Você está aqui: Página Inicial > Esporte > 2012 > 08 > Atletas paralímpicos brasileiros embarcam para a Inglaterra

Esporte

Atletas paralímpicos brasileiros embarcam para a Inglaterra

por Portal Brasil publicado: 13/08/2012 16h02 última modificação: 28/07/2014 16h59
EBC Atletas paralímpicos do Brasil viajam nesta segunda-feira (13) para a Inglaterra

Atletas paralímpicos do Brasil viajam nesta segunda-feira (13) para a Inglaterra

Pela primeira vez, equipe brasileira fará aclimatação antes das Paralimpíadas que irão acontecer de 29 de agosto a 7 de setembro

 

A delegação dos atletas paralímpicos brasileiros embarca nesta segunda-feira (13) para a Inglaterra, onde disputarão os Jogos Paralímpicos. A delegação se hospedará na cidade de Manchester, que fica no noroeste do país. Os competidores vão participar de um processo de aclimatização antes das competições, ou seja, eles farão, pela primeira vez, um trabalho de adaptação no país sede com toda a equipe antes dos Jogos Paralímpicos.

De acordo com o subchefe da missão, Jonas Freire, a aclimatação é importante, pois os atletas terão chance de se adaptar ao novo clima, à mudança de fuso horário e poderão evitar o jet lag – desconforto causado pela diferença de fuso horário. A estrutura em Manchester, segundo Freire, está montada há 15 dias e inclui, entre outros cuidados, a alimentação dos atletas.

“Como o nosso costume é diferente do inglês, a gente resolveu levar alguns cozinheiros nossos, um chefe de cozinha e uma nutricionista, para que [os atletas] possam fazer uma alimentação bem parecida com o que o brasileiro está acostumado”, conta.

Entre os atletas está a judoca Daniele Bernardes Milan, da categoria até 63 quilos. A atleta, que tem deficiência visual, conquistou ouro no Campeonato Mundial de Cegos da Associação Internacional de Esportes para Cegos (Ibsa, a sigla em inglês) em abril do ano passado e espera repetir o feito nas Paralimpíadas de Londres. “Estou indo lá para isso, minha meta é essa”, disse.  

Letícia Oliveira Freitas, de 18 anos, soube somente em junho deste ano que estaria nas Paralimpíadas de Londres. A nadadora, que também tem deficiência visual, conta que ficou surpresa com a convocação. “O meu objetivo principal era participar das Paralimpíadas de 2016, quando vi meu nome lá não acreditei”, disse. A maior especialidade de Letícia é o nado borboleta, modalidade que não faz parte dos Jogos de Londres. Por isso, ela precisou modificar seu treinamento para disputar, individualmente, os 50 metros livres, 100 metros livres e  200 metros medley.

No atletismo, André Luiz de Oliveira, de 39 anos, praticamente não tem qualquer movimento na perna esquerda. Destaque do salto em distância, o atleta já conquistou o bronze no Parapan do Rio (2007). André também já foi medalha de prata no revezamento 4x100 metros em Pequim (2008), mas, este ano, será reserva na modalidade devido a mudanças feitas nas regras pelo Comitê Internacional.

“A seleção pode colocar três atletas com deficiência superior e um com inferior. Como na inferior o Alan Fonteles é mais rápido do que eu, ele vai correr. Com isso, o Brasil ficou mais forte, tem mais chance de conquistar o ouro”, explicou.

Nestas Paralimpíadas, o Brasil participa de 18 das 20 modalidades que integram os jogos. Participam, no total, 165 países com 4.200 atletas. Na última edição, em Pequim em 2008, foram quebrados 279 recordes mundiais e o Brasil conquistou o 9º lugar, com 47 medalhas no total – 16 de ouro, 14 de prata e 17 de bronze. A meta da delegação é ficar, no mínimo, entre os sete primeiros no quadro geral de medalhas.

Leia mais:

Brasil e Reino Unido ampliam parceria para organização de eventos esportivos e preparação de atletas

Medalhistas participam de videoconferência

Convênios possibilitam experiências internacionais para jovens atletas do Brasil

Brasil conquista centésima medalha em Jogos Olímpicos

 

Fonte:
Agência Brasil

 

 

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Tocha olímpica visita a Rota do Descobrimento na Bahia
Chama começou o dia na Rota do Descobrimento em ‎Eunápolis, passou por Itapetinga, a Cidade do Boi Gordo, e encerrou o dia em Vitória da Conquista
Ministro do Esporte visita instalações do Parque Olímpico da Barra da Tijuca
Leonardo Picciani visitou as instalações do Parque Olímpico da Barra da Tijuca, que já tem 88% das obras concluídas
Caio Sena conta como se prepara para Olimpíadas no Brasil
Conheça a história de Caio Sena. Aos 24 anos, o atleta de marcha atlética qualificado para as Olimpíadas Rio 2016, vive o sonho de disputar os jogos no Brasil.
Chama começou o dia na Rota do Descobrimento em ‎Eunápolis, passou por Itapetinga, a Cidade do Boi Gordo, e encerrou o dia em Vitória da Conquista
Tocha olímpica visita a Rota do Descobrimento na Bahia
Leonardo Picciani visitou as instalações do Parque Olímpico da Barra da Tijuca, que já tem 88% das obras concluídas
Ministro do Esporte visita instalações do Parque Olímpico da Barra da Tijuca
Conheça a história de Caio Sena. Aos 24 anos, o atleta de marcha atlética qualificado para as Olimpíadas Rio 2016, vive o sonho de disputar os jogos no Brasil.
Caio Sena conta como se prepara para Olimpíadas no Brasil

Últimas imagens

Funcionários participam da operação de acessibilidade para preparar o Aeroporto de Guarulhos para os Jogos Rio 2016
Funcionários participam da operação de acessibilidade para preparar o Aeroporto de Guarulhos para os Jogos Rio 2016
Divulgação/Brasil 2016
Atletas brasileiros farão aclimatação antes dos Jogos no Centro de Treinamento de São Paulo
Atletas brasileiros farão aclimatação antes dos Jogos no Centro de Treinamento de São Paulo
Foto: Roberto Castro/ME
Pira olímpica acesa após o revezamento em Aracaju. Chama segue neste domingo para Alagoas
Pira olímpica acesa após o revezamento em Aracaju. Chama segue neste domingo para Alagoas
Foto: Francisco Medeiros/Brasil 2016
Popole Misenga e Yolande Mabika fugiram de conflitos na República Democrática do Congo em 2013 e tentam reconstruir a vida no Brasil
Popole Misenga e Yolande Mabika fugiram de conflitos na República Democrática do Congo em 2013 e tentam reconstruir a vida no Brasil
Divulgação/Brasil 2016

Governo digital