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Seleções feminina e de base são promessas para pós-Copa e Rio 2016

Especial Copa de 2014

Categorias de base serão reunidas ao longo de 2014 por meio de convocações e eventos
por Portal Brasil publicado: 02/04/2014 17h11 última modificação: 30/07/2014 02h43

O que ser quando crescer? Jogador de futebol. A pergunta e a resposta são recorrentes entre os jovens e crianças de todo o Brasil. Esse é o sonho comum de muitos meninos e meninas, que desde cedo carregam a paixão pelo esporte mais popular do planeta. 

As categorias de base da seleção brasileira serão reunidas ao longo do ano de 2014 por meio de convocações e eventos voltados para o futebol de base nacional. O ex-jogador Alexandre Gallo é o coordenador das categorias de base da seleção. “Quando fui convidado pelo presidente José Maria Marin para assumir as categorias de base do Brasil, ele me pediu para trazer profissionalismo”, pontuou. 

No Brasil, os campeonatos de base com diferentes formatos e duração são vitrines para os novos talentos para a seleção brasileira de futebol. O modelo de idade nas competições é de Sub-17 e Sub-20. 

Seleção Sub-17 e Sub-20 

A Seleção Brasileira de Futebol Sub-17 e Sub-20 são seleções brasileiras de futebol formadas por jogadores com idade inferior a 17 anos, e 20 anos, respectivamente. Ao longo de um ano conhecendo e mapeando cada categoria (Sub-17 e Sub-20), Gallo pôde avaliar e definir pontos que precisavam de mudanças. Foi com base nessas observações que ele planejou, junto com a sua comissão técnica, o ano de 2014. 

Uma das medidas foi aumentar o número de convocações. “Conversando e trocando experiência com outras seleções, vimos que tínhamos um número baixo de convocações. Foi pensando em corrigir isso que aumentamos o número para 2014”, explicou Gallo. 

Trabalho de base 

Com um protocolo de convocações definido para cada categoria, Gallo espera aproximar cada vez mais o trabalho feito na base daquilo que é visto e desenvolvido na Seleção Principal. Atualmente, o número de integrantes nas delegações da Sub-20 e Sub-17 é idêntico ao do time principal, sem contar esquema tático, que também, é o mesmo aplicado pelo técnico Luiz  Felipe Scolari. Além disso, as comissões técnicas fazem um trabalho integrado, sempre trocando informações sobre jogadores que podem servir à seleção no futuro. 

“Hoje, um jogador com 17 anos já é profissional, por isso temos de tratá-lo como tal. Acredito que a função do trabalho na base é formar jogadores para servir à seleção principal. É importante que o atleta se acostume desde já com a estrutura que ele encontrará em cima. O Felipão e o Parreira me dão todo o respaldo e fico muito feliz com isso - definiu Gallo. 

Outra medida adotada pela CBF em 2013 foi a contratação de uma comissão técnica permanente para a base. Mauricio Copertino, auxiliar técnico, Eduardo Bahia, preparador de goleiro, Elliot Paes, preparador físico, Caio Zanardi, técnico da Sub-17 e Caçapa, técnico da Sub-15, se tornaram funcionários da entidade. Desta maneira, além de realizarem seus trabalhos específicos durante os períodos de concentração, eles têm a incumbência de monitorar e observar os atletas em suas áreas de atuação ao longo do ano. 

O ano de 2014 é um período sem competições oficiais para o futebol de base masculino. Portanto, Gallo espera aproveitar o longo período de trabalho para preparar as equipes para as disputas de 2015 (Sul-Americano Sub-17 e Sub-20, e os Mundiais Sub-17 e Sub-20). No ano que passou, as categorias de base da Seleção conquistaram quatro competições. Com a Sub-20, o Brasil levantou a taça no Torneio Internacional de Toulon, na França, e da Valais Cup, na Suiça. Já a Sub-17 ficou com o troféu na Copa 2 de Julho, disputada em Salvador. 

Mapeamento de jogadores 

Alexandre Gallo irá observar jogadores brasileiros que atuam na Europa e que ainda podem servir às equipes Sub-23, Sub-20 e Sub-17 do Brasil. Durante 12 dias, a equipe de coordenadores visitará cinco países na continente europeu. Além da Inglaterra, eles irão à Holanda, Alemanha, Portugal e Espanha. 

“É muito importante fazermos este contato. Vamos aos clubes, vamos conversar com os atletas. Alguns deles nunca vestiram camisas de equipes brasileiras, mas podem muito bem servir à Seleção. Queremos ter total conhecimento das categorias de base. São jogadores brasileiros e acreditamos que esse contato pode facilitar em possíveis convocações futuras”, comentou Alexandre Gallo. 

Desde que assumiram a função na CBF, Gallo e Mauricio têm mapeado os jogadores brasileiros que atuam fora do País e que têm idade para servir a alguma Seleção de Base do Brasil. Ao todo, só na Europa foram levantados mais de 30 atletas que jogam em times de ponta e que nasceram de 1993 em diante - idade limite para a Seleção Olímpica de 2016. 

Seleção feminina 

A seleção brasileira de futebol feminino é o grupo composto por atletas profissionais e semiprofissionais do País. São as representantes do Brasil nas competições internacionais. O Brasil conta com uma das atletas mais premiadas pela FIFA e eleita algumas vezes a melhor jogadora do mundo: Marta como a camisa 10. Liderada pela atacante, eleita por cinco vezes a melhor jogadora do mundo, a seleção brasileira de futebol feminino é um dos grandes times na América do Sul. 

