Esporte
Seminário internacional traz experiência de outros países para Copa 2014
Foi realizado nesta quarta feira (28) em Manaus (AM), o Seminário Internacional Copa 2014: Sustentabilidade e Legado. O evento é realizado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e também pelo Ministério do Esporte.
O encontro discutirá as experiências de cidades e países que já receberam grandes eventos esportivos no mundo, como por exemplo, Barcelona, Coreia do Sul e Alemanha. Serão apresentados também estudos de especialistas brasileiros sobre os desafios que estão sendo enfrentados pelas 12 cidades-sedes dos jogos da Copa do Mundo da Fifa 2014.
Na abertura, o representante do BID no Brasil, Fernando Carrilo-Florez, ressaltou o a importância da parceria do banco com o Ministério do Esporte. “Sabemos que a importância da estrutura física para os jogos é fundamental, mas a infraestrutura cidadã e social também é prioritária.”
Joel Benin, coordenador das Câmaras Temáticas da Copa, definiu o seminário como o coroamento do trabalho que vem sendo realizado há um ano sob o termo de cooperação do Ministério do Esporte com o BID. “Esta é uma fantástica oportunidade de troca e para ouvir relatos de experiências extraordinárias de cidades que hospedaram grandes eventos”, afirmou Benin.
O evento também contou com a presença do diretor do Departamento de Excelência Esportiva e Promoção de Eventos do Ministério do Esporte, Marco Aurélio Klein, além de parlamentares, estudantes de graduação em educação física, acadêmicos e pesquisadores do assunto.
O professor da Universidade Federal do Amazonas e membro da diretoria executiva do Conselho Federal de Educação Física (Confef), Alberto Puga, apresentou os desafios que o País deve superar no que diz respeito ao estabelecimento de uma legislação consistente para o esporte. “Um dos impasses é a inexistência de uma legislação que classifique o trabalho esportivo. É preciso mobilizar o executivo para que regulamente as 32 alterações que foram trazidas pela Lei Pelé”, disse.
Segundo o especialista em direito esportivo e vice-presidente jurídico do Clube de Regatas do Flamengo, Carlos Francisco Portinho, para sediar grandes eventos esportivos, o Brasil precisa investir em pesquisa e formação de especialistas no estudo do doping. “Esta iniciativa do Congresso Nacional é bastante positiva. Espero que se estenda, já que, com os grandes eventos que o País sediará, o tema torna-se de interesse público”, disse.
Portinho afirmou ainda que a maioria dos casos de doping em atletas nacionais é causada por desinformação e por falta de referências aos esportistas e profissionais de suas equipes. “O doping doloso (no qual há intenção em melhorar ilicitamente o rendimento em competições) é raro no Brasil. A maioria dos casos ocorre por auto-medicação, uso de drogas da sociedade ou contaminação de suplementos”, disse.
Já o advogado e especialista em direito esportivo Luiz Cunha Lima ressaltou a importância de que outros agentes também sejam responsabilizados nos casos de dopagem, uma vez comprovada a culpa. “Muitas vezes os atletas são apenas a ponta do processo. As farmácias de manipulação e os laboratórios, bem como os profissionais que cercam os esportistas, também devem ser responsabilizados, já que o doping é uma agressão à saúde e fere a imagem do atleta”, afirmou.
O diretor do Ministério do Esporte Marco Aurélio Klein afirmou que discutir o tema é de fundamental importância, já que, em alguns anos, o Brasil será sede de eventos esportivos mundiais. “No momento, o Ministério do Esporte trabalha para apresentar a proposta de criação de uma autoridade brasileira de combate ao doping, que estará de acordo com as normas da Agência Mundial Antidoping , e atuará nos eventos esportivos no Brasil.”
O seminário contará ainda com palestras sobre genética e esporte e sobre a legislação esportiva e a imprensa. O resultado das apresentações será apresentado em um documento base, que servirá de diretriz para as próximas discussões sobre o tema.
Fonte:
Ministério do Esporte
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