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Educação

“Quero estudar arquivologia”

Ressocialização

Jovem de 17 anos cumpriu medida socioeducativa e, hoje, trabalha como aprendiz na Companhia Energética de Brasília
por Portal Brasil publicado: 03/08/2015 00h00 última modificação: 04/08/2015 15h16
Foto: Ubiraja Machado/MDS A assistente social Alba de Assis orienta os jovens no Centro de Integração Escola-Empresa

A assistente social Alba de Assis orienta os jovens no Centro de Integração Escola-Empresa

“Meu salário é pouco, mas sou eu quem ajuda a minha mãe a pagar alguma conta. Coloco o ticket refeição à disposição dela”, afirma Jonatas*, jovem de 17 anos de Brasília. Ele cumpriu medida socioeducativa e, hoje, trabalha como aprendiz na Companhia Energética de Brasília (CEB). Por seu trabalho na área financeira, Jonatas, que fez capacitação pelo Centro de Integração Escola-Empresa (CIEE), recebe R$ 350,00. “O que mais aprendi foi sobre responsabilidade. Tenho cinco irmãos pra ajudar”. 

Ex-usuário de drogas e traficante, Jonatas viu na atividade profissional uma saída para escapar da criminalidade e do vício. “Como eu usava drogas, isso me ajudou a sair dessa vida. Hoje, sou uma pessoa totalmente nova”, diz o jovem, que já manifestou o desejo de estudar Arquivologia quando terminar o Enino Médio, em 2016. “Quero continuar na área que estou”, planeja.

O jovem diz acreditar que a atividade trouxe propósito à sua rotina. “Acho importante um projeto como esse, porque ocupa a mente do jovem. Hoje, tenho o meu dinheiro e penso no que fazia.” 



Após ser detido, Jonatas foi encaminhado para a Unidade de Atendimento em Meio Aberto de Brasília, onde passou a conversar com especialistas e prestar serviços à comunidade.

Segundo a assistente social do CIEE, Alba de Assis, os primeiros dias foram difíceis. “Quando ele chegou, tinha uma dificuldade enorme de entrosamento. Muitas vezes, jovens como ele são levados para o mundo do crime pela dificuldade de relação em casa”, observa. 

A participação dos aprendizes no CIEE em cursos uma vez por semana é registrada como hora de trabalho. De acordo com Alba, as mudanças no jovem são notáveis. “Ele não se atrasa e é participativo. A experiência do mundo de trabalho e a capacitação foram muito positivas para a vida dele.” 



“A aprendizagem é a porta de entrada dos jovens no mercado de trabalho. E deve ser visto como uma importante porta de saída do mundo da violência, ampliando as oportunidades para aqueles que estão cumprindo medidas socioeducativas ou estão internados”, avalia o diretor de Inclusão Produtiva do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Luiz Muller.

Na semana passada, o governo federal lançou o Pronatec Aprendiz na Micro e Pequena Empresa, iniciativa que irá atender mais de 15 mil jovens e adolescentes. Pelo programa, micro e pequenas empresas são estimuladas a contratar jovens matriculados na rede pública de ensino, com prioridade para aqueles em situação de vulnerabilidade social, entre eles, beneficiários do Programa Bolsa Família. O curso de qualificação, com carga de 400 horas/aula, é custeado pelo governo federal. 

* Nome fictício. 

Fonte:

Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

 

 

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