Você está aqui: Página Inicial > Esporte > 2014 > 05 > A bola fora da Anistia Internacional

Esporte

A bola fora da Anistia Internacional

Artigo

Em artigo, ministro Aldo Rebelo fala sobre a campanha da Anistia Internacional e sobre o empenho do País em realizar a Copa da Paz
por Portal Brasil publicado: 20/05/2014 16h15 última modificação: 30/07/2014 02h35

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, publicou artigo no Portal do Ministério em que ele repudia a campanha “Brasil, chega de bola fora’’, da Anistia Internacional do Rio de Janeiro. A Campanha busca mobilizar contra a repressão de protestos durante a Copa do Mundo. Segundo o ministro, o Brasil nunca viveu um momento com tanta liberdade democrática como agora, porém, vândalos não podem ser considerados manifestantes.

Rebelo citou, ainda, o caso do cinegrafista da TV Bandeirantes, Santiago Ilídio Andrade, que foi morto após ser atingido por um rojão enquanto filmava uma manifestação no Rio no começo deste ano.

Confira o artigo na íntegra:

A História registra numerosos casos de organizações que degeneraram ao tomar um atalho embaraçoso da trajetória original. O escritório da Anistia Internacional no Rio parece hipertrofiado pela síndrome do pequeno poder, patologia com viés político que faz o doente extrapolar a competência e exorbitar a autoridade. Depois de jornadas memoráveis em defesa dos prisioneiros de consciência, na falta deles, agora, a Anistia engendra campanhas que oscilam entre o sofisma patético e a piada surreal.

Após dez anos sem representação no Brasil, a organização reinstalou-se no Rio em 2011, com uma diretoria partidarizada que almeja ser a ouvidoria da nação. Critica a construção da usina de Belo Monte, defende a unificação das polícias Civil e Militar, faz circular um abaixo-assinado pela revisão da Lei da Anistia e, para isso, quer conduzir a presidenta da República à Comissão da Verdade, quando ela já declarou respeito aos pactos que propiciaram a redemocratização. Sua última iniciativa é a campanha internacional “Brasil, chega de bola fora’’. O movimento teria o propósito de mobilizar o mundo para pressionar o País a não reprimir protestos durante a Copa do Mundo: “Diga ao governo brasileiro que protesto não é crime. Dê a eles um cartão amarelo.”

Isso é recado para ditadura. O Brasil vive o período mais duradouro e profundo de liberdades democráticas de sua História. A geração que chegou ao poder sofreu literalmente na carne a máxima inversa: protesto era crime. Hoje, tutela a liberdade de manifestação que lhe foi raptada nos anos de chumbo, quando muitos pagaram com a vida a ousadia da insurgência. Desde a redemocratização, construímos um estado de direito tão elástico que alguns até o consideram facilitador da sabotagem da democracia. Atualmente, vândalos flagrados em ação são assistidos ao vivo por ativistas de plantão, que chegam à delegacia antes deles.

Não saiu do governo federal, empenhado em realizar a Copa da Paz, um só ato restritivo do direito à manifestação pública. A rua é o palco da liberdade. Mas não é lícito aplaudir “manifestantes” praticando saques no comércio, vandalizando equipamentos de utilidade pública, incendiando ônibus do transporte popular e carros da imprensa, depredando prédios da democracia representativa, agredindo jornalistas, ferindo transeuntes, imolando policiais como tochas humanas.

A Anistia quer que o mundo diga às autoridades do Rio de Janeiro que não é crime explodir coquetel molotov em atos a que pessoas de boa-fé levam os filhos para defender as causas justas do povo? Não é crime matar cinegrafista que registra o próprio desempenho dos manifestantes? Merece cartão amarelo a responsabilização de delinquentes que, pela truculência, até inibem legítimas manifestações populares? A sociedade brasileira não se opõe a manifestações, mas repudia o cavalo de Átila, que não deixa grama por onde passa.

Fonte:
Ministério do Esporte
Portal Brasil

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

COB vai a Londres em busca de referências para Rio 2016
Ministro Leonardo Picciani afirmou que Comitê Olímpico Brasileiro usará as ações bem-sucedidas do megaevento londrino nos Jogos Olímpicos Rio 2016
Tocha olímpica visita a Rota do Descobrimento na Bahia
Chama começou o dia na Rota do Descobrimento em ‎Eunápolis, passou por Itapetinga, a Cidade do Boi Gordo, e encerrou o dia em Vitória da Conquista
Ministro do Esporte visita instalações do Parque Olímpico da Barra da Tijuca
Leonardo Picciani visitou as instalações do Parque Olímpico da Barra da Tijuca, que já tem 88% das obras concluídas
Ministro Leonardo Picciani afirmou que Comitê Olímpico Brasileiro usará as ações bem-sucedidas do megaevento londrino nos Jogos Olímpicos Rio 2016
COB vai a Londres em busca de referências para Rio 2016
Chama começou o dia na Rota do Descobrimento em ‎Eunápolis, passou por Itapetinga, a Cidade do Boi Gordo, e encerrou o dia em Vitória da Conquista
Tocha olímpica visita a Rota do Descobrimento na Bahia
Leonardo Picciani visitou as instalações do Parque Olímpico da Barra da Tijuca, que já tem 88% das obras concluídas
Ministro do Esporte visita instalações do Parque Olímpico da Barra da Tijuca

Últimas imagens

Local será aberto para a chegada dos atletas em 24 de julho; obra é a mais complexa dos Jogos
Local será aberto para a chegada dos atletas em 24 de julho; obra é a mais complexa dos Jogos
Divulgação/Brasil 2016
A preparação do time verde e amarelo será feita na Granja Comary, a partir do dia 18 de julho.
A preparação do time verde e amarelo será feita na Granja Comary, a partir do dia 18 de julho.
Foto: Rafael Ribeiro / CBF
O ministro do Esporte, Leonardo Picciani, e o presidente do Comitê Olímpico Internacional, Thomas Bach, participaram da reunião de revisão de projeto do megaevento, realizada na última quarta-feira (15)
O ministro do Esporte, Leonardo Picciani, e o presidente do Comitê Olímpico Internacional, Thomas Bach, participaram da reunião de revisão de projeto do megaevento, realizada na última quarta-feira (15)
Foto: Roberto Castro/brasil2016.gov.br/ME
O lançamento do souvenir ocorreu no prédio da Casa da Moeda, no Centro do Rio.
O lançamento do souvenir ocorreu no prédio da Casa da Moeda, no Centro do Rio.
foto: Rio 2016/Saulo Pereira Guimarães

Governo digital