Educação
Estudantes conquistam medalhas na Olimpíada de Matemática do Cone Sul
Competição estudantil
Uma jovem equipe de estudantes brasileiros acaba de conquistar duas medalhas de ouro, uma de prata e uma de bronze na 25ª Olimpíada de Matemática do Cone Sul, encerrada nesta quinta-feira (21) na cidade de Atlántida, a 47 quilômetros de Montevidéu, Uruguai. A delegação também obteve as primeiras posições na classificação individual.
As medalhas de ouro foram trazidas ao País pelos estudantes Pedro Henrique Sacramento de Oliveira, de 15 anos, de Vinhedo (SP), e Gabriel Toneatti Vercelli, de 16 anos, de Osasco (SP), enquanto João César Campos Vargas, de 16 anos, de Passa Tempo (MG), e Andrey Jhen Shan Chen, de 14 anos, de Campinas (SP), receberam as medalhas de prata e bronze respectivamente.
Pedro e Gabriel, medalhistas de ouro, conseguiram também a primeira e a segunda colocação na classificação individual com 54 e 51 pontos respectivamente, seguidos por um estudante peruano com 50 pontos.
Os jovens foram liderados pelos professores Régis Prado Barbosa, de São Paulo, e Luzinalva Miranda de Amorim, de Salvador, membros da Comissão Nacional de Olimpíadas de Matemática da SBM.
Sobre a competição
A Olimpíada do Cone Sul é uma competição que acontece anualmente, desde 1988. A edição deste ano contou com a participação de 32 estudantes de oito países.
A competição é individual e teve duas provas teóricas realizadas na segunda-feira (18) e na terça (19). Os participantes tiveram quatro horas, em cada dia, para resolver três problemas de matemática, propostos pelos países participantes e selecionados por um júri internacional, composto pelos professores líderes, um de cada país participante.
Os problemas da prova envolveram disciplinas como álgebra, teoria dos números, geometria e combinatória. A soma dos pontos obtidos na solução de cada problema determinou os vencedores do certame.
Durante o evento, os estudantes tiveram a oportunidade de expandir seus conhecimentos por meio da troca de experiências com os estudantes dos outros países, num ambiente alegre e descontraído.
Como participar
Interessados em fazer parte da equipe brasileira devem primeiro participar da Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), competição que ocorre anualmente em escolas públicas e privadas de todo o País.
Após serem premiados no certame, os estudantes passam por um intenso processo de seleção, que considera a colocação conquistada na disputa nacional, além dos resultados obtidos em provas seletivas e de listas de exercícios que são resolvidas ao longo de seis meses. Os quatro mais bem colocados, e que satisfazem as exigências do regulamento da olimpíada, conquistam as vagas.
A OBM é uma iniciativa conjunta do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM). A competição nacional alcança hoje mais de 560 mil estudantes e tem desempenhado um importante papel relacionado à melhoria do ensino, descoberta de talentos para a pesquisa em matemática e seleção de estudantes que participam em competições internacionais.
A OBM tem apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI) e da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis), do Ministério de Educação (MEC) por intermédio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Matemática (INCT-Mat).
Outras oportunidades
Criado em 1952, o Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), instalado no Rio de Janeiro, tem como missão formar novos pesquisadores, realizar pesquisas de alto nível e disseminar o ensino da matemática no País. O Instituto oferece aos interessados o 'Programa de Pós-graduação em Matemática' com cursos de mestrado acadêmico, mestrado profissional e doutorado.
Ao longo de sua história, o programa formou 744 mestres e 401 doutores. Atualmente, são 153 alunos ativos no mestrado e doutorado (sendo 98 no doutorado, 43 no mestrado acadêmico e 12 no mestrado profissional em métodos matemáticos em finanças). Em média, o Impa forma 14 doutores e 20 mestres por ano.
Cerca de 40% dos alunos do mestrado e doutorado são estrangeiros, sendo a maioria deles de outros países da América Latina. No pós-doutorado, estão ativos atualmente 60 jovens pesquisadores, sendo cerca de 60% deles estrangeiros.
Além disso, o Programa de Iniciação Científica seleciona estudantes com melhor desempenho na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). O curso tem duração de um ano, em 200 centros espalhados pelo País. A intenção é estimular a interatividade entre professores universitários e estudantes, que desenvolvem em conjunto atividades e fóruns de discussão.
Todo ano, nos meses de janeiro e fevereiro, o Impa promove o Programa Especial de Verão para professores e alunos de outras instituições do País e do exterior.
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