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Esporte

Copa de 1982 - Espanha

História

Para essa edição da Copa, o clima era otimismo. Após as quatro vitórias nos quatro jogos das Eliminatórias, o Brasil era tido como um dos favoritos ao título
por Portal Brasil publicado: 22/04/2010 14h01 última modificação: 28/07/2014 16h58
Exibir carrossel de imagens A seleção brasileira, comandada por Telê Santana, dá um show em campo, mas não conquista o primeiro lugar na copa de 1982.

A seleção brasileira, comandada por Telê Santana, dá um show em campo, mas não conquista o primeiro lugar na copa de 1982.

A grande novidade na Copa da Espanha foi o aumento no número de equipes participantes, de 16 para 24. Seis “principiantes” ingressaram na competição: Argélia, Camarões, El Salvador, Honduras, Kuwait e Nova Zelândia. A Argélia derrotou a Alemanha em seu jogo de abertura e Camarões quase se classificou para a segunda fase, mas perdeu para os italianos no saldo de gols. El Salvador não foi tão feliz: sofreu o maior número de gols na história das Copas, perdendo por 10 a 1 para a Hungria.

A campeã Argentina apostava suas fichas no jovem talento Maradona, mas o gênio irascível do craque pôs tudo a perder no jogo contra o Brasil, quando foi expulso após uma entrada violenta em Batista e seu time perdeu o controle e o jogo por 3 a 1.
A seleção brasileira que disputou a Copa de 1982, comandada por Telê Santana, se tornou célebre por contar com craques como Zico, Falcão, Sócrates, Júnior e Éder. Mas o time que encantou o mundo foi derrotado pela Itália nas quartas-de-final, por 3 a 2, ficando apenas com a quinta colocação.

Na partida final, a Azzura conquistou o terceiro título mundial ao vencer a Alemanha por 3 a 1 e se igualou ao Brasil em conquistas de títulos mundiais.

O Brasil

Para essa edição da Copa, o clima era de total otimismo. Após as quatro vitórias nos quatro jogos das Eliminatórias, o Brasil era tido como um dos favoritos ao título, apresentando um futebol técnico e ofensivo.
Na primeira fase, o Brasil foi, junto com a Inglaterra, a única seleção a vencer os três confrontos (2 a 1 na URSS, 4 a 1 na Escócia e 4 a 0 na Nova Zelândia).

Na segunda fase, os brasileiros superaram a Argentina por 3 a 1 e caminhavam como favoritos para a partida diante da Itália.
Contudo, em um jogo dramático, após dois empates brasileiros, Paulo Rossi marcou pela terceira vez na mesma partida e garantiu a vitória e classificação da Itália por 3 a 2. O episódio ficou conhecido como “Tragédia do Sarriá”, em referência ao estádio do Espanyol, em Barcelona, demolido em 1998.

Números

Duração: 26 dias
Países: 24
Jogos: 52
Prorrogações: 1
Decisões por pênaltis: 1
Cidades-sede: 14

Gols

Pró: 146
Contra: 1
Média: 2,80
Jogadores que marcaram: 101
Melhor ataque: 15 gols (Brasil)
Piores ataques: 1 gol (Camarões e El Salvador)
Melhor defesa: 1 gol (Inglaterra e Camarões)
Pior defesa: 13 gols (El Salvador)

Público

Total: 1.856.200 pessoas
Média: 33.967 por jogo
Estádios: 17
Maior: 95 mil (Argentina x Bélgica)
Menor: 10 mil (Peru x Camarões)

Arbitragem

Número de árbitros: 41
Países com árbitro na Copa: 41
Cartões amarelos: 98
Cartões vermelhos: 5

Número de eventos

Arrecadação dos organizadores com ações de marketing: 6 milhões de francos suíços
Dinheiro pago pelo direito de transmissão dos jogos para a Europa: 10,9 milhões de francos suíços
Audiência acumulada nos jogos pela TV: 10 bilhões de pessoas (em todo o mundo)
Multa aplicada ao príncipe do Kuwait, Fahad Al Sabah, que invadiu o campo: US$ 11 mil

Escalação Brasil

Técnico: Telê Santana.

Nome Posição Clube
Valdir Peres Goleiro São Paulo
Luizinho Zagueiro Atlético-MG
Toninho Cerezo Volante Atlético-MG
Oscar Zagueiro São Paulo
Sócrates Meia Corinthians
Falcão Volante Roma – ITA
Júnior Lateral esquerdo Flamengo
Leandro Lateral direito Flamengo
Éder Atacante Atlético-MG
Zico Meia Flamengo
Serginho Atacante São Paulo
Batista Meia Grêmio
Dirceu Meia Atlético de Madri – ESP
Edinho Zagueiro Fluminense
Edevaldo Lateral direito Internacional
Juninho Zagueiro Ponte Preta
Roberto Dinamite Atacante Vasco
Paulo Isidoro Meia Grêmio
Pedrinho Lateral esquerdo Vasco
Renato Meia São Paulo
Carlos Goleiro Ponte Preta
Paulo Sérgio Goleiro Botafogo

Números do Brasil

Jogos disputados: 5
Gols marcados: 15
Gols sofridos: 6
Cartões amarelos: 2
Cartões vermelhos: 0
Tempo de espera entre fases: 9 dias

Campanha Brasil

14/6 – 1ª fase: Brasil 2x1 URSS
18/6 – 1ª fase: Brasil 4x1 Escócia
23/6 – 1ª fase: Brasil 4x0 Nova Zelândia
2/7 – 2ª fase: Argentina 1x3 Brasil
5/7 – 2ª fase: Itália 3x2 Brasil

Ficha técnica da final

11/7, Estádio Santiago Bernabeu, em Madri
Itália 3x1 Alemanha
Itália
Zoff; Collovati, Gentile, Scirea, Cabrini; Bergomi, Oriali, Tardelli; Conti, Graziani (Altobeli)(Causio), Paolo Rossi.
Técnico: Enzo Bearzot.
Alemanha Ocidental
Schumacher; Briegel, Kaltz, Karl Forster, Bernd Forster; Stielike, Dremmler (Hrubesch), Breitner; Littbarski, Fischer, Rummenigge (Hansi Müller).
Técnico: Jupp Derwall.
Árbitro: Arnaldo César Coelho (BRA)
Auxiliares: Abraham Klein (ISR) e Vojtech Christov (TCH)
Cartões Amarelos: Conti e Oriali (ITA); Dremmler, Stielike e Littbarski (ALE)
Público: 90 mil
Gols: Paolo Rossi (ITA), aos 12, Tardelli (ITA), aos 24, Altobelli (ITA), aos 36 e Breitner (ALE), aos 38 minutos do 2º tempo.

 

Fonte:
Ministério do Esporte

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