O Ministério do Esporte tem trabalhado para a estruturação do futebol feminino no Brasil. O primeiro passo foi tomado pelo ministro Aldo Rebelo, em dezembro de 2011, quando empossou como coordenadora de Futebol Feminino a ex-jogadora da Seleção Brasileira, Michael Jackson. Em fevereiro de 2012, Aldo Rebelo criou um grupo de trabalho para discutir soluções e buscar melhorias para o futebol feminino. 

Desde então, o Ministério do Esporte possibilitou a realização de duas Copas Libertadores da América de Futebol Feminino no Brasil. A primeira, em 2012, foi realizada em Pernambuco. A segunda, após articulação da Secretaria de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor com a Confederação Sul-americana de Futebol (Conmebol), a competição voltou a ser disputada no País. A cidade de Foz do Iguaçu (PR) foi a sede desta última edição, que teve o São José (SP) como campeão. 

Outra grande conquista para a modalidade no País foi a realização, desde setembro de 2013, do Campeonato Brasileiro, que teve sua última edição em 2001. O torneio conta com o patrocínio da Caixa Econômica Federal e o apoio do Ministério do Esporte. Além disso, o ministério do Esporte também fortalece a formação de base da categoria e investe na realização de campeonatos escolares sub-17. 

Seleção em olimpíadas 

O Brasil, equipe mais vitoriosa da história do futebol em mundiais da FIFA, nunca conquistou a tão sonhada medalha de ouro em Olimpíadas, competição que disputa desde 1952, em Helsinque, na Finlândia. No entanto, o time verde-amarelo tem, em seu histórico, uma bela bagagem, que soma três medalhas de prata e duas de bronze.  

A primeira campanha de destaque do Brasil foi nos Jogos Olímpicos de 1984, em Los Angeles. Sob o comando do técnico Jair Picerni, a Seleção chegou à final da competição pela primeira vez.  O time canarinho era composto por: Gilmar Rinaldi, Ronaldo, Pinga, Mauro Galvão e André Luiz; Ademir, Dunga e Gilmar; Tonho, Kita e Silvinho. Apesar do bom elenco, a equipe canarinho foi derrotada por 2 a 0 para a França, em uma partida que até hoje possui o maior público da modalidade em Olimpíadas, com 101.799 pessoas. Antes de perder a decisão e conquistar a prata, o Brasil venceu a Alemanha Ocidental, Arábia Saudita, Marrocos, Canadá e Itália. 

Quatro anos depois, em Seul, o time verde-amarelo, comandado por Carlos Alberto Silva, apresentou um time recheado de referências do futebol, como Taffarel, Luiz Carlos Winck, Aloísio, André Cruz e Jorginho; Andrade, Milton e Neto; Careca, Romário e Bebeto.  Com esse esquadrão, a Seleção chegou mais uma vez à final, mas não conquistou o tão desejado ouro, devido uma derrota para a União Soviética. 

O Brasil passou por Nigéria, Austrália e Iugoslávia na primeira fase. Nas quartas de final, derrubou a rival Argentina. Para chegar à decisão, o time canarinho teve de enfrentar a Alemanha Ocidental. Depois de empate no tempo normal, Taffarel brilhou nos pênaltis e deu a classificação para o Brasil. Na finalíssima, diante dos soviéticos, a Seleção fez uma boa partida, mas acabou ficando com a prata. Nessa edição, o ainda jovem Romário foi o artilheiro da competição, com sete gols. 

As Olimpíadas de 1996, realizadas em Atlanta, foram as primeiras com a presença de três jogadores maiores de 23 anos. O Brasil, dirigido por Zagalo, era formado por grandes nomes da conquista da Copa do Mundo de 1994: Aldair, Bebeto e Ronaldo. 

A caminhada do Brasil começou com uma derrota para diante do Japão. Depois, o time canarinho venceu as partidas contra Hungria, Nigéria e Gana. Porém, na semifinal, essa mesma Nigéria teve um triunfo sobre a Seleção no gol de ouro. Na disputa pelo terceiro, o time verde-amarelo goleou Portugal por 5 a 0 e conquistou o seu primeiro bronze olímpico.  

Nos Jogos Olímpicos de 2008, em Pequim, na China, a Seleção Brasileira era comandada pelo técnico Dunga, medalhista de prata em 1984. O time foi escalado com craques como Ronaldinho Gaúcho, Hernanes, Diego, Alexandre Pato, Thiago Silva e Lucas Leiva. 

A Seleção venceu cinco partidas, perdeu apenas uma e terminou com o ataque mais positivo do torneio, com 14 gols. Entretanto, o único revés ocorreu nas semifinais, contra a Argentina, de Messi e Riquelme. Na disputa pelo bronze, o Brasil passou pela Bélgica e faturou a sua quarta medalha. 

Em 2012 veio a terceira medalha de prata.  Sob a batuta de Mano Menezes, Neymar, Ganso, Oscar, Pato e outros craques, o Brasil foi derrotado pela seleção mexicana na final, em Londres.   

 

Fontes: 

Portal Brasil 

Portal da Copa 

Ministério dos Esportes

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