Você está aqui: Página Inicial > Esporte > 2014 > 03 > Brasil é ouro no rúgbi feminino nos Jogos Sul-Americanos

Esporte

Brasil é ouro no rúgbi feminino nos Jogos Sul-Americanos

Torneio

Time comandado pelo neozeolandês Chris Neill venceu a Argentina por 40 x 0 na final e confirmou a supremacia na América do Sul
por Portal Brasil publicado: 10/03/2014 11h49 última modificação: 30/07/2014 02h41
Divulgação Equipe feminina somou o sétimo triunfo na competição e encerrou a participação de forma invicta

Equipe feminina somou o sétimo triunfo na competição e encerrou a participação de forma invicta

Neste domingo (9), em Santiago, no Chile, durante a disputa da final feminina nos Jogos Sul-Americanos, o time comandado pelo neozeolandês Chris Neill confirmou a supremacia na América do Sul com uma vitória indiscutível sobre a Argentina. Por 40 x 0, as meninas do Brasil somaram o sétimo triunfo na competição e, assim, encerraram a participação de forma invicta.

O ouro, aliás, é mais um na grande coleção que esse time acumula no continente. Foram nove vitórias seguidas em Campeonatos Sul-Americanos (com disputas apenas de rúgbi) e, agora, um título em Jogos Sul-Americanos.

Acostumadas a brilhar na América do Sul, as meninas da Seleção Brasileira não esconderam que esse ouro teve um gostinho mais especial do que os outros. E não podia ser diferente. Primeiro, a experiência dos Jogos Sul-Americanos foi inédita e, em Santiago, as fez entender o que as espera no Rio, em 2016, já que o Brasil tem vaga garantida nos Jogos Olímpicos do Brasil tanto com o time masculino quanto com o feminino. Mais do que isso, com a medalha dourada no Chile as meninas carimbaram o passaporte para os Jogos Pan-Americanos de Toronto, em 2015.

Aos 29 anos, a paulista Paula Ishibashi atuou em todas as 10 conquistas do Brasil. Há 14 anos no rúgbi, ela não esconde que o que viveu nos Jogos Sul-Americanos foi muito especial. "Já deu para sentir o gostinho do que vai ser no Rio, em 2016", diz, sorrindo. "Esse contato no hotel com o pessoal da ginástica, do vôlei de praia, da natação, entre outros, foi demais. Fez a gente se encher ainda mais de energia. Só dá para imaginar como vai ser nos Jogos Olímpicos, com a Vila Olímpica e os atletas de todo o mundo..."

Destaque na final contra a Argentina e autora dos quatro primeiros trys do Brasil (pontuação máxima no rúgbi, o equivalente ao touchdown no futebol americano) na partida, a catarinense Júlia Albino Sarda, 31 anos, desde 2004 na Seleção Brasileira, foi mais longe. "Aqui a gente se sentiu parte de um esporte olímpico pela primeira vez", declarou, referindo-se ao fato de que, no Rio 2016 a modalidade retornará à programação dos Jogos depois de ter se mantido afastada da competição desde a edição de 1924, em Paris.

"A gente viu o quanto o Comitê Olímpico Brasileiro trabalha e agora vem o Pan de Toronto e, depois, o passo principal, que é são os Jogos do Rio 2016."

Profissionalismo
Para o técnico Chris Neill, o potencial da Seleção Brasileira feminina, nona colocada no ranking mundial, é muito grande. E com o crescimento dos investimentos, as chances são boas de que o Brasil possa surpreender no Rio, em 2016.

Hoje, por conta força de um convênio firmado entre o Ministério do Esporte e Confederação Brasileira de Rugby, 14 jogadoras vivem em São Paulo em um regime voltado exclusivamente para a Seleção Brasileira. "Agora temos um trabalho centralizado, com treinos diários e dedicação exclusiva", explicou Paula Ishibashi. "Com isso, conseguimos um ganho muito forte na performance. Ficou um esquema profissional e tem que ser assim, porque os Jogos Olímpicos estão cada vez mais perto. É tudo o que a gente sempre sonhou", comemora.

Com isso, o sentimento entre as meninas da Seleção Brasileira feminina não poderia ser melhor. Com a missão cumprida em Santiago, a vaga para os Jogos Pan-Americanos de Toronto-2015 garantida e a certeza de que defenderão o Brasil no Rio, em 2016, elas sonham, agora, em tornar o rúgbi um esporte mais conhecido no País. "Acredito que vamos mostrar para o Brasil o que é o rúgbi em 2016 e ao mesmo tempo mostrar para o mundo que o Brasil tem rúgbi de qualidade", aposta Júlia Sarda.

Fonte:
Ministério do Esporte

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Tocha olímpica visita a Rota do Descobrimento na Bahia
Chama começou o dia na Rota do Descobrimento em ‎Eunápolis, passou por Itapetinga, a Cidade do Boi Gordo, e encerrou o dia em Vitória da Conquista
Ministro do Esporte visita instalações do Parque Olímpico da Barra da Tijuca
Leonardo Picciani visitou as instalações do Parque Olímpico da Barra da Tijuca, que já tem 88% das obras concluídas
Caio Sena conta como se prepara para Olimpíadas no Brasil
Conheça a história de Caio Sena. Aos 24 anos, o atleta de marcha atlética qualificado para as Olimpíadas Rio 2016, vive o sonho de disputar os jogos no Brasil.
Chama começou o dia na Rota do Descobrimento em ‎Eunápolis, passou por Itapetinga, a Cidade do Boi Gordo, e encerrou o dia em Vitória da Conquista
Tocha olímpica visita a Rota do Descobrimento na Bahia
Leonardo Picciani visitou as instalações do Parque Olímpico da Barra da Tijuca, que já tem 88% das obras concluídas
Ministro do Esporte visita instalações do Parque Olímpico da Barra da Tijuca
Conheça a história de Caio Sena. Aos 24 anos, o atleta de marcha atlética qualificado para as Olimpíadas Rio 2016, vive o sonho de disputar os jogos no Brasil.
Caio Sena conta como se prepara para Olimpíadas no Brasil

Últimas imagens

Atletas brasileiros farão aclimatação antes dos Jogos no Centro de Treinamento de São Paulo
Atletas brasileiros farão aclimatação antes dos Jogos no Centro de Treinamento de São Paulo
Foto: Roberto Castro/ME
Pira olímpica acesa após o revezamento em Aracaju. Chama segue neste domingo para Alagoas
Pira olímpica acesa após o revezamento em Aracaju. Chama segue neste domingo para Alagoas
Foto: Francisco Medeiros/Brasil 2016
Popole Misenga e Yolande Mabika fugiram de conflitos na República Democrática do Congo em 2013 e tentam reconstruir a vida no Brasil
Popole Misenga e Yolande Mabika fugiram de conflitos na República Democrática do Congo em 2013 e tentam reconstruir a vida no Brasil
Divulgação/Brasil 2016
Centro Aquático de Deodoro é sede de treinos e competições nacionais e internacionais
Centro Aquático de Deodoro é sede de treinos e competições nacionais e internacionais
Divulgação/Ministério da Educação

Governo digital