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Hugo Calderano faz história no tênis de mesa

Evolução

Jovem de 17 anos está entre os 100 melhores do mundo, mas mantém os pés no chão quanto a competir nos Jogos de 2016
por Portal Brasil publicado: 09/04/2014 18h19 última modificação: 30/07/2014 02h44

Em um esporte completamente dominado pelos chineses, um jovem brasileiro desponta com traços de grandeza. O atleta em questão é Hugo Calderano, adolescente de, ainda, 17 anos, que começa a traçar um caminho que pode ser histórico para o tênis de mesa do País.

Hugo não pode dirigir e ainda se preocupa com a escola. Mas já aparece entre os 100 melhores jogadores do mundo. No último ranking mundial divulgado pela Federação Internacional de Tênis de Mesa (ITTF, em inglês), o brasileiro ocupava a 93ª posição, a melhor de sua carreira.

O segredo para resultados tão bons com tão pouca idade, além de talento, é só um: dedicação. “Eu treino de seis a sete horas por dia, faço fisioterapia quase que diariamente e vou à escola à noite. Não vou a baladas e saio pouco. Desde os 14 anos moro longe da minha família e só os vejo nos fins de semana. Mas essa foi a vida que eu escolhi, então, para mim isso é normal. Não considero um sacrifício. Adoro o que faço”, revela o mesatenista.

De 2013 para cá, a evolução de Hugo foi sentida principalmente pelos companheiros de equipe, os experientes Cazuo Matsumoto, Thiago Monteiro e Gustavo Tsuboi. Do trio, dois também aparecem entre os 100 primeiros do ranking mundial da ITTF. O melhor brasileiro é Tsuboi, atualmente o 69º.  Já Matsumoto é o 89º, quatro posições abaixo de Calderano. Mas tanto Tsuboi quanto Matsumoto já sofreram derrotas para o caçula da Seleção.

Em 2013, Hugo tornou-se o jogador mais jovem a vencer uma etapa do Circuito Mundial. Foi no Brasil Open, em Santos, torneio em que ele não só foi campeão como derrotou tanto Tsuboi como Matsumoto. Na última semana, ele aprontou novamente. Venceu o Campeonato Latino Americano — novamente o mais jovem a conquistar tal feito — passando de novo pelos companheiros de Seleção. Motivo para rivalidade? Não para Hugo.

“Isso é normal em esportes individuais. No tênis de mesa ninguém treina sozinho. Precisamos uns dos outros para evoluir no treinamento. E não podemos esquecer que também há a disputa por equipes. Então, dentro da competição também somos companheiros que buscam juntos um bom resultado”, opina Calderano.

Rio 2016
O sucesso recente e a evolução do jogo de Hugo Calderano já criam expectativa para a participação do jovem nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016. Ele mesmo não nega que pensa em disputar a principal competição esportiva do mundo, mas sabe que precisa manter os pés no chão.

“Estou treinando para estar na Seleção Brasileira em 2016. Preciso continuar o trabalho que já vem sendo feito desde o ano passado, com treinamento forte e participação em muitas competições internacionais”, receita Hugo, que a partir de agora vai focar sua participação nos torneios profissionais. “Esse ano devo participar somente de competições adultas. Com exceção dos Jogos Olímpicos da Juventude, na China, em agosto, e do Mundial juvenil, também na China, em novembro”, ressalta.

Outra motivação para Hugo Calderano competir no Rio, em 2016, é a oportunidade de jogar diante da torcida brasileira. “Para alguns atletas isso ajuda e para outros pode até atrapalhar porque aumenta a pressão. Eu gosto de jogar com torcida, então acho que será uma vantagem”, analisa o brasileiro.

O Brasil nunca conquistou uma medalha olímpica no tênis de mesa, mas as esperanças começam a surgir graças a um adolescente que gosta de ficar com a família, ir ao cinema com a namorada e que sempre se posiciona de maneira sóbria e consciente sobre a carreira. “Para pensar em medalha acho que deveremos estar pelo menos no top 50”, afirma, referindo-se a ele e aos demais atletas do Brasil que hoje treinam para representar o País nos Jogos do Rio 2016.

Fonte:
Brasil 2016

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