 e inclui uma estudante chinesa, um indiano e 13 italianos. 

Todas as instituições de ensino superior da Itália, que estão no Ciência sem Fronteiras, têm convênios com empresas e institutos de pesquisa que oferecem vagas de estágio a estudantes de graduação. Em alguns casos, o setor de estágio da própria universidade auxilia os estudantes, como por exemplo, a Telecom Itália/Tim, que oferece 50 vagas por semestre para o programa nos centros de pesquisa que mantém em Roma, Trento, Turim e Veneza. 

Para participar da seleção, os candidatos tinham que cumprir alguns pré-requisitos, como estar regularmente matriculados em algum dos cursos de graduação listados na chamada, cumprir no mínimo 20%, e no máximo, 90% do currículo previsto para o curso, apresentar perfil de aluno de excelência e teste de proficiência em Italiano obtido por uma prova presencial realizada junto ao Instituto Italiano di Cultura (ProfLS). 

 

Ciência sem Fronteiras

O Ciência sem Fronteiras já concedeu, até hoje, 22.229 bolsas para estudantes das modalidades graduação, doutorado e pós-doutorado. A iniciativa é fruto do esforço conjunto dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC), por meio de suas respectivas instituições de fomento, CNPq e Capes.

O projeto prevê a concessão de até 101 mil bolsas em quatro anos para promover intercâmbio, de forma que alunos de graduação e pós-graduação façam estágio no exterior com a finalidade de manter contato com sistemas educacionais competitivos em relação à tecnologia e inovação.

Além disso, busca atrair pesquisadores do exterior que queiram se fixar no Brasil ou estabelecer parcerias com os pesquisadores brasileiros nas áreas prioritárias definidas no programa, bem como criar oportunidade para que pesquisadores de empresas recebam treinamento especializado no exterior.

 

Fonte:

MCTI
Ciência sem Fronteiras

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