Esporte
Arqueiros se preparam para os Jogos Olímpicos da Juventude
Tiro com arco
Marcus Vinícius D’Almeida e Ana Clara Machado, ambos de 16 anos, são os arqueiros que irão representar o Brasil nos Jogos Olímpicos da Juventude em Nanquim, na China, entre 16 e 28 de agosto.
Com os últimos resultados em etapas da Copa do Mundo de Tiro com Arco, apesar da pouca idade e de apenas três anos no esporte, Marcus está hoje entre os dez primeiros do mundo no ranking adulto da Federação Internacional (WAF, na sigla em inglês) e, por isso, é candidato à medalha de ouro, na opinião do técnico Evandro França.
Na primeira etapa da Copa do Mundo, em Xangai, na China, Marcus Vinícius foi nono lugar (compartilhado) e, na seguinte, em Medellín, na Colômbia, quinto. Nas duplas mistas, ao lado de Sarah Nikitin, ele conquistou a primeira medalha da história do Brasil no esporte: prata, perdendo apenas dos sul-coreanos Lee Tuk-young e Oh Jin-hyek (vale ressaltar que On foi o campeão olímpico individual em Londres 2012).
Agora, Marcus estará na terceira etapa da Copa do Mundo, em Antália, na Turquia, de 10 a 15 de junho, e na última, em Wroclaw, na Polônia, de 5 a 10 de agosto. “Essa quarta etapa será a apenas uma semana dos Jogos da Juventude. Assim, vamos (Ana Clara também competirá) direto da Polônia para a China”, diz o técnico Evandro.
“Assim, teremos até uma certa vantagem, porque nosso fuso horário estará em cinco, seis horas de diferença. O pessoal que sairá com o Comitê Olímpico Brasileiro terá pelo menos 11. Mas também faremos um período de aclimatação e treinamento na China, antes dos Jogos”, prossegue o treinador.
Evandro é o técnico da Seleção Brasileira desde a saída do inglês Richard Priestman, depois dos Jogos Sul-Americanos de Santiago do Chile, disputados em março. Aguarda para junho a chegada do italiano Renzo Ruele, que esteve dez dias com os atletas em Campinas – hoje o principal CT da Confederação Brasileira de Tico com Arco (CBTarco) antes da etapa da Copa do Mundo em Xangai. “Desde o ano passado, estamos diminuindo a intensidade dos treinos antes das competições e tem dado certo. Acredito que será assim para os Jogos da Juventude.”
Cabeça tranquila
Quanto à pressão sobre Marcus Vinícius como favorito ao título em Nanquim, o técnico Evandro não se mostra preocupado. “Ele carrega pressão numa boa. Tão na boa que está entre os melhores do mundo dentre os adultos também. Podemos dizer que, com o pouco tempo de treinamento que tem e o que vem apresentando, o Marcus é um sucesso. A Ana Clara tem pouca experiência internacional e ainda não faz parte do MasterPlan (plano de trabalho da confederação para as Seleções Brasileiras) da CBTarco. Mas tenho certeza de que não vai fazer feio”, diz o treinador.
O Ministério do Esporte apoia o desenvolvimento do tiro com arco por meio de convênio com a Confederação. Recursos foram utilizados para compra de equipamentos disponibilizados para treinos da Seleção Brasileira em Campinas, São Paulo, e também para competições.
Em 2013, foram R$ 1.184.234,75 para comprar material e equipar núcleos estaduais, com contratação de técnicos e auxiliares, e R$ 423.327,41 para viagens às principais competições internacionais.
O esporte
A modalidade competiu em Jogos Olímpicos pela primeira vez na edição de Paris, em 1900, o que continuou nos Jogos de St. Louis-1904, Londres-1908, e Antuérpia-1920. Entre os anos de 1924 e 1968, o tiro com arco deixou de fazer parte do programa olímpico, tendo retornado apenas em 1972, em Munique, de forma permanente até os dias de hoje.
O tiro com arco chegou ao Brasil na década de 1950, pelas mãos de Adolpho Porta, um comissário de voo da Panair do Brasil. Em 1955, desembarcou no Rio de Janeiro trazendo na bagagem alvos, arcos e flechas, além de um regulamento da Federação Internacional.
Em 19 de novembro de 1958, foi fundada a Federação Metropolitana de Arco e Flecha, no Rio de Janeiro. A primeira participação do Brasil em Olimpíadas ocorreu em 1980, nos Jogos de Moscou, e em 1991 nasceu a Federação Brasileira de Tiro com Arco.

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