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Educação

Pró-Jovem faz alunos voltarem à escola

Inclusão

Programa oferece ensino fundamental, qualificação técnico-profissional e ações de participação cidadã para estudantes de 18 a 29 anos em situação de vulnerabilidade social
por Portal Brasil publicado: 22/04/2016 20h00 última modificação: 20/04/2016 22h30

Levar de volta para a escola jovens que não concluíram a educação básica é um desafio que o Ministério da Educação abraça por meio do Pró-Jovem. Adotado pelo MEC desde 2012 e executado em parceria com as secretarias municipais e estaduais de educação, o programa oferece ensino fundamental, qualificação técnico-profissional e ações de participação cidadã e vem transformando as vidas de milhares de estudantes de 18 a 29 anos. Somente na edição atual, são quase 100 mil matriculados. 

Lucas Andrade, de 22 anos, é um exemplo. Após passar pelo Pró-Jovem Urbano como aluno na cidade de Vitória da Conquista, Bahia, hoje é professor do Pró-Jovem Campo, destinado a comunidades rurais próximas do município. Depois de interromper os estudos, ele viu no programa um atrativo para regressar à escola.

“Terminei o ensino médio, mudei de cidade, consegui participar de um curso pré-vestibular comunitário e passei no vestibular numa universidade pública, onde me formei em história”, diz, orgulhoso, ao descrever a trajetória reiniciada no Pró-Jovem. Quando a seleção para professor foi aberta, Lucas não teve dúvidas de que devia tentar. “Foi uma felicidade muito grande poder contribuir dessa forma com o programa, agora em um outro papel, de professor”, conta.

Um dos incentivos do Pró-Jovem que ajudou Lucas a permanecer estudando, nessa segunda tentativa, foi o auxílio financeiro mensal dado aos alunos com maior frequência. Hoje, esse valor é de R$ 100. Os jovens contam com material didático-pedagógico, alimentação escolar e as salas de acolhimento, onde mães e pais que querem voltar a estudar podem deixar os filhos enquanto assistem as aulas.

A técnica de enfermagem Adriana Barbosa Libarino, também de Vitória da Conquista, viu sua vida mudar a partir do momento em que decidiu se inscrever no programa. “Sou o que sou graças ao Pró-Jovem”, resume a baiana, que vive em São Paulo e batalha para fazer um curso superior em enfermagem.

Segundo Adriana, que deixou a escola na quinta série do ensino fundamental porque engravidou, o desejo de estudar nunca foi deixado de lado, mas era difícil conciliar trabalho, criação do filho e ensino regular. Com o Pró-Jovem foi possível recuperar o tempo perdido e Adriana não parou mais. Em seguida fez um curso técnico de enfermagem, estágio em um hospital da cidade e, quando pôde, mudou-se para São Paulo, atrás de mais desafios.

“Sem o estudo a gente não é ninguém. Eu não conseguia boa qualificação, não conseguia emprego nenhum, tinha de voltar a estudar para conseguir alguma coisa. Então fui em busca do que eu queria. O Pró-Jovem me abriu uma porta. Eu abracei e agora estou aqui”, conta.

Juventude

O Pró-Jovem tem um diferencial: é focado no público em situação de vulnerabilidade social. Essa característica acompanha o programa desde o início, já que ele se articula com o Plano Juventude Viva (iniciativa do governo federal para reduzir a vulnerabilidade da juventude negra) e dá prioridade aos Estados e municípios que carregam os maiores índices de violência no País, conforme o Ministério da Justiça. 

“Para fomentar a adesão, o valor per capita que se repassa na implementação das ações do programa é maior quando o Estado ou município faz parte dos 142 que têm os maiores índices de violência no Brasil, conforme o Mapa da Violência”, informa a diretora de políticas de educação para a juventude do MEC, Cláudia Veloso. Ela explica que estar no ranking não é um critério para garantir a adesão ao Pró-Jovem, mas é um dos fatores levados em conta pelo MEC para a transferência da verba.

O programa oferece ainda formações constantes aos professores, formadores e gestores nas secretarias para que possam atender melhor esses alunos. “São jovens moradores das regiões periféricas das cidades, das regiões mais pobres e já foram excluídos do sistema escolar muitas vezes. Então, é preciso haver uma sensibilização dessa juventude, uma mobilização para que essa juventude volte para a escola”, explica a diretora, lembrando que a busca desses estudantes também é um momento importante da implementação do programa.

Fonte: MEC

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