Esporte
Judocas embarcam para enfrentar grandes adversários no Pan-Americano
Judô
O Brasil embarca na madrugada desta quarta-feira (23) para a disputa do Campeonato Pan-Americano de Judô, que acontece no próximo fim de semana (de 25 a 27 de abril) em Guayaquil, no Equador.
No ano passado, o Brasil liderou a classificação geral com 16 medalhas, sendo oito de ouro, duas de prata e seis de bronze. Em 2014, uma análise do ranking mundial aponta um adversário tradicional e duas forças emergentes como principais concorrentes na disputa pela hegemonia continental.
Se forem considerados os três melhores atletas da Confederação Pan-Americana em cada uma das 14 categorias olímpicas, descartando os brasileiros, há 10 atletas da tradicional Cuba, 10 do Canadá e 10 dos Estados Unidos. Uma pequena mudança de eixo das forças na América.
“O ranking é um bom parâmetro, mas mostra algumas distorções já que os cubanos, por exemplo, priorizam algumas competições e viajam menos. Já canadenses e americanos não tem problemas quanto a isso. Logicamente, os atletas desses países evoluíram muito graças a essa rodagem internacional. Precisamos ter cuidado”, explica Ney Wilson.
As cubanas se colocam mais fortes no judô feminino. Dos dez atletas que aparecem na pesquisa, seis são mulheres. Nomes como Idalys Ortiz, primeira colocada entre as pesadas; Dayaris Mestre, sétima entre as ligeiras; e Yanet Bermoy Acosta, nona entre as meio-leves, são as principais candidatas ao título. Para bater a atual campeã mundial e olímpica, o Brasil vai com duas atletas na categoria acima de 78kg: Maria Suelen Altheman e Rochele Nunes. Rochele, inclusive, venceu Idalys na Universíade de Kazan ano passado.
“Eu aproveitei para treinar bem forte e traçar mais de uma estratégia para buscar o ouro. Tenho que aproveitar que são adversárias bastante conhecidas. Se der para repetir o desempenho da Universíade, eu ia ficar muito feliz”, comenta Rochele.
Já o Canadá tem seis atletas do masculino na lista e quatro no feminino. Os atletas de maior destaque são Kelita Zupancic, terceira colocada entre as médias; Catherine Roberge, nona no meio pesado, e Antoine Valois-Fortier, nono no meio-médio. A categoria meio-médio, de Victor Penalber, conta ainda com o americano Travis Stevens.
Mas as forças do judô americano estão bem equilibradas já que, entre os dez nomes que aparecem na análise, estão cinco mulheres e cinco homens. No feminino, Marti Malloy, vice-campeã mundial e atual sexta colocada do ranking, será um obstáculo no caminho de Ketleyn Quadros e Rafaela Silva.
“Acredito que a briga pelo primeiro lugar vai ser muito dura. São duas grandes atletas, medalhistas olímpicas. Não tem como dizer quem é a mais difícil. O nosso nível é bastante semelhante”, acredita Rafaela Silva.
Na sequência, vem o México com quatro atletas, a Argentina com três, a Colômbia com 2 e completando a lista de 42, Chile , Equador e Venezuela com um judoca. Dentre estes, se destacam a mexicana Vanessa Zambotti (+78kg); os argentinos Paula Pareto (48kg) e Emmanuel Lucenti (81kg); a colombiana Yuri Alvear (70kg) e a equatoriana Estefania Garcia (63kg).
Tiago Camilo
Dos 20 representantes do Brasil no Campeonato Pan-Americano de Judô, a grande novidade entre os convocados é Tiago Camilo. Medalhista de prata em Sydney-2000 com apenas 18 anos, e de bronze nos Jogos de Pequim-2008. Ele volta às competições depois de quase um ano parado.
O “rei do ippon”, como ficou conhecido, sofreu uma luxação no ombro direito às vésperas do Campeonato Mundial do Rio de Janeiro em 2013 e ficou fora da competição. O atleta não luta desde maio do ano passado, quando ficou na sétima colocação no World Masters, torneio que reúne os 16 melhores atletas do mundo em cada categoria, de Tyumen na Rússia.
Principais adversários com a respectiva posição no ranking:
60kg – Felipe Kitadai (6)
Nabor Castillo (MEX – 26), Nicholas Kossor (USA – 27) e Sergio Pessoa (CAN – 35).
66kg – Charles Chibana (3) e Luiz Revite (10)
Patrick Gagne (CAN – 24), Bradford Bolen (USA – 30) e Sasha Mehmedovic (CAN – 43).
73kg – Alex Pombo (21)
Nicholas Delpopolo (USA – 13), Alexis Morin-Martel (CAN – 33) e Magdiel Estrada (CUB – 36)
81kg – Victor Penalber (3)
Travis Stevens (USA – 5), Antoine Valois-Fortier (CAN – 9) e Emmanuel Lucenti (ARG – 20)
90kg – Tiago Camilo (24)
Asley Gonzalez (CUB – 1), Jacob Larsen (USA – 32) e Thomas Briceño (CHI – 56)
100kg - Luciano Correa (10) e Rafael Buzacarini (20)
Kyle Reyes (CAN – 28), José Armenteros (CUB – 34) e Hector Campos (ARG – 47)
+100kg – Rafael Silva (1) e David Moura (5)
Oscar Brayson (CUB – 11), Ramon Flores (MEX – 48) e Luis Salazar (COL – 55)
48kg – Sarah Menezes (1)
Paula Pareto (ARG – 5), Dayaris Mestre Alvarez (CUB – 7) e Maria Celia Laborde (CUB – 23)
52kg – Érika Miranda (2) e Jéssica Pereira (106)
Yanet Bermoy Acosta (CUB – 9), Angelica Delgado (USA – 24) e Luz Olvera (MEX – 33)
57kg – Rafaela Silva (1) e Ketleyn Quadros (7)
Marti Malloy (USA – 6), Joliane Melancon (CAN – 21) e Hanna Carmichael (USA – 22)
63kg – Mariana Barros (8)
Hannah Martin (USA – 10), Maricet Espinosa (CUB – 16) e Estefani Garcia (ECU – 43)
70kg – Maria Portela (17)
Kelita Zupancic (CAN – 3), Yuri Alvear (COL – 4) e Onix Cortez Aldama (CUB – 14).
78kg – Samanta Soares (29)
Catherine Roberge (CAN – 9), Amy Cotton (CAN – 18) e Samantha Bleier (USA – 20)
+78kg - Maria Suelen Altheman (2) e Rochele Nunes (16)
Idalys Ortiz (CUB – 1), Vanessa Zambotti (MEX – 22) e Giovana Blanco (VEN – 26)
Fontes:
Brasil 2016
Portal Brasil
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