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Natal: sustentabilidade está presente em obras de estádio
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Presente na fase de planejamento e também durante a construção, a preocupação com a sustentabilidade na Arena das Dunas, em Natal, vai continuar após a inauguração do estádio. Desde a reutilização de resíduos das obras até a captação de água da chuva, são várias as medidas tomadas na área.
"Estamos no processo de requisição do certificado LEED, que também envolve a construção: 99% do material da demolição foi reutilizado na própria arena. Fazemos um processo de seleção dos materiais e temos convênio com catadores, o que dá a destinação final”, conta Charles Maia, diretor da Arena das Dunas.
O canteiro de obras da Arena das Dunas em Natal produziu mensalmente entre duas e quatro toneladas de resíduos. Por meio de um programa interno, todo o material reciclável foi separado e destinado para coleta. Para ampliar ainda mais essa ação de responsabilidade ambiental, o consórcio Arena Natal – responsável pela construção do estádio – firmou convênio com a Companhia de Serviços Urbanos de Natal (Urbana) e a Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis do Rio Grande do Norte (Coocamar). O objetivo é agregar um benefício social à ação de compromisso com o meio ambiente já realizada pela Arena Natal.
Todo o material reciclável (como vidros, plásticos, papel, papelão e madeira) recolhido e separado em coletores nas áreas internas da obra foi entregue aos cooperados, que fizeram triagem do material e, em seguida, o venderam para a indústria recicladora. A Urbana foi a responsável pelo transporte dos resíduos e a destinação correta.
Outros dois projetos sociais também foram implantados no estádio durante a construção. Um curso de inclusão digital para os funcionários ensinou os alunos a utilizar computadores e a Escola OAS garantiu a alfabetização de vários trabalhadores da Arena das Dunas.
Coleta de água
A cobertura da Arena das Dunas capta água para ser reutilizada. No meio da estrutura, há calhas que coletam a água e a levam para reservatórios abaixo da arquibancada inferior. A água é filtrada e reutilizada no gramado e nos sanitários. São nove reservatórios, com volume de 3 mil m³.
A cobertura do estádio é composta por 20 pétalas e concebida pelo arquiteto australiano Christopher Lee (que também assinou o projeto do Estádio Olímpico de Londres). A estrutura é composta de peças em treliças metálicas de aço, cobertas externamente com telha zipada em alumínio com tratamento térmico e acústico. Internamente, o revestimento é feito com membrana tensionada de PVC. Além das calhas para captação de água, há na estrutura claraboias translúcidas, que criam um interessante efeito de luz. O fechamento em policarbonato translúcido ajuda a melhorar a ventilação e a iluminação.
“A concepção da cobertura é desnivelada. Não é como normalmente é feito, com anéis fechados, centralizados. O estádio tem a cobertura de um lado mais alta, o que facilita para aumentar a ventilação, que vem do lado leste para o lado oeste. O projeto foi feito e inspirado nas dunas de Natal. Então, simula a movimentação e a forma das dunas”, disse Charles Maia.
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