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Seleção chegou à primeira 'final' em 1950

por Portal Brasil publicado: 30/06/2010 17h36 última modificação: 28/07/2014 11h16
Exibir carrossel de imagens A seleção brasileira aplicou diversas goleadas: Brasil 4 x 0 México; Brasil 7 x 1 Suécia; Brasil 6 x 1 Espanha

A seleção brasileira aplicou diversas goleadas: Brasil 4 x 0 México; Brasil 7 x 1 Suécia; Brasil 6 x 1 Espanha

O cenário era perfeito para a conquista do primeiro título brasileiro em Copas do Mundo. Além de ser a sede da competição, visto que a Europa estava devastada após a 2ª Guerra Mundial, havia-se construído o Maracanã, o maior estádio do mundo, com capacidade para cerca de 200 mil pessoas.

Até a fase decisiva da Copa do Mundo de 1950, o retrospecto brasileiro no estádio era perfeito. A Seleção havia ganho do México por 4 a 0 e a Iugoslávia por 2 a 0, que vinha de duas vitórias convincentes – contra a Suíça por 3 a 0 e contra o próprio México, por 4 a 1. Antes de garantir a classificação para o quadrangular final do torneio, o Brasil empatou com a Suíça por 2 a 2, no Estádio do Pacaembu.

Na fase final da competição, o primeiro adversário brasileiro foi a Suécia. Mais uma vez, Maracanã viu o Brasil atuar bem e golear por 7 a 1, com quatro gols de Ademir Menezes, que, ao final da Copa, seria o artilheiro da competição com 9 gols marcados.

O segundo jogo do quadrangular final foi contra a Espanha, mais uma vez no Maracanã. Novamente, o Brasil aplicou uma goleada arrebatadora (6 a 1). O espetáculo foi completado pelos 150 mil espectadores que cantaram em coro a marcha carnavalesca “Touradas de Madri”.

Com esses dois resultados, o Brasil poderia ter se sagrado campeão antecipadamente, não fosse a vitória uruguaia sobre a Suécia por 3 a 2, de virada. Por isso, no último jogo do quadrangular, um empate era suficiente para que a Seleção Brasileira levantasse a taça pela primeira vez.

O otimismo tomou conta dos brasileiros, que lotaram o Maracanã. Após um primeiro tempo por 0 a 0, a certeza da conquista aumentou com o gol de Friaça, logo aos dois minutos da segunda etapa. Contudo, o que tinha a atmosfera e todos os ingredientes de uma festa, transformou-se na maior tragédia do futebol brasileiro.

Empolgado com o primeiro gol, os jogadores do Brasil começaram a jogar mais ofensivamente e deixaram a defesa desprotegida. Com isso, aos 21 minutos, Ghiggia superou Bigode na corrida e tocou para Schiaffino empatar: 1 a 1.

Com o empate, quem ficou animado foi o time uruguaio, que partiu para o ataque, e, aos 34 minutos, Ghiggia novamente ganhou de Bigode na corrida e chutou, em um lance muito parecido com o do primeiro gol uruguaio: 2 a 1 e Maracanã calado.

O Uruguai tornou o jogo ermo nos minutos restantes da partida e garantiu o seu segundo título, em um episódio que ficou conhecido como “Maracanazo”. Os 200 mil brasileiros que haviam lotado o Maracanã sofreram no mesmo palco que, até então, trouxera sorte para a Seleção Brasileira.

A derrota marcou também negativamente a carreira do goleiro Barbosa, acusado de ter falhado no gol de Ghiggia.

O trauma com o resultado foi tanto que o uniforme branco, utilizado pelo Brasil na final, acabou aposentado. Fez-se um concurso para a escolha da nova vestimenta da seleção. O jornalista e estudante de Direito Aldyr Garcia Schlle, de 18 anos na época, foi o vencedor. Após testar diferentes combinações, ele chegou à conclusão de que o que representava a nacionalidade dos brasileiros era o verde e o amarelo (utilizados na camisa). O azul foi colocado no calção e o branco nas meias. Surgia então o uniforme mais glorioso em Copas do Mundo.

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