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Torcida brasileira impressiona estrelas do rúgbi da Nova Zelândia

Circuito Mundial

Após disputa de torneio internacional em São Paulo, parte da equipe líder do ranking mundial visitou o Rio de Janeiro
por Portal Brasil publicado: 27/02/2014 11h39 última modificação: 30/07/2014 02h41
Divulgação  Huriana Manuel, capitã da seleção feminina da Nova Zelândia de rugby

Huriana Manuel, capitã da seleção feminina da Nova Zelândia de rugby

Após 90 anos fora do programa Olímpico, o rugby sentiu, no último fim de semana, o clima que vivenciará nos Jogos Rio 2016. A terceira etapa do Circuito Mundial (IRB Women Sevens World Series) foi realizada em São Paulo e colocou o Brasil na rota dos grandes eventos de rugby no mundo. Capitã da seleção da Nova Zelândia, que ficou em segundo lugar no torneio e divide com as australianas a liderança do ranking mundial, Huriana Manuel ficou surpresa com a presença e a animação da torcida brasileira. Mesmo sob o forte calor, cerca de duas mil pessoas acompanharam as partidas na capital paulista.

“Foi a primeira vez que jogamos no Brasil, e a torcida realmente nos impressionou. Eles ficavam bem perto do campo e estavam muito empolgados, cantando o tempo todo. Nunca tínhamos jogado com uma torcida tão barulhenta. Ficamos um pouco frustradas por termos perdido na final, mas o carinho dos torcedores nos ajudou a passar por esse momento rapidamente. O Brasil tem os melhores torcedores do mundo. Estamos ansiosas para voltar em 2016 e vê-los novamente”, comentou a atleta, que é filha de Liza Mihinui, ex-jogadora da seleção neozelandesa.

Ao final do torneio, Huriana, as companheiras de time Sarah Goss e Tyla Nathan-Wong e o técnico Sean Horan foram para o Rio de Janeiro, onde participaram de uma atividade na Praia de Copacabana com crianças da escola municipal Guimarães Rosa, que conta com aulas do esporte, e visitaram a sede do Comitê Rio 2016, onde assistiram a uma apresentação sobre os Jogos.

“Estamos apaixonados pelo Rio. A cidade é realmente linda. Conseguimos visitar a Praia de Copacabana e o Cristo Redentor e ficamos encantados. Na visita ao Comitê, conhecemos os projetos da Vila Olímpica e da Arena de Rugby e gostamos muito. Estamos nos sentindo mais próximas dos Jogos”, comenta Tyla, que integra a seleção, conhecida como “All Blacks”, desde 2012.

A versão completa do rugby, com 15 atletas em cada equipe, integrou o programa Olímpico entre 1900 e 1924. No Rio 2016, será a primeira vez do rugby sevens, que conta com sete jogadores. Na primeira participação do novo formato, a principal meta dos atletas é aproveitar a oportunidade para popularizar e fortalecer a disciplina ao redor do mundo.

“A volta aos Jogos Olímpicos será muito positiva para o rugby. Todo esporte que leva o selo Olímpico ganha mais visibilidade e atrai mais pessoas. Será uma oportunidade única de mostrarmos nosso esporte ao mundo e, mais diretamente, a um País como o Brasil. Jogamos rugby na praia com crianças e foi incrível”, explica Sarah.

Nos Jogos Rio 2016, a competição será na Arena de Rugby, em Deodoro. Doze equipes masculinas e doze seleções femininas disputarão as medalhas. O Brasil, como País-sede, é o único que já tem vaga garantida.

Fonte:
Rio 2016

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