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Educação

Ministra reforça importância do Bolsa Família para educação

Evolução da educação

Crianças beneficiárias do Bolsa Família estão ficando mais tempo na sala de aula
por Portal Brasil publicado: 26/09/2013 14h40 última modificação: 30/07/2014 00h20
Ana Nascimento Frequência escolar exigida pelo programa é maior do que a média nacional

Frequência escolar exigida pelo programa é maior do que a média nacional

Durante a cerimônia de abertura ciclo de debates promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), a ministra Tereza Campello destacou que, depois de uma década de programa, agora é possível analisar a situação da Educação no Brasil com números. 

“Falar no alto desses 10 anos do Bolsa Família nos dá uma certa autoridade. Não estamos mais discutindo tese, ideologia e conceito. Temos dados e, no caso da educação, não trabalhamos mais com pesquisa amostral, mas com censos”, disse a ministra durante a segunda edição do “Ciclo de Debates 10 anos do Programa Bolsa Família: Avanços, Efeitos e Desafios”, com o tema Bolsa Família e Educação.

De acordo com a pasta, as crianças e adolescentes que recebem a transferência de renda demonstram uma menor evasão escolar e melhor desempenho. A frequência escolar exigida pelo programa (85%) é maior do que a média nacional (75%), e com a escola em tempo integral, as crianças têm acesso à merenda escolar, livros e convivência social.

Para a ministra, "à medida que o tempo passou, as crianças beneficiárias do Bolsa Família estão ficando mais tempo na sala de aula. E não estão indo porque vai ter lanche, merenda escolar, mas para aprender, melhorar e mudar as  suas vidas", explica.

Preconceitos

Campello também falou sobre as três principais preocupações em relação ao programa: aumento da natalidade, mau uso do benefício e efeito preguiça.

Segundo ela, os críticos falaram que as mulheres teriam mais filhos e os dados mostraram o contrário. "Disseram que a população iria gastar mal, mas todas as pesquisas têm mostrado o oposto: as mães gastam com alimentação, material, escolar, medicação e roupas".

Sobre o efeito preguiça, a ministra lembra que a preocupação era que os beneficiários pudessem parar trabalhar. "Conseguimos desconstruir esses elementos: a maioria trabalha e trabalha muito; em geral, mais do que a classe média. Temos esses dados e queremos usá-los para continuar melhorando e discutir como avançar”, completa.

Debate

A primeira mesa-redonda do debate aconteceu das 10h às 12h15, e teve discussões sobre a contribuição do programa de transferência de renda para o acesso à educação e as perspectivas da relação com as políticas educacionais do País.

As palestrantes foram a diretora de Currículos e Educação Integral da Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação, Jaqueline Moll, e a presidente da Associação Nacional de  Pós Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd), Dalila Andrade Oliveira

Na segunda mesa-redonda, que vai das 14h  às 17h, os participantes analisarão a relação do Bolsa Família e os resultados em Educação no País. O principal tema dos debates são os compromissos assumidos pelas famílias para continuar a receber o benefício, como que crianças e adolescentes até 15 anos tenham frequência de ao menos 85% nas aulas e que os jovens de 16 e 17 anos tenham 75% de frequência, no mínimo.

Fontes:
MDS
MEC 

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