Esporte
Robert Scheidt estreia em 9º na etapa de Hyères da Copa de Vela
Vela
Um dia de resultados irregulares e muito equilíbrio entre os velejadores da classe Laser marcou a estreia da última etapa da Copa do Mundo de Vela, em Hyères, na França, na segunda-feira (21).
Dono de cinco medalhas olímpicas (2 ouros, 2 pratas e 1 bronze) e 14 títulos mundiais, entre Laser e Star, Robert Scheidt venceu a primeira regata do dia, fez um nono e um sétimo lugares nas outras duas e alcançou a nona posição geral, com oito pontos perdidos.
Líder da competição, o francês Jean Baptiste Bernaz tem apenas seis pontos a menos.
O primeiro dia de disputas em Hyères começou nublado, com ventos que variaram de 9 nós, pela manhã, a 15 nós (27 km/h), à tarde. “Fui bem na primeira regata, conseguindo o objetivo de velejar sempre entre os primeiros, e garanti a vitória. Mas não larguei bem nas outras duas provas e velejei buscando a recuperação”, declarou Scheidt.
Experiente na raia francesa, o velejador venceu a competição em 2011, na Star, com Bruno Prada. No ano seguinte, os dois conquistaram o tricampeonato mundial da classe (2007, 2011 e 2012), condição até então, exclusiva da dupla italiana Agostino Straulino e Nicolo Rode (1952, 1953 e 1956).
Classe mais numerosa na etapa francesa da Copa do Mundo de Vela, com 123 competidores agrupados nas flotilhas amarela e azul, a Laser tem cinco velejadores com a mesma pontuação entre os dez primeiros colocados, incluindo alguns dos principais adversários de Scheidt: o croata Tonci Stipanovic, nº 1 do mundo na categoria; o australiano Tom Burton, vencedor da etapa de Palma de Mallorca, há 15 dias; e o cipriota Pavlos Kontides, vice-campeão mundial.
Entre os brasileiros, também estão na disputa Bruno Fontes, 11º colocado; Matheus Dellagnelo, 54º; e Alex Veeren, 109º.
A competição em Hyères segue o formato dos eventos olímpicos, com 11 regatas distribuídas entre as fases classificatória, até esta terça-feira (22), e final, a partir de quarta (23), quando os velejadores serão reagrupados nas flotilhas ouro e prata.
“A disputa deve ficar ainda mais acirrada na fase final, com os melhores competidores brigando para chegar à regata da medalha”, observou Scheidt. Os dez primeiros colocados na flotilha ouro da Laser vão para a medal race, no sábado (26), que vale pontos dobrados.
Scheidt
Em Londres 2012, Robert Scheidt tornou-se o maior medalhista olímpico do Brasil, ao lado de Torben Grael. São cinco conquistas no total. Em abril de 2012, ao lado de Bruno Prada, alcançou um feito inédito: são os únicos velejadores na história do ranking mundial a somar sete primeiros lugares como os sete melhores resultados para a pontuação.
No começo do ano, Scheidt admitiu estar surpreso com o seu desempenho. “Estou muito satisfeito. Não imaginava que ia velejar em alto nível tão rápido. É um barco duro fisicamente e eu já tenho 40 anos”, ressaltou. “Mas a motivação é muito alta. Sinto prazer em velejar, isso me dá o combustível para treinar e competir contra essa molecada.”
Classificação após três regatas e um descarte
1. Jean Baptiste Bernaz (FRA) - 2 pontos perdidos
2. Mathew Wearn (AUS) - 3 pp
3. Tom Burton (AUS) - 7 pp
4. Daniel Mihelic (CRO) - 7 pp
5. Rutger van Schaardenburg (NED) - 7 pp
6. Pavlos Kontides (CYP) - 7 pp
7. Tonci Stipanovic (CRO) - 7 pp
8. Andy Maloney (NZL) - 8 pp
9. Robert Scheidt (BRA) - 8 pp
10. Sam Meech (NZL) - 8 pp
11. Bruno Fontes (BRA) - 9 pp
54. Matheus Dellagnelo (BRA) - 46 pp
109. Alex Veeren (BRA) - 98 pp
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