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Educação

Modernizar a escola é desafio para cativar a juventude

Evasão

Diagnóstico sobre situação do jovem brasileiro foi apresentado em seminário, realizado pela Enap, em Brasília
por Portal Brasil publicado: 22/11/2013 11h57 última modificação: 30/07/2014 00h22

Boa parte dos jovens brasileiros deixa a escola simplesmente porque não tem mais interesse por ela. Dados que apontam para essa situação foram apresentados nesta quinta-feira (21) pelo ministro-chefe interino da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE/PR) e presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcelo Neri. Para o ministro, um dos grandes desafios hoje é criar condições para que a escola se modernize e volte a cativar os jovens. Ele apresentou um diagnóstico da situação do jovem brasileiro ao participar do seminário Circulação ou Evasão? Por um desenho mais adequado de ações públicas de juventude, promovido pela SAE nesta quinta-feira (21) no Auditório da Escola Nacional de Administração Pública (Enap).

A partir de pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o ministro da SAE analisou a inserção do jovem no mercado de trabalho e também abordou a relação desse grupo com a educação. De acordo com o levantamento feito pela SAE, 24% dos jovens brasileiros com idade de 25 a 29 anos não trabalham. Entre esse grupo, 88% das pessoas também não estudam. Ao analisar o levantamento entre a população ainda mais jovem, os dados mostraram que 16% dos brasileiros de 15 a 17 anos não estudam e, destes, 60% não trabalham.

“O Brasil tem apresentado muitos progressos ao longo dos anos, sobretudo na área social e no combate à desigualdade. Mas se olharmos as tendências da desigualdade e as tendências do fenômeno dos ‘nem nem’ (jovens que nem estudam e nem trabalham), percebemos inclinações bem diferenciadas. Nos últimos 10 anos, a desigualdade caiu bastante, enquanto a evolução dos ‘nem nem’ teve uma inclinação menor”, disse o ministro, ao traçar um comparativo entre a evolução social e a situação da juventude nos campos da educação e do trabalho.

Analisando a frequência escolar e a trajetória do jovem em relação aos anos de estudo, Marcelo Neri disse que o número de jovens de 15 a 17 anos que possuem o ensino fundamental incompleto caiu significativamente, porém a juventude apresenta uma maior estagnação ao chegar ao ensino médio. “Essa é uma boa notícia, pois os dados mostraram que o fluxo avançou, houve uma melhora nas fases anteriores e esse estudante chega ao ensino médio com menos atraso escolar. Mas, no ensino médio, a escola não está conseguindo cativar o jovem”, avaliou Marcelo Neri.

Assim, mostrou o ministro, 40% dos jovens não estão na escola simplesmente por falta de interesse. “Os dados mostraram que 27% dos jovens disseram que não estão na escola porque precisam trabalhar e ajudar os pais financeiramente, mas o principal motivo da ausência é porque eles não querem. Essa estagnação da frequência escolar traz um grande desafio, que é tornar o ensino médio mais atrativo para o jovem de 15 a 17 anos”, destacou o ministro.

O seminário sobre juventude também contou com a participação de renomados especialistas das áreas de neurologia, psicologia cognitiva e tecnologia da informação e inovação, que responderam aos questionamentos dos técnicos da SAE sobre temas como o uso da criatividade no processo de aprendizagem, experimentação e tomada de decisões.

A partir do entendimento da ciência, a ideia da SAE é encontrar respostas às questões que estão por trás da ampla circulação dos jovens em diversos aspectos da vida, para assim alcançar uma melhor compreensão sobre o engajamento desse grupo em atividades, além de possibilitar a adequação das políticas públicas de juventude.

Fonte:
Secretaria de Assuntos Estratégicos

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