Educação
Lanchas levam alunos para escolas no Pará
Caminho da Escola
O que para muita gente pode ser um passeio exótico de barco pela maior floresta tropical do planeta, para outros, o trajeto faz parte do caminho rotineiro de casa para o colégio.
É assim todos os dias para os alunos que frequentam, por exemplo, as escolas públicas das ilhas que existem em torno de Belém, a capital do Pará.
Lanchas do programa Caminho da Escola, do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), são a solução nestes lugares, onde não é possível ir à escola de ônibus, táxi, bicicleta, de carro ou a pé.
A essas ilhas só se chega mesmo pelas águas dos rios e a ajuda do programa é muito bem-vinda para alunos, pais e professores desse pedaço da Amazônia.
O transporte permite que os alunos possam sair de casa um pouco mais tarde, à luz do dia, aos primeiros raios de sol. “Com as lanchas do Caminho da Escola os trajetos passaram a ser feitos mais rapidamente, em menos da metade do tempo”, conta a coordenadora de Educação das Ilhas de Belém, Iraneide Holanda.
Antes das lanchas, os alunos eram transportados em barcos de madeira, pesados, lentos e barulhentos, mais vulneráveis às chuvas, ventos, correntes e variações de marés.
“Uma viagem que demorava uma hora e meia de barco pode ser feita em apenas 20 minutos numa lancha do Caminho da Escola”, compara a coordenadora.
Os alunos da professora Cleude Costa, da escola Nazaré, na Ilha Grande, passaram a fazer em 45 minutos uma viagem que podia demorar uma hora e meia ou mais, dependendo das condições do tempo e das marés, o que atrasava o início das aulas.
“Eu tinha que começar a aula só às 8h30. Era muito estressante, as crianças ficavam muito agitadas. Meu tempo de trabalho era mínimo. Quando eu conseguia controlar a turma, já era quase hora de ir embora”, conta a professora.
“Os alunos estavam desestimulados, o que prejudicava a frequência. A escola hoje está muito melhor. As lanchas melhoraram muito o trabalho e o desenvolvimento dos alunos”, acrescenta.
As lanchas do Caminho da Escola foram projetadas e construídas, inicialmente, pela Marinha do Brasil em cooperação com o FNDE.
O projeto foi aprimorado e, atualmente, as embarcações são produzidas pela empresa vencedora do Pregão Eletrônico do FNDE, que registrou os preços das lanchas.
Em ambos os casos, garantem mais rapidez e segurança que as embarcações comuns.
“A lancha é mais rápida e mais segura”, confirma a mãe da aluna Linda Evelyn, de 7 anos, Daniele Cruz Santiago. “Eu fico mais tranquila sabendo que a Linda viaja na lancha do Caminho da Escola. Antes, no barco, era mais arriscado, com muita maresia, viagens muito perigosas. Agora, as crianças chegam mais cedo, é melhor”, avalia.
A professora Analice Gomes da Mota confirma as melhorias e diz que as vantagens do ensino oferecido em Belém acabam atraindo vizinhos. “Tem gente que vem de outros municípios em busca do nosso ensino de qualidade”, garante.
Fonte:
Blog do Planalto
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