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Camisas da Seleção Brasileira

Camisas da Seleção Brasileira
por Portal Brasil publicado: 28/05/2010 11h14 última modificação: 28/07/2014 11h26

Desde 1914, a seleção brasileira de futebol usou diversos uniformes. Do branco ao listrado verde e amarelo, passando pelo vermelho, chegando ao azul e, finalmente, assumindo a camisa verde e amarela, com o calção azul e as meias brancas como número 1.

Além das cores, o material também evoluiu com o tempo, visando, mais do que o aspecto visual, à melhora da performance dos atletas. No começo, as camisas eram de algodão. Absorviam o suor e o uniforme ficava extremamente pesado. Bem diferente do atual material sintético que “expulsa” o suor e facilita a transpiração.

No início, os atletas vestiam-se todos de branco com meias pretas. Uma faixa azul na altura do cotovelo também compunha a camisa. Na época, o escudo era o da Federação Brasileira de Sports (FBS), o qual, já em 1915, deu lugar ao da Federação Brasileira de Futebol (FBF).

Em 1916, a camisa passou a ter listras verdes e amarelas na camisa. O brasão da FBF deu lugar ao da Confederação Brasileira de Desportos (CBD). Ainda não havia uma ligação clara entre as cores do uniforme da seleção e as da bandeira oficial do País. Tanto que o Brasil chegou a jogar de vermelho no Sul-Americano de 1917. Após essa versão pouco comum, o uniforme tornou-se branco com uma listra verde e outra amarela na altura do peito. Na sequência cronológica, foi usada uma camisa azul, na Copa Rocca e no Mundial de 1938.

Nos anos seguintes, adotou-se como padrão a camisa branca com gola azul, com algumas poucas variações de estilo. O branco predominou no uniforme até a final da Copa do Mundo de 1950. Com a inesperada perda do título para o Uruguai no Maracanã, a cor foi “responsabilizada” pela maior derrota de todos os tempos do futebol nacional e “banida” em 1952.

Em 1953, o jornal Correio da Manhã, em parceria com a CBD, organizou um concurso nacional para a mudança das cores do uniforme da seleção. A única exigência para participação é que a camisa tivesse as quatro cores da bandeira brasileira – verde, amarelo, azul e branco.

Aldyr Garcia Schlle, de 18 anos na época, foi o vencedor. Jornalista e estudante de Direito, nascido em Jaguarão e morador da cidade de Pelotas (RS), ele baseou-se na extravagância da Portuguesa-RJ, quando o time jogou com um calção vermelho (algo bastante atípico para a época). Durante três dias, Aldyr testou diferentes combinações até chegar à conclusão de que o que representava a nacionalidade dos brasileiros era o verde e o amarelo (que ganharam espaço na camisa). O azul foi colocado no calção e o branco nas meias. Nascia o uniforme mais glorioso em Copas do Mundo.

Um dado interessante é que, na final da Copa do Mundo de 1958, quando o Brasil conquistou o primeiro título, a adversária foi a Suécia, que também jogava de amarelo. Por isso, um sorteio definiu quem usaria o uniforme reserva. Os brasileiros perderam e teriam de usar a sua vestimenta azul.

Sabendo do desejo dos atletas em jogar com a camisa número um, Paulo Machado de Carvalho, chefe da delegação brasileira, motivou os comandados ao comemorar a utilização do uniforme reserva e dizer que era interessante vestir-se de azul, a mesma cor do manto de Nossa Senhora Aparecida. Resultado, os brasileiros entraram em campo entusiasmados e venceram os suecos por 5 a 2.

Outras mudanças, apesar de não terem alterado as cores, também merecem destaque. Em 1977, por exemplo, a CBD assinou, pela primeira vez, um contrato com uma empresa fabricante de materiais esportivos (Adidas). A partir daí, o uniforme do Brasil passou a ter a logomarca da indústria responsável pela confecção.

Em 1979, a CBD passou a se chamar Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Outra novidade foi a presença inédita da logomarca de um patrocinador na camisa brasileira (IBC), marca que foi retirada em 1983.

A última alteração representativa ocorreu em 1981, quando, após um concurso na Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro, o escudo tradicional da CBF deu lugar a um novo, que possuía a Taça Jules Rimet no centro. Essa alteração foi abandonada após a Copa do Mundo de 1990 e voltou-se ao modelo de escudo anterior, com poucas mudanças de design até hoje.

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