Educação
Rio sedia premiação de Olimpiada de Matemática
Ensino público
O Rio de Janeiro, sediou, nesta segunda (20), a solenidade de premiação da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), que celebra sua 10ª edição. Foram entregues 501 medalhas de ouro a alunos provenientes de centenas de cidades de todo o País. Ao todo, mais de 18 milhões de estudantes disputaram as medalhas. Eles estão matriculados em 46.711 escolas públicas (federais, estaduais e municipais) de 5.533 municípios (99,41 % do total). Os estados sem medalha de ouro foram representados por medalhistas de prata de melhor pontuação.
Luize D'Urso é heptacampeã da competição e falou da importância do incentivo ao estudo da matemática. Hoje ela é pesquisadora do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA). "Eu estudei bastante, fiz muitos amigos. A matemática me deixou bastante completa. Tenho muitos bons exemplos de professores, eles me motivaram. Eu pretendo fazer mestrado, doutorado e ajudar ao máximo os alunos. Você nunca sabe qual é o seu dom se você não tentar, se você não experimentar uma prática nova. Por mais que você tenha medo da matemática da sua escola, é completamente diferente, é muito divertido, tem jogos que você tem que decifrar quem é o ganhador, coisas do tipo, é muito interessante, de verdade", conta a campeã.
O professor Geraldo Amintas, da escola de Ensino Médio de Dores do Turvo (MG), conta como foi a transformação depois dos dez anos de Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas. "A OBMEP para as escolas públicas é um instrumento de bastante importância, de bastante significado, porque ela faz com que esse aluno se destaque dentro desse universo da escola pública e, com isso, ele ganha confiança para que ele possa enfrentar novos desafios, para que ele possa cursar uma grande universidade, para que ele possa fazer um curso de maior complexidade, um curso de maior exigência. Ele passa a se sentir com a mesma capacidade de um aluno que faz uma escola particular. Ele prova que ele não tem nenhuma dificuldade, nenhuma deficiência maior, que falta apenas oportunidade para que ele possa progredir", ressalta.
Homenageada na solenidade, a professora Maria Botelho Alves Pena, de Uberlândia (MG), teve alunos premiados em todas as edições e destaca o efeito transformador da competição nos estudantes de escola pública. "Eles reconhecem em depoimentos espontâneos que eles conseguiram ter disciplina para estudar. Eles aprenderam a aprender sozinhos no momento em que eles começaram a se preparar para a Olimpíada. Hoje, 10 anos depois, esses alunos já estão espalhados pelo Brasil e pelo mundo, estagiando em empresas, trabalhando em grandes empresas, são engenheiros, médicos. Eu acho que está no momento de considerar também que não só as medalhas são importantes, mas também as menções honrosas, a participação e a preparação porque é isso que vai impactar a qualidade do ensino da matemática, de um modo geral."
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