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Educação

Contos de fada estimulam criatividade e imaginação das crianças

Educação infantil

Para muitos estudiosos, contos assumem papel importante na formação humana, já que abordam questões como justiça e a luta entre o bem e o mal
por Portal Brasil publicado: 25/10/2014 12h59 última modificação: 25/10/2014 12h59
Divulgação/EBC "Contar histórias não é apenas um jeito de dar prazer às crianças: é um modo de ampliar o espaço da fantasia e do pensamento", afirma autores

"Contar histórias não é apenas um jeito de dar prazer às crianças: é um modo de ampliar o espaço da fantasia e do pensamento", afirma autores

Os contos de fadas* ocupam lugar de destaque na literatura infantil ocidental. Através de suas histórias, somos transportados para lugares mágicos e secretos.No entanto, se entramos em um universo de príncipes e princesas, também nos deparamos com dragões, monstros e bruxas. Trata-se de um mundo encantado, cheio de beleza, mas ao mesmo tempo, bastante cruel e amedrontador. 

Por que continuamos, então, a ler essas histórias para as crianças? Não deveríamos proteger nossos pequenos das agruras do mundo?

Ora, o medo faz parte da condição humana. Ele está na origem da fantasia e de nossa capacidade de imaginar, e nisso reside, também, o grande fascínio que ele exerce sobre as crianças. Para elas, não interessa um mundo sem conflitos. De forma simbólica, os contos mostram às crianças que a vida é severa e que é preciso enfrentar desafios na passagem para a vida adulta.

Os contos de fada, com seus monstros e perigos, tranquilizam de certa forma os pequenos com relação aos seus próprios temores. A partir da entrada em um mundo de imaginação e fantasia, crianças encontram um lugar em que, apesar de tudo, o medo pode ser dominado e banido. Isso explica porque elas sempre pedem para que os adultos repitam as histórias.

Para muitos estudiosos, a estrutura narrativa dos contos tem papel importante na formação humana, pois aborda assuntos diretamente ligados às grandes questões de nossa existência, como a coragem, a justiça, a vida, a velhice e a morte, a luta entre o bem e o mal. Na medida em que percebemos que nossos medos são compartilhados com outras pessoas, nos identificamos com a sociedade e a cultura da qual fazemos parte.

Em nossos tempos politicamente corretos e superprotetores, tendemos muitas vezes a querer retirar dessas histórias os elementos que amedrontam as crianças, no entanto, são justamente desses aspectos que elas necessitam para abordar os enigmas do mundo e do desejo.

Para Diana e Mario Corso, autores de Fadas no Divã: Psicanálise nas Histórias Infantis, “contar histórias não é apenas um jeito de dar prazer às crianças: é um modo de ampará-las em suas angústias, ajudá-las a nomear o que não pode ser dito, ampliar o espaço da fantasia e do pensamento”.

*Artigo retirado do blog ArteInfância, autoria de Juliana Montoia de Lima.

Sobre o Arteinfância

Criado pelas membros Juliana Holanda, Juliana Lima e Mariana Dornelles, o projeto dialoga com as concepções teóricas da pedagogia da infância, que por sua vez, discute conceitos da sociologia e filosofia. Essa linha de pensamento entende a criança como sujeito produtor de cultura e criador de linguagem. 

Ademais, o projeto tem a principal finalidade fornecer informações sobre a produção cultural infantil, seus principais autores, bem como discutir as representações artísticas nesse período da vida. 

Para mais informações sobre as intervenções realizadas pelo projeto, acesse o blog do Arteinfância

Fontes:
Empresa Brasil de Comunicação
Blog Arteinfância 

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