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Martine Grael se diz surpresa com vice-campeonato mundial em Vela

Vela

Vice-campeã da classe 49er.FX aos 22 anos, a filha de Torben Grael faz planos para voltar a brilhar em 2014
por Portal Brasil publicado: 26/11/2013 18h22 última modificação: 30/07/2014 00h15
Fred Hoffmann Martine Grael (à direita) e Kahena Kunze: vice-campeãs mundiais da classe 49er.FX

Martine Grael (à direita) e Kahena Kunze: vice-campeãs mundiais da classe 49er.FX

Sucesso na vela é quase um pleonasmo quando entra em cena o sobrenome Grael. E mais uma prova disso foi o resultado conquistado na classe 49er.FX em setembro, durante o Campeonato Mundial de Marselha, na França, pela dupla formada por Martine Grael e sua proeira, Kahena Kunze.

As duas sagraram-se vice-campeãs mundiais e o resultado adicionou mais uma conquista à extensa lista da família Grael. Nascida em Niterói, filha de Torben Grael — bicampeão olímpico, dono de outras três medalhas nos Jogos e considerado um dos maiores velejadores da história — e sobrinha de Lars Grael — que tem no currículo duas medalhas olímpicas, entre outros diversos resultados de destaque na vela —, Martine, entretanto, foi sincera ao afirmar que o resultado obtido na França foi uma surpresa.

“Nosso objetivo era muito menor: queríamos ficar entre as cinco primeiras duplas, mas, se chegássemos entre as dez também não ficaríamos tristes. A medalha de prata, então, deu uma sensação muito boa. De quase euforia!”, comemora a velejadora.

A classe 49er.FX é uma das novidades para os Jogos Olímpicos do Rio 2016. Pensando nisso, Martine desfez a parceria com medalhista olímpica Isabel Swan (Bronze em Pequim-2008), com quem competia na classe 470. “Eu já tinha velejado com a Kahena em 2009 (antes de formar dupla com Isabel) e decidimos fazer um teste. Gostei de velejar na nova classe com ela e decidimos correr atrás do nosso objetivo, que são os Jogos Olímpicos”, explica a timoneira Martine que, assim como sua proeira, tem 22 anos.

A dupla começou a treinar em setembro de 2012, ainda sem acompanhamento técnico. “Deu tudo certo dentro do que podia dar, que era começar bem, pelo topo”, destaca a velejadora. “No começo do ano, seguimos para Miami, onde foi disputada a segunda etapa da Copa do Mundo. Lá, tivemos o primeiro contato com outras velejadoras da classe. E ganhamos! A partir daí, nossa confiança aumentou”, recorda.

Em junho, as brasileiras passaram a treinar com o técnico Javier Torres, já visando o Campeonato Europeu, em Aarhus, na Dinamarca. Lá, conquistaram outra grande resultado: foram vice-campeãs. Então, o espanhol veio para o Brasil para preparar a dupla para o principal desafio do ano: o Campeonato Mundial. “Começamos meio às cegas, porque a gente não tinha ideia quanto às outras meninas da classe. Mas foi tudo dando certo. E, no Mundial, fomos vice-campeãs, bem mais do que a gente esperava para o nosso primeiro Mundial.”

A classe 49er.FX, na definição de Martine, é muito dinâmica. “É uma classe mais exigente, física e tecnicamente, mas é bem divertida”, explica.

Até o fim do ano, Martine e a paulista Kahena seguem vivendo uma rotina de treinos fortes. “Estamos na base para a próxima temporada, com treinos intensivos, com trabalho físico e também de manobras. Para 2014, nosso principal objetivo será novamente o Campeonato Mundial (em Santander, na Espanha). Mas teremos também o evento-teste para os Jogos Olímpicos, aqui na baía da Guanabara”, revela.

Fonte:
Brasil 2016 

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