Esporte
Brasil massacra o Chile no basquete em cadeira de rodas: 86 x 20
Santiago 2014
Diante dos chilenos, o Brasil se impôs desde o começo, aproveitando a força dos jogadores perto da cesta
Com mais um massacre, a seleção brasileira de basquete de rodas voltou a vencer nos Jogos Para-Sul-Americanos e de quebra assegurou sua vaga nos Jogos Para-Pan-Americanos de Toronto 2015. Depois de passar por Colômbia (71 x 70) e Uruguai (109 x 23), o adversário da terceira rodada foi o Chile. Os anfitriões acabaram derrotados por 86 x 20 pela seleção brasileira, líder da competição.
“Foi uma boa partida para a gente, impusemos nosso jogo e conseguimos uma boa diferença no placar”, comemorou Junior da Silva, cestinha da seleção brasileira com 18 pontos. “Conseguimos nosso objetivo, que era a classificação para Toronto, mas seguimos em busca da medalha de ouro”, acrescentou.
Diante dos chilenos, o Brasil se impôs desde o começo, aproveitando a força dos jogadores perto da cesta. O domínio foi tamanho, que o Chile só marcou dois pontos em todo o segundo quarto da partida.
A seleção voltou à quadra nesta sexta-feira (28), às 12h, para enfrentar a Venezuela. No sábado (29), o adversário será a Argentina, às 14h30. A final do basquete em cadeira de rodas nos Jogos Para-Sul-Americanos está marcada para o domingo (30.03), às 13h30.
Tênis em cadeira de rodas: retorno ao cenário internacional
Os Jogos Para-Sul-Americanos também estão servindo como uma importante etapa para a difusão do tênis em cadeira de rodas no Brasil. Pela primeira vez desde 1999, o País conta com representantes da classe Quad em uma competição internacional. É o caso do brasiliense Dave Raposo, que completa 36 anos nesta sexta-feira (28) e do catarinense Ymanitu Geon, 31.
Esta é a primeira edição da competição sul-americana multidisciplinar em âmbito paralímpico. Oito países, incluindo o Brasil, disputam sete modalidades até o domingo: atletismo, basquete em cadeira de rodas, bocha, halterofilismo, natação, tênis de mesa e tênis em cadeira de rodas. A delegação verde-amarela conta com 81 atletas.
“O Brasil possui uma boa quantidade de tetraplégicos competindo no tênis de mesa, natação, bocha e rúgbi em cadeira de rodas. A ideia é que a classe dos Quad possa crescer no país também, e isso passa por nossa participação aqui no Para-Sul-Americano de Santiago”, contou o coordenador do tênis em cadeira de rodas na Confederação Brasileira de Tênis (CBT), Wanderson Cavalcante.
Quad é a classe do tênis em cadeira rodas voltada para atletas com deficiência em três ou quatro membros, majoritariamente praticada pelos tetraplégicos – o nome vem da expressão em inglês quadriplegic (tetraplégico). Nas Américas, apenas Canadá e Estados Unidos possuem atletas competindo com frequência no circuito internacional. Por este motivo, o Quad não faz parte do programa dos Jogos Parapan-Americanos. Mas estará nos Jogos Paraolímpicos do Rio-2016.
No Para-Sul-Americano de Santiago, sete tenistas disputam a medalha de ouro, dos quais, dois são brasileiros. Dave e Ymanitu correspondem a 50% dos atletas do país classificados para disputar torneios de Quad, e, por isso, estão no Chile. A última vez que um brasileiro disputou uma competição internacional nesta classe foi no Mundial de 1999, nos Estados Unidos.
“É importante representar o Brasil neste Sul-Americano para estimular outros tetraplégicos a iniciar no esporte e se dedicar, como estou fazendo. Agradeço ao Wanderson pela oportunidade de representar meu país e adquirir ainda mais conhecimento para continuar competindo”, comentou Dave, que ficou tetraplégico após chocar-se com um ônibus enquanto treinava ciclismo em uma das pistas mais movimentadas de Taguatinga, no Distrito Federal.
O tênis de cadeira de rodas brasileiro conta com mais quatro atletas nos Jogos Para-Sul-Americanos: Carlos Jordan dos Santos, Natalia Mayara, Rejane Cândida e Daniel Rodrigues, que venceu na estreia da chave de simples o peruano Joel Myhua, por 2 a 0.
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