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Educação

Fundação Joaquim Nabuco lança quatro livros sobre o Recife

História e cultura

Títulos têm o selo da Editora Massangana, da Fundaj, e serão lançados na quinta-feira (13)
por Portal Brasil publicado: 05/11/2014 16h22 última modificação: 05/11/2014 16h22

Na quinta-feira (13), a Fundação Joaquim lança dois livros clássicos tratando da geografia do Recife, "Um Ensaio de Geografia Urbana – A Cidade do Recife", de  Josué de Castro, publicado pela Editora Brasiliense em 1959 e fora de catálogo. O outro é a reedição de "Arredores do Recife", de F.A Pereira da Costa, já publicado pela Editora Massangana em 2001. 

Além destes, são lançados dois títulos tratando de temas específicos. "Caminhando Numa Cidade de Luz e Sombras  - a Fotografia Moderna no Recife na década de 1950", de Fabiana Bruce., tese de doutorado que ganhou o primeiro lugar no Concurso Cehibra Fonte de Memória, que a Fundaj direciona para trabalhos acadêmicos que envolvam a pesquisa dos seus acervos.

O outro é "Casa da Cultura de Pernambuco: uma genealogia socioespacial", do pesquisador Cristiano Nascimento, originariamente uma tese de mestrado ao Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFPE. 

Na ocasião haverá a apresentação, pela pesquisadora da Fundaj, Rita de Cássia, do acervo de Josué de Castro, adquirido pela instituição, e uma mesa redonda em torno dos livros em lançamento, com a participação de Antonio Paulo Rezende, doutor em história, da UFPE; Julieta Leite, arquiteta e doutora em sociologia da cultura; Roberto Montezuma, arquiteto e professor da UFPE; Romero Pereira, arquiteto e secretário-executivo de meio ambiente do Recife.

Na programação musical, Beto do Bandolin  apresentará a história do Recife a partir do frevo, nas expressões de frevo de rua, frevo-canção e frevo de bloco, passando pelos ritmos que lhe deram origem: a polca, o maxixe e o dobrado. 

Livros

Josué de Castro diz sobre o seu ensaio que ele associa “à tarefa profissional de geógrafo, o prazer espiritual de reviver num trabalho de criação a paisagem humana da cidade em que nascemos” Num estilo límpido ele fixa os fatores de localização do Recife, abordando os fundamentos fisiográficos, a ocupação humana, a fundação e o crescimento da cidade.

Com o auxílio da geologia, vai à Pré-história, à grande enseada marinha de outras eras, adentra na atual planície estuarina recifense e observar, à luz do trabalho milenar do tempo, a atuação do homem – “último elemento a entrar em cena” na “contínua estruturação do solo do Recife”.

Na paisagem natural, destaca o papel dos rios -  em particular do Capibaribe -; da vegetação, em especial o mangue, cuja função colonizadora fixa e constrói o próprio solo; dos ventos, do mar, dos arrecifes. 

Em Arredores do Recife, Pereira da Costa descortina a história e a genealogia dos bairros mais antigos do Recife, vários deles nascidos de velhos engenhos do tempo da colonização: Dois Irmãos, Apipucos, Monteiro, Casa Forte, Torre.

Com a habilidade prática do cronista e o senso de historiador social, Pereira da Costa nos apresenta o Recife que aos poucos se espalha pela planície estuarina.

O Recife que faz revoluções, e  se impõe com seus mártires e heróis, próspera em seu comércio, e que, em seu período holandês, se ergue das terras alagadiças, da fertilidade dos seus rios e da riqueza dos seus engenhos. 

Em Caminhando Numa Cidade de Luz e Sombras: a  fotografia moderna no Recife na década de 1950, Fabiana Bruce, professora- adjunta da Universidade Federal de Pernambuco e coordenadora do Laboratório de Imagem e História, ancorada no magnífico trabalho de Alexandre Berzin, moveu-se pelo desejo de compreender as especificidades da arte fotográfica no Recife na década de 1950.

Para ela, as fotografias do período não pretendem apenas registrar e reproduzir o real, mas sobretudo, ressaltar diversidades, multiplicando sensações no observador, relativizando, inclusive, o lugar da fotografia na modernidade.

A autora foi às coleções fotográficas do Centro de Estudos e de Documentação da História Brasileira – Cehibra, da Fundação Joaquim Nabuco, e da Coleção Alexandre Berzin/Foto Cine Clube do Recife

Em Casa da Cultura de Pernambuco: uma genealogia socioespacial, Cristiano Nascimento, arquiteto, urbanista e Analista em Ciência e Tecnologia da Fundação Joaquim Nabuco, se debruça sobre a transformação da antiga Casa de Detenção do Recife – uma penitenciaria do século XIX (1850) – em um mercado de artesanato regional inaugurado em 1976: a Casa da Cultura de Pernambuco.

A sugestão – materializada por iniciativa do Governo Eraldo Gueiros - vinha do início da década de 1960 e tinha como autor o artista plástico Francisco Brennand.

O antigo prédio de inspiração neoclássica – concebido pelo engenheiro Mamede Alves Ferreira, autor dos projetos do Ginásio Pernambucano e do Hospital Pedro II, no Recife – e é neste livro apresentado como um caso de referência dentre edifícios similares no seio da modernidade ocidental, filiado que é às concepções dos Novecentos do que seria então uma prisão ideal, pronta para uma vigilância e um controle tão preciosos quanto refinados.

Os quatro títulos têm o selo da Editora Massangana, da Fundação Joaquim Nabuco, hoje sob a coordenação do escritor Paulo Gustavo.

Fonte:
Fundação Joaquim Nabuco 

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