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Remo tem mais de um século de tradição nas águas do Rio

Olimpíadas

Conheça o cenário internacional do esporte, a rivalidade entre os clubes do Rio e a expectativa para os Jogos Paralímpicos
por Portal Brasil publicado: 17/12/2013 18h24 última modificação: 30/07/2014 00h12
Centro de Memória do CR Vasco da Gama Regatas movimentavam a Lagoa Rodrigo de Freitas na década de 50

Regatas movimentavam a Lagoa Rodrigo de Freitas na década de 50

Esporte com tradição secular nos Jogos Olímpicos e uma história recente no universo Paralímpico, o remo é tema da série de reportagens especiais do site rio2016.com no mês de dezembro. O esporte, que terá como palco, nos Jogos Rio 2016, a Lagoa Rodrigo de Freitas, um dos mais belos cartões postais da cidade, promete um grande espetáculo em águas cariocas.

Meio de transporte desde a antiguidade no Egito, Grécia e Itália, o remo só começou a aparecer como esporte no final do Século XVII e início do XVIII, na Inglaterra. A primeira disputa oficial foi a famosa corrida entre as universidades de Oxford e Cambridge, em 1829, realizada até hoje no Rio Tâmisa. A estreia do esporte nos Jogos Olímpicos aconteceu na edição de Paris, em 1900, apenas para homens. As mulheres começaram a competir nos Jogos de 1976, em Montreal, no Canadá. E, agora, o Rio de Janeiro se prepara para protagonizar mais um capítulo desta história.

Das regatas no século XIX à rivalidade entre os clubes cariocas

A rivalidade entre os grandes clubes do Rio de Janeiro, que tem seu ápice em acirradas partidas de futebol no estádio do Maracanã, surgiu nas águas. No fim do século XIX, a Lagoa Rodrigo de Freitas foi palco de memoráveis regatas protagonizadas por Botafogo, Flamengo e Vasco da Gama, populares clubes cariocas que levam a modalidade em seus nomes. Naquela época, o remo era o esporte mais popular na cidade.

A história centenária dos clubes teve origem nas regatas, com a formação de grupos para a prática do esporte. Até hoje, os clubes devem manter, por obrigação estatutária, equipes de competição no remo, comprovando a vocação da cidade para a prática do esporte.

Atletas das três equipes ocupam mais da metade das vagas da seleção brasileira, incluindo nomes de destaque da modalidade, como a campeã mundial Fabiana Beltrame e o medalhista pan-americano João Hildebrando, do Flamengo, e o vice-campeão mundial Sub-23 Ailson Eraclito da Silva e o medalhista pan-americano Anderson Nocetti, do Botafogo.

Representante do Brasil nas últimas quatro edições Olímpicas, o catarinense Nocetti, de 39 anos, está vivendo de perto esta realidade há três temporadas. O atleta do Botafogo destaca a história e o envolvimento do clube nas regatas.

“Está sendo uma experiência muito legal fazer parte dessa história e defender um clube com uma tradição tão grande no remo. Ainda não tinha vivido isso na minha carreira e percebo um envolvimento muito grande do clube com a modalidade. As regatas que reúnem Botafogo, Flamengo e Vasco têm sempre muita rivalidade, como no futebol, e os presidentes dos clubes costumam comparecer, tamanha é a importância”, conta.

A tradição dos clubes cariocas no remo repercute até no exterior, entre os principais nomes da modalidade no mundo. Em visita ao Rio de Janeiro no mês de março, o britânico Steve Redgrave, que ganhou cinco medalhas de ouro em cinco Jogos consecutivos entre 1984 e 2000, mostrou sua admiração a respeito da relação dos clubes com a modalidade.

“O remo já faz parte da cultura brasileira, como é possível ver na ligação entre os clubes de remo com outros esportes. O Flamengo é famoso no mundo todo, e tem as pás de remo na insígnia! Nenhum outro país possui pás de remo nas camisas de futebol. Isso é muito especial”, disse Redgrave.

Um dos incentivos para a tradição do remo na cidade é o cenário inspirador da Lagoa Rodrigo de Freitas, local onde diversas pessoas praticam a modalidade diariamente e que receberá as provas dos Jogos Olímpicos em 2016. O lindo visual do local é promessa de imagens inesquecíveis no maior evento esportivo do mundo.

A oportunidade de competir em um local tão especial e localizado na área central da cidade é vista como uma chance única para o esporte ganhar ainda mais popularidade no cenário Olímpico.

“É um cenário maravilhoso, impressionante. Nunca chegamos a competir no coração da cidade, mas aqui no Rio temos essa chance. Estaremos bem no meio de onde acontecem os Jogos, com a estátua do Cristo Redentor pairando sobre os remadores. Será muito, muito especial do ponto e vista do remador, e tenho certeza de que será especial para os espectadores também”, elogia a lenda britânica.

Confira a programação:

Quarta-feira (18)- Panorama internacional do esporte

Quinta-feira (19) - Rio 2016 é a terceira parada do remo Paralímpico

Fonte:
Comitê Rio 2016 

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