Esporte
Mulheres falam do desafio de ser atletas
Hangout
As mulheres dominaram o Hangout Rio 2016 do mês de março, realizado na noite desta segunda-feira (31) e transmitido ao vivo pelo YouTube. Com o tema “Mulheres no esporte”, o bate-papo contou com a participação da boxeadora e medalhista Olímpica Adriana Araújo, da remadora e campeã mundial Fabiana Beltrame e da gerente de Integração Paralímpica do Rio 2016 e ex-judoca, Mariana Mello. A moderação do encontro ficou por conta da jornalista esportiva Ana Hissa. A evolução da presença feminina no esporte e na sociedade, os desafios, a vaidade e a maternidade for alguns dos temas de destaque.
Confira abaixo alguns trechos do bate-papo, disponível na íntegra no Youtube:
Adriana Araújo: “Quando recebi o e-mail do presidente da federação dizendo que, finalmente, o boxe feminino tinha entrado para os Jogos Olímpicos, fiquei muito feliz. É um marco para todo atleta, e comigo não foi diferente. Acredito que tudo o que eu vinha plantando há anos em turnês internacionais culminou em Londres 2012. Foi uma conquista inédita, não apenas por ser a estreia do esporte nos Jogos, mas também por conquistar aquela medalha, a primeira do Brasil”.
Fabiana Beltrame: “No início, enfrentei muita resistência das pessoas porque o remo era considerado um esporte masculino. As pessoas comentavam que eu ia ficar grandona, com corpo de homem se praticasse. Com o passar do tempo, eles foram vendo que era tudo mito e que este é um esporte maravilhoso que mexe com o corpo inteiro. Nos clubes de remo, como tinham muito poucas mulheres, eu sofria aquele preconceito velado. A gente ficava meio de lado, não confiavam muito na gente. Tivemos que lutar muito para conseguir o nosso espaço. Comecei com uma amiga e lembro que ficávamos muito sozinhas no meio daquele monte de homem e chegamos até a ouvir que tínhamos começado a remar só para arrumar namorado”.
Mariana Mello: “Eu acho que ainda existe uma resistência das próprias mulheres para entrar no esporte. Acho que isso começa na infância ainda, quando as meninas resistem a praticar atividades físicas na escola, pois acham que é coisa de menino, não querem ficar suadas, não querem se ralar, não querem se sujar. Isso é um estereótipo que a sociedade vem trazendo. Eu me lembro que, quando comecei a praticar judô, com 12 anos, tive que convencer até o professor de que eu podia fazer judô, porque ele só dava aula para os meninos”.
Ana Hissa: “Como jornalista esportiva especializada em artes marciais, lembro de entrevistar algumas atletas do judô. Elas comentavam comigo que, no início, tinham inclusive que se vestir de homens para poder competir”.
Fonte:
Rio 2016
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons
CC BY ND 3.0 Brasil

















