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Suspense, goleada, pênaltis e títulos de Norte a Sul

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Entre os campeões do domingo, Cruzeiro venceu o Campeonato Mineiro. Grêmio levou a taça do Gaúcho e Bahia é o campeão do Campeonato Baiano
por Portal Brasil publicado: 14/04/2014 12h16 última modificação: 30/07/2014 02h44

O domingo (13) foi de títulos de Norte a Sul do Brasil. E nas decisões dos Campeonatos Estaduais, houve um pouco de tudo: no Rio de Janeiro, teve suspense e gol da taça do Flamengo saindo aos 46 minutos do segundo tempo; em Minas, empate em jogo vibrante na festa do Cruzeiro; no Rio Grande do Sul, não faltaram gols na vitória maiúscula do Internacional; e em São Paulo, emoção e drama na surpreendente conquista do Ituano nos pênaltis.

O giro pelo País começa por quem sofreu até o último minuto. Na emocionante decisão do Campeonato Carioca, o Flamengo esteve muito perto de ver o Vasco encerrar o jejum de 11 anos, mas, na base da raça, comemorou sua 33ª taça estadual com um gol chorado de Márcio Araújo aos 46 minutos do segundo tempo. Antes, Douglas, havia aberto o placar em cobrança de pênalti, em resultado que ia garantindo o primeiro título vascaíno desde 2003.

Após dois empates, valeu a melhor campanha rubro-negra em todo o campeonato. E a taça ainda teve um gosto especial, já que atenuou a dor da eliminação recente na Libertadores, quando o time saiu vaiado do Maracanã por sua própria torcida. Desta vez, não houve meios de impedir a festa dos jogadores em campo.

“É de arrepiar. Só o Flamengo para nos proporcionar tanta alegria, tanto sofrimento”, destacou Márcio Araújo, herói do título, ainda em campo. “O torcedor adversário já estava gritando olé, e a gente pôde fazer o gol. Num momento de angústia, consegui coroar com o título.”

No Campeonato Paulista, o suspense superou o tempo regulamentar e chegou à decisão por pênaltis. Nela, o pequeno Ituano levou a melhor para cima do gigante Santos e conquistou um surpreendente, porém indiscutível título graças à vitória dramática por 7 a 6. Com a bola rolando, o Peixe – que buscava sua 21ª taça estadual – venceu por 1 a 0, gol de Cícero (de pênalti, claro), mesmo placar que o time do interior havia conseguido na ida. Não foi o suficiente para o time de Oswaldo de Oliveira.

A taça confirma o bom trabalho de Juninho Paulista, hoje presidente do clube, e do técnico Dorival, seu antigo parceiro de São Paulo, que souberam montar um time competitivo e com defesa equilibrada, que superou favoritos como Palmeiras e Santos e mostrou que o feito de 2002 – quando conquistou um Paulista sem os grandes do estado – poderia ser repetido agora com eles.

E neste título, um personagem de fora mostra que é mesmo pé quente. Técnico da Seleção Brasileira, Luiz Felipe Scolari havia visto um vídeo motivacional aos jogadores do Ituano, que agradeceram a atitude com uma faixa na entrada do Pacaembu. Na mensagem, Felipão lembrava da campanha que realizou com o Criciúma, surpreendente campeão da Copa do Brasil de 1991 em final contra o Grêmio.

Foi também com emoção, mas sem bolas na rede que o Cruzeiro levantou sua 37ª taça no Campeonato Mineiro. Aliás, nada de gols em 180 minutos, mas os resultados favoreceram a Raposa, dona da melhor campanha da primeira fase. E a final histórica merecia mais, já que se tratava da centésima edição do campeonato e colocava frente a frente o atual campeão brasileiro e o da Libertadores.

Mesmo sem marcar, o Cruzeiro completou uma semana perfeita, que já havia sido marcada pela classificação às oitavas de final da Libertadores, algo que não saía da cabeça do técnico Marcelo Oliveira. "Título sempre fica marcado na história. Dessa vez ele veio de forma invicta, com melhor defesa, melhor ataque”, destacou. “Estão todos de parabéns, mas a partir de amanhã já tem que pensar na Libertadores, que é objetivo ainda maior", completou o treinador, lembrando do confronto de quarta contra o Cerro Porteño, de novo no Mineirão.

Júlio Baptista, que teve boa atuação na final, voltou um pouco ao tempo e aproveitou para exaltar a boa decisão de deixar o Málaga no meio do ano passado e se juntar ao time que dominaria o Brasil em 2013. "Tive a sorte de cair em grupo de grandes jogadores, grandes homens, isso é só o começo. Vamos ganhar muitos títulos", comemorou.

Em meio a tanto equilíbrio, o Internacional destoou na decisão do Campeonato Gaúcho. Mesmo em vantagem após vencer a partida de ida por 2 a 1 na Arena, o Colorado não quis saber de cautela, foi para cima do Grêmio e conquistou o título com goleada histórica por 4 a 1. O festival começou ainda na primeira etapa, quando D’Alessandro abriu o placar. No segundo, em 12 minutos resolveu a situação: Alex, duas vezes, e Alan Patrick confirmaram a superioridade, com o gol de honra tricolor saindo após jogada de Dudu, que Ernando desviou para o próprio gol.

A superioridade indiscutível do Inter em 2014 também confirmou o domínio do clube no estado. Foi o seu 43º título – sete a mais que o arquirrival – e o quarto consecutivo. Ao Grêmio, que não levanta uma taça no estado desde 2010, resta o consolo de seguir na disputa da Libertadores, na qual já está nas oitavas de final para enfrentar o San Lorenzo.

E o que mais?

No Campeonato Baiano, o clássico teve gols, pênalti, expulsão e muito nervosismo. O Bahia, que havia saído na frente na decisão ao vencer por 2 a 0, repetiu a dose no primeiro tempo e duplicou a vantagem. O Vitória ainda reagiu, empatou, mas não conseguiu impedir a 45ª conquista do rival, hegemônico no estado.

Assim como em São Paulo, o Campeonato Paranaense foi decidido nos pênaltis e terminou com vantagem para um time do interior. Bom, neste caso, não havia mais jeito de o título parar na capital. Donos de campanhas surpreendentes, Londrina e Maringá fizeram a final, vencida pelo primeiro após empate em 1 a 1 no tempo normal. Foi o quarto título do Tubarão em sua história.

O domingo ainda registrou taças para o Figueirense (sua 16ª no Campeonato Catarinense) após vitória sobre o Joinville e do Atlético-GO, que repetiu o feito do Flamengo: fez nos acréscimos o gol da vitória sobre o Goiás, que garantiu seu 13º estadual.

Fonte:
Fifa

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